Escrita HQ por mulheres brasileiras e o preconceito no mercado
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Escrita HQ por mulheres brasileiras e o preconceito no mercado

Escrita HQ por mulheres brasileiras e o preconceito no mercado

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O mercado brasileiro está passando por seu maior momento de expansão, pela grande quantidade de eventos sobre quadrinhos em várias regiões do país. Dentre esse universo, tem-se coletivos e eventos que são de fundamental importância para o desenvolvimento da visibilidade feminina.

Alguns deles são apontados pela quadrinista Germana Viana e pelo leitor Victor Pacheco, como, por exemplo, Nebulla (antigo Collant sem Decote), Preta Nerd e Burning Hell, Delirium Nerd, Lady’s Comics e Graphic MSP. Pode-se dizer que o papel de ferramentas tecnológicas como redes sociais e blogs também transformaram de maneira positiva a visão desse cenário. 

HQs feitas por mulheres
Patas sujas. | Foto: Reprodução.

O grupo Lady’s Comics, por exemplo, faz parte da união de mulheres Mariamma Fonseca (jornalista, estudante de artes visuais e baiana), Samanta Coan (designer gráfico, especialista em design experiencial e mestranda em Design, Cultura e Sociedade) e Samara Horta (mineira, jornalista e analista de redes sociais).

Esse coletivo ampliou a discussão sobre os distintos papéis da mulher, sobretudo na construção do universo HQ. O grupo cria e compartilha conteúdos de autoras femininas ao redor do mundo todo. Dessa forma, lança uma forma de apoio até mesmo para escritoras anônimas realizarem suas publicações.

Com o crescimento do debate sobre a questão de gênero, conforme apontou a quadrinista Viana, houve um aumento do interesse feminino, o que motiva leitoras e incentiva outras quadrinistas para que todas percebam que podem e devem participar no desenvolvimento desse ramo.

Com isso, se destaca diversas funções que a mulher pode ocupar dentro de uma sociedade. Viana relata que, em seus trabalhos, busca enaltecer a diversidade que existe no mundo em suas publicações. Assim, procura não reproduzir estereótipos negativos, como quando retrata personagens negras ou transsexuais.

Por fim, dentre algumas mulheres ativas na construção de HQ no Brasil, Pacheco destaca: Bianca Pinheiro, Cris Peter, Lu Cafaggi, Cristina Eiko e Germana Viana.

Exemplo de hq escrita por mulheres
Mônica. | Foto: Reprodução

Na construção das produções, contudo, também temos o lado negativo. Com isso, podemos citar algumas problemáticas nas publicações. Dentre elas, o fato de que as mulheres, para permanecerem com suas criações, faziam uso de pseudônimos, pois existia preconceito na hora de publicar suas obras.

A postura dos meios de comunicação de enaltecer apenas uma autora, considerado algo suficiente para trazer maior visibilidade, é outro fator. E, por fim, assim como destacou o leitor Pacheco, o aspecto comum no ramo HQ, aonde ainda grupos de super-heróis têm diversos homens com personalidades variadas e somente uma mulher, com pouca profundidade e sexualizada. 

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Por Paula de Lima Santos – Fala! Anhembi

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