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VTEX Day: Como foi o maior evento de tecnologia da América Latina

VTEX Day: Como foi o maior evento de tecnologia da América Latina

VTEX Day: sentindo os efeitos da revolução digital no mercado a partir do maior evento de tecnologia da América Latina

Por Giovanna Stival – Fala! Cásper

Nos dias 30 e 31 de maio, aconteceu em São Paulo o VTEX Day, maior evento sobre inovação e tecnologia da América Latina. Nos dois dias em que empresas como PagSeguro, Mercado Livre, Maganize Luiza, e gigantes do mercado internacional como Amazon, Google e Totvs, entre outras, tomaram conta do São Paulo EXPO (localizado na rodovia dos Imigrantes, km. 1,5), o tema central da maioria das mesas de discussão foi como inovar em um cenário árido como o Brasil, considerando todas as sutilezas de um país que passa por um momento político e social delicado.

A feira tem um público-alvo bem especifico. Os ingressos chegaram a custar mais de 2 mil reais e a maioria dos interessados que se aproximam dos stands, onde cada participante tem um espaço dedicado a divulgar seus sistemas de venda online e outras soluções voltadas para o digital, são representantes de marcas que procurar trocar suas experiências desfrutando das novas tecnologias. Focado principalmente em e-commerce, o tema de maior destaque da feira era as formas de pagamento disponíveis nas plataformas de negócio.

A Getnet (empresa de tecnologia do grupo Santander), por exemplo, lançou no VTEX Day o Split de Pagamento, que pretende atender quem está comprando online até o vendedor que negocia seus produtos na internet. O Split oferece um serviço financeiro detalhado, além de transformar a Getnet na única credenciadora que possui serviço de adquirência e conexão de todas as etapas de uma transação de e-commerce.

A palavra que mais se ouvia pelos corredores era “cliente”, e não é de se assustar. Todas as soluções apresentadas no local, assim como aquelas que eram criadas e discutidas por jovens que trocavam algumas poucas palavras enquanto desvendavam códigos complicados em uma área destinada a desenvolvedores, tem como foco potencializar a experiência do cliente em contato com a loja, seja qual for o serviço oferecido.

A regra do melhor custo benefício ganhou algumas peculiaridades com a aplicações de inovações digitais. Agora, quem oferece não só apenas o melhor custo benefício, mas a melhor experiência, está mais propício a conquista o coração (e o bolso) dos consumidores. Cristina Junqueira, co-fundadora da Nubank, palestrou sobre a relação com o cliente e mencionou o quanto um atendimento personalizado é importante para manter um negócio sustentável.

Barack Obama no Brasil

 Além da vice presidente da fintech, estiveram presentes personalidades de destaque como Ricardo Amorim, Alfredo Soares (Head Global SMB na VTEX, organizadora do evento) e o 44º presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Atração mais aguardada do dia 30, Obama falou sobre os ganhos que uma liderança diversificada pode trazer para qualquer tipo de organização e como a educação é uma área de transformação que afeta todos os setores da economia de um país. Em uma de suas frases de maior destaque, comentou que “o sucesso de um líder deveria ser medido pela sua capacidade de empoderar seus liderados”.

Sobre seu período na Casa Branca, Obama disse que “a coisa mais difícil na Presidência foi o dia que teve um tiroteio em uma escola e 20 crianças foram vítimas, assim como professores. A regulamentação de armas nos EUA não faz sentido. Todo mundo pode comprar uma arma. Podem comprar pela internet, inclusive armas automáticas”.

Speaker do dia 31, Ricardo Amorim trouxe como tema de sua uma hora de palestra “Inovar ou Morrer”. O empreendedor, jornalista e apresentador falou sobre como os períodos de crise, como o que o Brasil vive atualmente, são os mais adequados para o desenvolvimento de novas ideias, e comentou sobre suas projeções para a economia caso a polêmica Reforma da Previdência for aprovada.

Amorim, também dono de duas empresas, tentou mostrar, com apoio de dados, como se permitir sair do convencional pode ser a chave para uma mudança radical de estilo de vida, no que diz respeito a dinheiro e atuação no mercado.

O evento como um todo tentou traduzir em palavras (ou, seria em códigos?) o que e possível fazer para transformar o mercado, começar um empreendimento, ou simplesmente mudar a forma com que produzimos. Apoiado por grandes empresas, deixou o recado de que, de fato, e difícil se preparar para um futuro de que não temos ideia de como vai ser. Mas, é possível tornar o caminho até lá uma experiência de aprendizado enriquecedora.

Para aqueles que possuem interesse na área de empreendedorismo, foi uma grande chance de conhecer mais sobre o que como as grandes empresas estão se adaptando a essas novas possibilidades oferecidas pelo mercado tecnólogo. E, para aqueles que não se interessam, recomenda-se fortemente que passem a se atualizar sobre o assunto, porque o futuro começou agora e, com certeza, não espera ninguém.    

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