Após emitir nota mantendo os Jogos em 2020, COI volta atrás e adia para o próximo ano
Acomodações adaptadas, estádios caríssimos e organização exemplar: tudo corroborava para o sucesso do evento no país mundialmente reconhecido pela tecnologia que desenvolve. Porém, não teve tecnologia que previsse a repentina proliferação do coronavírus.
O surto pandêmico da doença gerou consequências diretas ao âmbito esportivo em diversos países, com paralisações de campeonatos, treinos e suspensão de venda de ingressos.
Por um momento, pareceu que a pandemia não afetaria os Jogos de 2020, inclusive, o Comitê Olímpico Internacional (COI) publicou uma nota oficial no início do mês desconsiderando a possibilidade de adiamento e afirmando que não havia necessidade de decisões drásticas com mais de quatro meses antes dos Jogos.
Resguardo à vida

A campeã olímpica de hoquéi de gelo pela seleção canadense, Hayley Wickenheiser, se pronunciou em rede social quando o COI anunciou a manutenção das datas.
A tetracampeã, que também é médica, afirmou que ”não sabemos o que irá acontecer nas próximas 24h, que dirá nos próximos três meses” e ainda acusou de irresponsável a decisão. Ontem (24), O COI, após pedido do primeiro-ministro do Japão, Abe Shinzo, decidiu adiar a Olimpíada de Tóquio para 2021.
Nessa perspectiva, adiar os Jogos foi encarado como uma tentativa de mostrar respeito pela vida dos atletas – já que não é possível prever se a situação do Covid-19 será controlada e o evento é marcado por contato com pessoas de todos os continentes.
Somado a isso, proporciona aos atletas melhores condições de disputa, pois com a crise do corona vírus muitos estão impossibilitados de treinar, como é o caso do nadador brasileiro Bruno Fratus, segundo o Globo Esporte.
Tudo novo
A opção do Comitê em adiar a data dos Jogos afeta diretamente no planejamento de treino dos atletas. Toda a expectativa criada em torno dos jogos é desfeita, gerando mais um ano de ansiedade, bem como o descarte da preparação personalizada imposta nos últimos meses.
Torna-se necessário começar do zero, fazer nova programação de treinamento respeitando o limite do corpo e a gradual intensidade. A mudança para 2021 também exige a revisão de contratos com patrocinadores e análises de novas parcerias.
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Por Larissa Carvalho – Fala! UFRJ