EUA sofrem o maior rombo na economia desde a Grande Depressão
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EUA sofrem o maior rombo na economia desde a Grande Depressão

EUA sofrem o maior rombo na economia desde a Grande Depressão

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Os Estados Unidos, país com maior número de contaminados pelo Covid-19 no mundo (mais de 1,3 milhões de pessoas infectadas), vêm vivenciando a maior contração histórica de sua economia desde a Grande Depressão de 1929. A atual situação de pandemia fez com que as atividades econômicas se reduzissem drasticamente, levando ao encolhimento de 4,8% de seu PIB no 1º semestre de 2020, além do surto de cidadãos em desemprego, fato que diverge do cenário recorde progressivo dos EUA, que consequentemente afeta todo globo.

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Os Estados Unidos, hoje, apresentam o maior número de contaminados pelo coronavírus. | Foto: Reprodução.

Em março, o mercado acionário americano despencou mais de 20% em relação ao pico, sendo a maior queda já registrada na história. Grandes empresas como Goldman Sachs, JP Morgan e Morgan Stanley aguardam uma taxa negativa anualizada de quase 30% no segundo trimestre, levando até o Secretário do Tesouro Americano, Steve Mnuchin, afirma que o desemprego pode atingir valores acima de 20%, o dobro do ápice na Crise Econômica de 2008. Mas como esses dados afetam o Brasil?

Como a crise econômica nos EUA afeta o Brasil

No território brasileiro, medidas restritivas à circulação de pessoas, suspensão das aulas, decretos de obrigatoriedade de fechamento comércios e serviços, a exemplo de São Paulo e Rio de Janeiro, além da interrupção de setores fabris estão em confronto com o rompimento das cadeias produtivas globais, ademais, pela demanda influenciada pela queda do consumo, seja pelo medo da recessão ou diminuição da renda.

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O Fundo Monetário Internacional projetou uma redução na atividade superior a 6% nos países ricos, enquanto aos emergentes, algo em torno de 1%; o FMI reitera que 80% das nações passarão pelo declínio econômico, visto que em demasiadas localidades estão sendo vendidos recursos importantes, como ouro, para atenuar a perda de ativos. Todos fatores apresentados acontecem pelo impacto de variadas ações, como as das Companhias Aéreas (Avianca já declarou falência), empresas de turismo, centros tecnológicos e petrolíferos.

No Brasil, a Petrobrás já esclareceu que sua produção anual sofrerá vastos efeitos, fato incentivado pela queda drástica do preço do petróleo tipo Brent, tomando a decisão de cortar gastos e investimentos em 2020. A Bovespa vem acumulando uma queda superior a 40%, o dólar oscilando nos R$5,80, resultando em uma perda de R$1,1 trilhões em valor de mercado e contração do PIB em 5,3%, segundo o FMI.

Sobretudo, um dos maiores prejuízos nacionais é em relação à exportação de commodities. As cotações de produtos de grande renome brasileiro, a exemplo da soja, minérios de ferro e carne estão em plena queda diante da recessão global; só a soja representa 30% do que o Brasil exporta aos chineses. As vendas somaram US$50,095 bilhões, decréscimo de 3,7% na comparação com o mesmo período do ano passado (1º trimestre).

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Com a aliança recente da diretriz do presidente brasileiro Jair Bolsonaro com Donald Trump, só no ano passado, os EUA obtiveram um superávit de US$11,3 bilhões até novembro, incentivado pelo aumento da venda de combustíveis estadunidenses ao Brasil.

A partir dos valores apresentados, conclui-se que, com a queda drástica prevista do Produto Interno Bruto dos Estados Unidos, com mudanças nas taxas de juros domésticas, commodities específicas e câmbio, a situação tende a se agravar.

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Por Luiz Henrique Marcolino Cisterna – Fala! Anhembi

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