Crítica: 'Tempo', um filme de terror um tanto quanto caótico
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Crítica: ‘Tempo’, um filme de terror um tanto quanto caótico

Crítica: ‘Tempo’, um filme de terror um tanto quanto caótico

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O filme Tempo, do diretor e roteirista M. Night Shyamalan estreou no dia 22 de julho de 2021 no Brasil, e de lá para cá, vem chamando atenção de alguns entusiastas dos filmes de suspense e terror. O longa, contudo, pode não ser o esperado, pois além de uma história única e, talvez, sem precedentes no gênero, ele constrói um nó na cabeça do espectador, que pode ser bem difícil de desfazer. 

Aaron Pierre, Nikki Amuka-Bird, Ken Leung, Gael GarcÌa Bernal e Vicky Krieps estrelam uma cena do filme Tempo.
Aaron Pierre, Nikki Amuka-Bird, Ken Leung, Gael GarcÌa Bernal e Vicky Krieps estrelam uma cena do filme Tempo. | Foto: Reprodução.

Uma análise crítica de Tempo, novo filme de M. Night Shyamalan

Embora possua uma configuração intrigante e uma conclusão razoavelmente confiável, a longa parte intermediária de Tempo, do roteirista e diretor M. Night Shyamalan é, por sua vez, tediosa e caótica. Além disso, alguns dos desenvolvimentos difusos que ocorrem à medida que ele avança, tornam essa fantasia sombria inadequada para os jovens.

Quando começam as férias nos trópicos, o casal Guy (Gael García Bernal) e Prisca (Vicky Krieps) tentam esconder dos filhos Trent (Rio Nolan), de 6 anos, e sua irmã mais velha, Maddox (Alexa Swinton), que eles estão à beira do divórcio. Também há indícios no diálogo de que a família está enfrentando um desafio médico, bem como problemas conjugais.

Ansioso por diversão, o quarteto segue a sugestão do gerente anônimo de seu hotel (Gustaf Hammarsten) de que passem o dia em uma praia isolada nas proximidades. Nessa excursão, eles se juntam a um grupo de outros hóspedes do resort, incluindo o problemático médico Charles (Rufus Sewell) e sua bela esposa, Chrystal (Abbey Lee).

À medida que coisas aparentemente impossíveis começam a acontecer, o grupo descobre que o tempo está passando em um ritmo anormalmente rápido e que escapar do local pitoresco, que é cercado por altos penhascos, parece impossível. Quem tenta seguir o caminho que eles percorreram para chegar lá atinge uma barreira invisível e perde a consciência.

Há potencial na situação, mas Shyamalan quase nunca consegue capitalizá-lo. Enquanto Trent e Maddox, agora interpretados, respectivamente, por Alex Wolff e Thomasin McKenzie, enfrentam a súbita adolescência, seus pais, logo idosos, começam a ter a perspectiva da velhice. A deterioração de Chrystal, entretanto, está fadada a uma dura lição sobre vaidade.

Mais duvidosamente, Trent e Kara (Eliza Scanlen), filha de Charles e Chrystal, ensinam a si próprios os fatos da vida. Seu encontro acontece fora da tela, no entanto, com apenas a barriga crescendo de Kara evidenciando o que aconteceu, então não há exploração no estilo Lagoa Azul.

O roteiro de Shyamalan, adaptado da história em quadrinhos de Pierre Oscar Levy e Fredercik Peeters de 2010, Sandcastle, passa por vários becos sem saída antes de chegar a um final que, embora improvável, pelo menos faz mais sentido do que as explicações instáveis ​​por trás de muitos filmes de terror. Naquela época, entretanto, o interesse do público já havia evaporado.

O filme contém um pouco de violência sangrenta, sangue coagulado, breve nudez traseira, uma gravidez fora do casamento, alguns palavrões, vários xingamentos mais brandos e pelo menos um uso de linguagem grosseira. 

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Por Beatriz Seguchi – Fala! São Judas

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