Adaptações cinematográficas das obras de Victor Hugo
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Adaptações cinematográficas das obras de Victor Hugo

Adaptações cinematográficas das obras de Victor Hugo

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O escritor Victor Hugo é considerado por muitos o grande expoente do romantismo francês. Autor de romances, poemas e peças teatrais que marcaram a história da literatura, o escritor do século XIX estende sua influência até os dias atuais, tendo diversas obras adaptadas ao cinema (algumas, mais de uma vez). Diante disso, selecionamos três filmes inspirados nas histórias do famoso romancista. A lista seguirá a ordem cronológica de lançamento das películas.

Victor Hugo
Victor Hugo. | Foto: Montagem/ Wikipedia

Obras de Victor Hugo adaptadas para o cinema 

O Homem que Ri (1928)

O Homem que Ri
Pôster do filme – Foto/ Reprodução: The Movie Database

O enredo de “O Homem que Ri” gira em torno do protagonista Gwynplaine, garoto órfão que é sequestrado e tem seu rosto desfigurado. Sua cicatriz, nos cantos dos lábios, deixa-o com a expressão de um constante “sorriso”. O enredo é permeado por críticas sociais, temáticas caras ao autor francês. Cabe ressaltar que o mote do protagonista rejeitado por ser considerado “desfigurado” também aparece em “O corcunda de Notre-Dame”, obra que será comentada no tópico seguinte desta lista. As discussões e reflexões recorrentes na obra hugoana dão o tom também ao filme em preto e branco dirigido por Paul Léni.​

O corcunda de Notre-Dame (1996)

O Corcunda de Notredame
Pôster do filme. | Foto/ Reprodução: The Movie Database

O filme dos estúdios Disney é uma adaptação livre da obra original do autor francês – e as significativas alterações de roteiro não tiram o mérito e o brilho da excelente animação. A película traz como protagonista o sineiro da catedral parisiense – Quasímodo, o “corcunda” que dá título à obra. Segundo o cigano Clopin, seu nome significa “meio-formado” – retornando ao tópico já mencionado do personagem rejeitado por questões relacionadas à aparência. Quasímodo se apaixona pela bela cigana Esmeralda, mas o juiz eclesiástico Claude Frollo (no livro, um padre), tutor do sineiro, também nutre desejos pela moça. As reflexões hugoanas sobre preconceito e fanatismo religioso estão presentes no filme animado, ainda que suavizadas para o público infantil. Destaque para a potente trilha sonora de Alan Menken e Stephen Schwartz, presenças habituais (e oscarizadas) nos filmes do estúdio do Mickey. Cabe mencionar ainda que este livro de Hugo também já teve outras adaptações, inclusive para o teatro musical, com o cantor canadense Garou no papel principal.

Os miseráveis (2012)

Os Miseráveis
Pôster do filme. | Foto/ Reprodução:The Movie Database

Certamente a obra mais conhecida de Victor Hugo – o que se pode atribuir, dentre outros fatores, à profundidade de suas reflexões sociais -, a história é protagonizada por Jean Valjean. Trata-se de um ex-presidiário que, marginalizado por essa condição, busca sua redenção e torna-se o respeitável prefeito de uma pequena cidade. Contudo, o inspetor Javert alimenta suspeitas sobre o passado de Valjean (que, a essa altura, adotara o nome Madeleine).

A história hugoana conta com uma bem-sucedida adaptação aos palcos da Broadway, na qual se inspira este filme musical de 2012. Dirigido por Tom Hooper (oscarizado por “O discurso do rei”), o longa traz no elenco estrelado nomes como: Hugh Jackman, Russell Crowe, Anne Hathaway, Amanda Seyfried, Helena Bonham Carter, Sacha Baron Cohen e Eddie Redmayne. Destaca-se a atuação de Hattaway, premiada com o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por sua performance comovente como Fantine. 

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Por Gabriela Brahim Correa – Fala! Universidade Cruzeiro do Sul

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