Crítica: O retorno da bondade com a série 'Ted Lasso'
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Crítica: O retorno da bondade com a série ‘Ted Lasso’

Crítica: O retorno da bondade com a série ‘Ted Lasso’

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Muitas séries de comédia na atualidade buscam captar a atenção da audiência com algum tipo de diferencial. Algumas, optam pela mistura da comédia com o drama, outras buscam abordar um humor mais ácido e outras séries tentam inovar com um tempo maior de duração dos seus episódios. O que explica então o sucesso iminente de Ted Lasso, que apresenta, de início, uma premissa tão sutil? Será que em tempos difíceis de isolamento social, esse era exatamente o tipo de conteúdo que o mundo precisava consumir?

A série Ted Lasso traz uma nova perspectiva para as coisas da vida.
A série Ted Lasso traz uma nova perspectiva para as coisas da vida. | Foto: Reprodução.

Ted Lasso vai além das outras produções

A história da série gira em torno da chegada de um técnico do interior norte-americano à Inglaterra, com a missão de treinar o clube AFC Richmond, um time inglês de futebol. A comédia, no entanto, vai muito além de uma narrativa que envolve vitórias, perdas ou empates. Ted Lasso explora os sentimentos mais implícitos do cotidiano humano, abrangendo a vida pós-divórcio, como uma separação pública pode te afetar, a frustração que acompanha a aposentadoria, a empolgação do início de um romance e a importância da aceitação e do perdão. 

Com um elenco talentoso e um grupo genial por trás do roteiro e da criação da série, que foi baseada em uma sequência de comerciais da emissora NBC (desenvolvidos por alguns membros da equipe da série hoje em dia), a comédia vem ganhando o coração do público e serve como um bom lembrete de que, mesmo quando o mundo parece estar perdido, a bondade prevalece.  

Ted, interpretado pelo ator e comediante Jason Sudeikis, com seu otimismo – para alguns, excessivo, mas sempre inspirador – conquista toda e qualquer pessoa que aceita o convite de conhecê-lo. Sua bondade e carinho envolvem a dona do clube, Rebecca Welton (Hannah Waddingham), que o contratou com o intuito de prejudicar o time e humilhar e machucar seu ex-marido, da maneira como ele a feriu. Sua paciência e perseverança o aproximam do então capitão do time, Roy Kent (Brett Goldstein), conhecido por sua reputação raivosa. Seu bom humor conseguiu conquistar até a imprensa britânica, que no final da primeira temporada, além de respeitá-lo, torcia por ele.

A série apresenta essa facilidade em se conectar com a audiência porque ela usa da empatia para falar do que todos entendem: o que é ser humano. A comédia não se esquiva de explorar as partes do dia a dia que tornam a vida mais complicada e, em função disso, mais linda. Ela traz à tona as dificuldades de se seguir em frente, mas de uma maneira que te faz querer ganhar um novo olhar sobre o porquê você deveria seguir em frente. Sua estreia durante a quarentena só contribuiu para a formação dessa conexão, uma vez que todos precisavam de um lembrete de que as pessoas, e como você se relaciona com as pessoas, moldam a sua vida.

Com 20 indicações aos prêmios Emmy 2021, a comédia da Apple TV+​ mostra que, além de uma calorosa recepção do público, conquistou o respeito da academia da maior premiação de TV dos Estados Unidos. A série já está na sua segunda temporada, com novos episódios toda sexta-feira, e parece continuar a ser a melhor parte da semana de muitos. Ted Lasso não medirá esforços para te alegrar, te emocionar e te relembrar de que tempos melhores virão.

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 Por Eduarda Goulart – Fala! UFRJ

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