Washington Redskins mudará de nome após protestos antirracistas
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Washington Redskins mudará de nome após protestos antirracistas

Washington Redskins mudará de nome após protestos antirracistas

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Após décadas de controvérsias, franquia da capital terá um novo apelido

No último fim de semana, o universo da NFL recebeu uma notícia que muitos esperavam há anos, mas que nunca pareceu que se tornaria realidade: o Washington Redskins estaria disposto a mudar de nome após décadas de protestos.

Com o acontecimento da tragédia envolvendo George Floyd e o crescimento massivo dos movimentos antirracistas, muitas coisas deverão ser mudadas em nossa sociedade, e no esporte não será diferente. A equipe da capital americana possui um dos nomes mais controversos dos esportes, e parece que, finalmente, irá ceder aos protestos espalhados por todo o país.

Washington Redskins
Washington Redskins mudará de nome após protestos antirracistas. | Foto: Reprodução.

Washington Redskins mudará de nome após protestos antirracistas

Desde 1933, a equipe possui a gíria “Redskin” como seu apelido, e sempre foi justificado pela franquia como um modo de homenagear os nativos americanos, porém, essa palavra possui uma conotação muito forte e negativa na língua inglesa e, se tem um significado que ela não carrega, é de homenagem.

Já na década de 60, havia muita reclamação dos fãs do esporte e das tribos indígenas americanas por conta do nome, mas passou a ganhar mais destaque a partir dos anos 90, porém, uma mudança nunca foi, de fato, cogitada pelos donos da franquia.

Para quem está mais familiarizado com o dia a dia da liga, provavelmente já ouviu falar no nome de Dan Snyder. Ele é dono do Washington Redskins, e sempre foi uma pessoa de opiniões polêmicas e controversas em relação ao tema, e sempre deixou claro que não mudaria o nome da equipe. 

O que fez a franquia mudar de nome

Com tantas afirmações ao longo da história da franquia de que o nome não seria alterado independente dos protestos, o que fez Dan Snyder e a NFL mudarem de ideia? Você já deve saber o motivo: dinheiro. 

Após a tragédia do caso George Floyd, o movimento se intensificou não apenas nos Estados Unidos, mas por todo o planeta. A pressão sobre a franquia de Washington e a NFL para que mudassem o nome de cunho racista também se tornou quase impossível de lidar por parte das duas organizações. Porém, como o que manda é sempre o dinheiro, ações passaram a ser tomadas apenas com o acontecimento de alguns fatos.

Cerca de uma semana atrás, a gigante Nike, fornecedora dos materiais esportivos da NFL, retirou todas as camisas e equipamentos do Washington Redskins do seu site oficial. Posteriormente, a FedEx, detentora dos Naming Rights do estádio da equipe e principal parceira da franquia, notificou que caso o nome não fosse alterado, iriam desfazer o acordo.

Ameaçados pelos seus grandes parceiros econômicos, o time de Washington se viu em uma situação insustentável e divulgou, junto ao comissário da liga, Roger Goodell, que o processo de mudança de nome da equipe seria iniciado, com possibilidades de acontecer antes do início da temporada, no mês de setembro.

Washington Redskins mudará de nome após protestos antirracistas
Nota divulgada pelo Washington Redskins sobre a mudança de nome da equipe. | Foto: Reprodução.

Consequências da mudança de nome

Diversas equipes americanas, de diferentes esportes, possuem seus nomes ligados a tribos nativas americanas, mesmo que nenhum tenha um nome tão agressivo e pejorativo quanto “Redskins”.

Pouco depois do anúncio da NFL, a equipe da Major League Baseball (MLB), Cleveland Indians, também noticiou que pretende alterar seu apelido. Vale destacar que os Indians, em 2018, tiraram de sua logo o “Chief Wahoo”, a qual era uma figura extremamente caricata de um indígena americano.

Chicago Blackhawks (NHL), Atlanta Braves(MLB), Florida State Seminoles (NCAA) e Kansas City Chiefs (NFL), são alguns exemplos de outras equipes que estão relacionadas à cultura indígena americana, e que podem sofrer alguma alteração no futuro.

Em 2020, já não era para ser necessário que estivéssemos lutando contra uma atrocidade como o racismo, tendo que vivenciar verdadeiras tragédias. Mesmo que as motivações não sejam as ideais, é importante ver que é possível influenciar até as grandes organizações, nas lutas diárias por igualdade e justiça.

Obviamente, nem todos os fãs são favoráveis à mudança, mas uma coisa é certa: ela é necessária. Ainda não se sabe qual será o novo nome da franquia de Washington, mas o fato de “Redskin” não ser mais um “apelido”, comercializado por todo o mundo, já é um passo fundamental no combate ao racismo nas mais variadas esferas.


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Por Filipe Saochuk – Fala! PUC

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