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ENEM 2019: Dicas de filmes para ajudar nos estudos

ENEM 2019: Dicas de filmes para ajudar nos estudos


Especialista em educação alerta para a importância de se ter uma linha de estudo como pesquisas sobre os temas e anotações das percepções sobre os filmes.

São Paulo, setembro de 2019 – As provas do Exame Nacional do Ensino Médio 2019 (ENEM) acontecem nos dias 3 e 10 de novembro de 2019 em todo o País. Cientes de que a redação é a parte do teste que mais tira o sono dos estudantes, os especialistas do SAS, plataforma de educação que desenvolve conteúdo, tecnologia e serviços, selecionaram sete filmes com temas que podem ser abordados nesta etapa do teste.

“Filmes são uma forma importante de estudo porque é possível aproveitar um momento de descanso para estar em contato com temas e reflexões úteis para o aprendizado.”

destaca Caê Lavor, gerente Executivo de Avaliações e Conteúdo Digital.

“O segredo, para que este momento de entretenimento seja proveitoso é fazer uma pesquisa prévia sobre o tema, anotar as principais percepções durante o filme e, ao final, separar um tempo para refletir sobre os assuntos abordados.”

completa.

Os sete filmes a seguir foram selecionados com base em assuntos debatidos pela sociedade nos últimos meses. A recomendação dos especialistas do SAS Plataforma de Educação é que, no momento de reflexão, os alunos se questionem o que realmente pensam sobre o tema, qual posicionamento adotariam caso fossem abordados na redação do ENEM e com quais argumentos sustentariam a tese.

Sugestões de filmes de estudo para o ENEM 2019 (fonte: SAS Plataforma de Educação)

Biutiful 

(direção: Alejandro González Iñarritu/ gênero: drama/ tema: capitalismo e globalização) – Neste filme, o protagonista tem uma esposa instável, cuida sozinho dos dois filhos e ganha a vida em Barcelona coordenando vários negócios ilícitos, sendo um deles a exploração de imigrantes africanos.

Ele também ganha dinheiro por meio do seu dom de falar com os mortos. Após descobrir que possui um câncer terminal, o protagonista decide fazer o bem. Dessa forma, Biutiful propõe uma visão sobre as faces do capitalismo, mostrando as contradições sociais e econômicas existentes em alguns centros urbanos no mundo, expondo as diferentes condições de vida dos seres humanos. A obra tem a intenção de mostrar como o regime capitalista e a globalização transformaram o modo como as pessoas se relacionam entre si e com o mundo.

Crash 

no limite (direção: Paul Haggis/ gênero: drama/ tema: intolerância) – O filme tem como cenário os Estados Unidos pós 11 de setembro, mostrando personagens que vivem rotinas diferentes na mesma cidade e passam por diversas tensões raciais e sociais por conta dos diferentes estereótipos que a sociedade criou.

O principal conflito do filme surge quando essas diferentes realidades se cruzam. De maneira geral, o filme aborda a temática do preconceito, apresentando racismo, xenofobia e segregacionismo presentes na sociedade. A obra traz uma visão sobre a vida moderna que está tomada pela violência, destacando atitudes preconceituosas incorporadas pelos indivíduos, como se fossem características naturais.

Entre os muros da escola 

(direção: Laurent Canent/ gênero: drama/ tema: imigração) – Neste filme, o protagonista é um professor de língua francesa de uma escola da periferia de Paris. Ele enfrenta muitas dificuldades para dar aula, pois o ambiente é conflituoso, tendo em vista que os alunos têm origens distintas e lidam com o contexto da imigração. A sala de aula apresentada, é composta por uma mistura de etnias, crenças e estilos.

Dentro deste ambiente, é possível perceber o preconceito, a desigualdade social e a violência. A obra aborda questões muito atuais, como a existente contenção à imigração ilegal e os fluxos migratórios decorrentes de guerras e problemas ambientais. O filme tem o propósito de apresentar um recorte social, sem propor soluções sobre os conflitos expostos, mas trazendo reflexões sobre eles.

Surplus 

Aterrorizados para consumir (direção: Erik Gandini/ gênero: documentário/ tema: meio ambiente) – O filme fala sobre os excessos da produção em massa e o consumo desenfreado que existe na maioria dos países, além de evidenciar os problemas que essas práticas estão causando ao meio ambiente.

Nele, também é destacada a questão da publicidade, que pode influenciar as pessoas a consumir coisas que não precisam. Um ponto de destaque é o trocadilho contido no título do documentário: a palavra surplus pode ser traduzida como superávit ou excesso, remetendo-nos à ideia de lucro para as indústrias e o consumo excessivo. Essa obra pode ser encarada como um alerta para a sociedade, no sentido de que é preciso repensar valores e atitudes em relação ao meio ambiente.

Ônibus 174 

(direção: José Padilha e Felipe Lacerda/ gênero: documentário/ tema: violência urbana) – O filme traz muitas imagens de arquivo, entrevistas e documentos oficiais sobre o sequestro do ônibus 174, que aconteceu na zona Sul do Rio de Janeiro em 2000. O fato ocorreu em 12 de junho e foi transmitido ao vivo para todo o País durante quatro horas.

O documentário também aborda a vida do sequestrador, um menino de rua que sobreviveu à Chacina da Candelária. Após assistir ao documentário, é importante pensar sobre: os fatores podem levar crianças e adolescentes a ingressarem no mundo do crime; os impactos dessa realidade para a sociedade e especialmente para esses jovens; o papel da sociedade e do Estado na resolução dessas questões; e as medidas possíveis para resolver esses problemas sociais.

A rede social 

(direção: David Fincher/ gênero: drama biográfico/ tema: mundo digital) – O filme mostra Mark Zuckerberg em sua época de estudante em Harvard, trabalhando em um novo conceito do que viria a ser mais tarde o Facebook. Apesar do caráter biográfico, o filme consegue propor reflexões sobre como a sociedade se interessa por informação e pela vida das pessoas e como a modernização da tecnologia interfere na estrutura e na própria lógica dos meios de comunicação e da circulação das informações.

É interessante pensar como o espaço geográfico está cada vez mais integrado às inovações tecnológicas e informacionais, além de observar como isso impacta a nossa própria forma de interagir e estar no mundo.

Gattaca

Experiência genética (direção: Andrew Niccol/ gênero: ficção científica/ tema: ciência e ética) – Nesse filme, os seres humanos são criados geneticamente, enquanto as pessoas concebidas de maneira tradicional são consideradas inválidas e inferiores.

O protagonista do filme é um inválido, que tem o sonho de viajar para o espaço e, para conseguir alcançar esse objetivo, esconde sua verdadeira origem comprando genes de outra pessoa e assumindo identidade dela. O filme levanta discussões sobre questões éticas geradas a partir dos avanços científicos, como a eugenia, em que os seres humanos são manipulados artificialmente. Nesta obra, é importante refletir sobre o avanço da ciência, questionando-se sobre: os limites dessa interferência; e os aspectos benéficos e prejudiciais dos avanços científicos.

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