Falta de oxigênio em Manaus: o colapso na capital do Amazonas
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Falta de oxigênio em Manaus: o colapso na capital do Amazonas

Falta de oxigênio em Manaus: o colapso na capital do Amazonas

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A luta dos profissionais da saúde têm sido constante em todo o País. Em Manaus, além do enfrentamento ao vírus, os médicos precisam lidar com a falta de oxigênio. Muitos pacientes morrem asfixiados, faltam leitos e, principalmente, cilindros de oxigênio.

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Manaus enfrentou a falta de oxigênio. | Foto: Reprodução.

Consequências da pandemia em Manaus

Nos primeiros meses de 2020, quando a pandemia do novo coronavírus começava a se expandir no país, Manaus, capital do Amazonas, já demonstrava sinais de alerta: foi a primeira cidade do Brasil a ter um colapso no sistema de saúde e funerário devido à Covid-19.

Problemas esses que, mesmo com o decorrer dos meses, não foram resolvidos e agravaram-se com o colapso no sistema hospitalar. Neste período, já podíamos acompanhar uma tragédia anunciada, valas-comuns, pacientes tomando soro no chão e um alerta para uma possível segunda onda. 

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Wilson Lima, governador do Amazonas. | Foto: Reprodução.

Cientistas de dez instituições, entre elas Imperial College London, University of Oxford e o Instituto de Medicina Tropical SP, publicaram um artigo explicando casos da variante, analisaram o material genético de 31 amostras de pacientes de Manaus, 42% apresentaram a “P1”, nova variante do vírus. Uma das principais causas para a nova variante é a reprodução contínua do vírus.

O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), chegou a decretar o fechamento de todas as atividades não essenciais por 15 dias, porém, retrocedeu após protesto de comerciantes que pediam a liberação dos comércios. Em uma tentativa de amenizar o colapso, Wilson Lima (PSC) anunciou o decreto que proíbe a circulação da população e o funcionamento de comércios entre 19h e 6h, exceto os serviços essenciais para a vida. 

Em encontro com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, o Presidente Jair Bolsonaro lamentou o problema em Manaus, e afirmou: “Agora, nós fizemos nossas partes de recursos e meios”. Franco Duarte, Secretário em Atenção Especializada a Saúde, do Ministério da Saúde, explicou em coletiva que a empresa responsável por fornecer cilindros não tem dado conta da demanda. O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC) disse que pretende acionar a justiça para que a empresa White Martins dê conta da demanda. No dia 13 de janeiro, uma aeronave das Forças Armadas chegou trazendo mais cilindros, no entanto, em quantidade insuficiente.

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Transporte de cilindros de oxigênio. | Foto: Reprodução.

Recentemente, o procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) abertura de inquérito para investigar a conduta do ministro da Saúde, Eduardo Pazzuelo, em relação ao enfrentamento da pandemia em Manaus.

Nos primeiros dias de janeiro, morreram mais de 1.600 pessoas no Estado, mais do que entre abril e dezembro. Com um cenário lastimável, Manaus segue em busca de respostas e, principalmente, de oxigênio.

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Por Gabriel Santos – Fala! PUC – Rio

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