Festival Clube Esperia de Futsal Feminino luta por visibilidade
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Festival Clube Esperia de Futsal Feminino luta por visibilidade

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Luta por visibilidade marca o I Festival Clube Esperia de Futsal Feminino

Que o Brasil é o país do futebol, ninguém pode negar. Porém, o futebol feminino ainda recebe menos atenção da mídia e de torcedores, causando menores investimentos. O cenário começou a mudar a partir da Copa do Mundo de Futebol Feminino em 2019. O Brasileirão Feminino já está recebendo mais atenção da mídia com coberturas mais completas e transmissões de jogos na TV aberta. 

No caso de outros esportes, a situação é outra. No caso do futsal, por não ser um esporte olímpico, não recebe o mesmo suporte e cobertura jornalística que a modalidade disputada dentro dos gramados. Quando se trata de feminino, o cenário é bem pior. Com o objetivo de valorizar o futsal feminino e preparar as atletas para os torneios da temporada, aconteceu nos dias 15 e 16 de fevereiro o primeiro Festival Clube Esperia de Futsal Feminino (FCE).

Festival Clube Esperia de Futsal Feminino (FCE) | foto: Reprodução
Festival Clube Esperia de Futsal Feminino (FCE) | foto: Reprodução

O FCE teve 20 times participantes divididos em 5 grupos. A fase de grupos foi disputada no sábado e o domingo foi reservado para os playoffs. Com os jogos de sábado, os times foram organizados em duas séries: a Série Ouro, que tinha competidores do 1º ao 14º lugar na classificação geral, e a Série Prata, a qual tinha os seis últimos colocados. As campeãs da série Ouro foram as alunas de Enfermagem da USP, que ganharam da equipe Ursões na final. Na Série Prata, a ICBIO levou o caneco para casa, após confronto com a EACH-USP na final. 

Além dos resultados, o torneio foi muito importante para a visibilidade do esporte. A atleta da equipe GALOCO, Atlética de comunicação da FIAM FAAM,  Fernanda Del Bianco, acha que festivais como esse fazem a modalidade crescer mais. “ Esse tipo de campeonato é muito importante para inclusão, porque até hoje, infelizmente, o futsal feminino não é tão valorizado quanto o masculino, tanto o futsal quanto o futebol. Isso é bom pra visibilidade e precisa de mais pessoas com esse olhar do Bruninho pra tentar manter o foco no feminino.”.

Segundo Ingrid Oliveira, também atleta da GALOCO, as emissoras de TV precisam dar o primeiro passo da transmissão de jogos de futsal feminino.

A Band foi a primeira a transmitir o futebol feminino, os campeonatos de futebol de campo e ninguém deu o primeiro passo para transmitir o futsal, como fizeram inúmeras vezes com o masculino. Todo mundo sabe quem é Falcão, mas quase ninguém sabe o nome de uma jogadora do feminino. Então precisa de alguém que dê o primeiro passo para mudar o cenário do futsal feminino.

Ingrid Oliveira

Para os técnicos, o torneio serviu como preparação para a pré-temporada. Rafael de Souza, que dirige as equipes GALOCO e FOC, campeonatos como o FCE são importantes para a divulgação da modalidade. “Ter 20 equipes, com esse chaveamento é muito importante para nós, que trabalhamos com isso. Colocar as atletas na competição e valorizá-las é muito importante, porque é muito difícil de achar mulheres que gostam de jogar futsal e esse campeonato está sendo o reflexo de tudo isso”, afirma.

Zaka, treinador do time de Engenharia da São Judas, vê o futsal feminino seguindo o mesmo caminho do futebol feminino profissional. “Já ano passado tivemos transmissão do Sportv de Copa do Brasil, da Supercopa Feminina vai ter transmissão também. Cada vez mais o Sportv está desenvolvendo esse trabalho de mostrar todos os jogos finais, etc. Ainda tem muito, não está que nem o campo, que está bem melhor, mas está engatinhando no processo. Uma hora a gente chega lá.”, diz.

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Por Beatriz Freitas Vera Cruz – Fala! Mack

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