9 de Julho: conheça a origem do feriado civil em São Paulo
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9 de Julho: conheça a origem do feriado civil em São Paulo

9 de Julho: conheça a origem do feriado civil em São Paulo

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Você sabe a origem do feriado do dia 9 de Julho?

Também conhecido como o dia da Revolução Constitucionalista, a partir de 1997, o dia 9 de julho passou a ser feriado civil no estado de São Paulo. Esse feriado faz alusão ao dia em que os soldados com suas armas lutaram para o regime democrático do país, tornando-se uma celebração da data magna do Estado. Sendo uma homenagem ao movimento contra a ditadura do governo de Getúlio Vargas, o que resultou na Revolução Constitucionalista de 1932.

São Paulo comandou o país em uma aliança política com Minas Gerais, a política do Café com Leite, em que as lideranças paulistas e mineiras se reuniram para permanecer no poder em um revezamento entre eles na presidência da República.

Em 1929, com a quebra da bolsa de Nova York que resultou na grande depressão norte-americana, que foi o maior período de recessão econômica do século XX. Isso refletiu na economia brasileira. Nessa época, o país era o maior produtor de café e teve suas exportações extremamente afetadas. Isso atingiu a política nacional, próximo ao período de eleição presencial.

9 de julho
Revolução Constitucionalista. | Foto: Reprodução.

Nessa época, São Paulo estava no poder e no acordo político que tinha com Minas Gerais era a vez de passar a liderança para os mineiros. Porém, São Paulo decide tentar permanecer na liderança, com o candidato Júlio Prestes, que acaba vencendo as eleições. Claramente, houve uma revolta mineira que, unida ao Rio Grande do Sul e a Paraíba, formou um grupo chamado Aliança Liberal, que perdeu para o Estado de São Paulo, com Getúlio Vargas.

O golpe de estado

Getúlio Vargas decide partir para um golpe de estado, o conhecido golpe ou revolução de 30. Ele assume o poder, fecha o Congresso Nacional, anula a constituição de 1891 e depõe governadores de vários estados. Além disso, também nomeia interventores escolhidos por ele.

Dessa maneira, a liderança paulista foi contrariada e Vargas considerado um ditador. A partir daí, passou a lutar contra seu governo, a luta começou nas grandes cidades, com comícios que cresceram cada vez mais. Com tamanha proporção, começaram a atingir a população civil, como estudantes e a parcela de pessoas contra o governo ditatorial de Getúlio Vargas.

O estopim para a Revolta de 9 de julho

Em um comício realizado contra o ditador, quatro estudantes foram mortos. Nesse contexto, foi criado o M.M.D.C, sigla que faz referência a inicial dos estudantes que foram mortos.

Isso foi o impulso para a revolta, que teve início no dia 9 de julho e contou com a ajuda dos meios de comunicação de massa, ganhando apoio popular e mobilizando homens em minoria pelo lado paulista contra o governo de Vargas. Assim, uma maior mobilização pelas mortes dos jovens começou a atrair a população paulista para se juntar ao movimento.

Os confrontos duraram cerca de 3 meses, em outubro de 1932, os paulistas se entregaram, perdendo o conflito. Ao final, foram registradas de 600 a 800 mortes. Porém, logo depois, o principal objetivo de São Paulo, que era criar uma Constituição, foi realizado por Vargas pela Assembleia Nacional Constituinte.

A criação da constituição

A constituição, de extrema importância, assegurava à nação a liberdade, a unidade, a justiça e o bem-estar, tanto social quanto econômico. Dessa forma, é também criadora dos direitos trabalhistas no Brasil a ao direito das mulheres de votar.

Na cidade de São Paulo, há algumas referências a esse fato histórico, como as Avenidas 9 de Julho e 23 de Maio, data em que é reconhecido como o Dia da Juventude Constitucionalista. Outro símbolo dessa data é um obelisco localizado no parque Ibirapuera, que é um marco construído para simbolizar a dor da perda da vida dos estudantes.

De acordo com a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo: “A Lei Federal n. 9.093, de 12 de setembro de 1995, sancionada pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso, que dispõe sobre feriados, determina que a data magna do Estado, fixada em lei estadual, feriado civil. Assim sendo, no Estado de São Paulo, o então Deputado Guilherme Gianetti apresentou o Projeto de Lei n. 710/1995, que deu origem a Lei Estadual n. 9.497, de 05.03.1997, instituindo o dia 9 de julho como feriado civil do Estado”.

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Por Lívia Ferreira de Almeida – Fala! Mack

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