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Você já conhece o cursinho popular?

Você já conhece o cursinho popular?

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Essa iniciativa, voltada para a população de baixa renda, periférica e/ou negra, leva aos alunos o senso crítico e o estímulo para a atuação política em prol da transformação social e comunitária. Além de tudo isso, é claro, o projeto oferece aulas, teóricas e práticas (visitas a museus, instituições, galerias e etc), que preparam o aluno tanto para ingressar no ensino superior, quanto para formá-lo como cidadão e cidadã.

Hoje, o cursinho já funciona em diversas universidades, como na PUC e na USP, e está em fase de construção no Mackenzie.

Para o assunto ficar mais claro, conversamos com o estudante Felipe Gananca, que participa da equipe de organização do projeto dentro do Mackenzie. Confira:

Fala!: Felipe, primeiramente, você pode nos dar uma ficha geral do que é o cursinho?

R: O projeto existe desde julho de 2014, e o “Cursinho Popular José Carlos Guimarães” (nome do estudante secundarista morto na batalha da Maria Antônia)  começou a ser formado dentro do Mackenzie em janeiro de 2015, com previsão de início da primeira turma até o fim deste ano.

Como funciona: A seleção dos estudantes é feita por meio de critérios socioeconômicos. As aulas estão programadas para ocorrer aos sábados e domingos, mas não estão restritas as tradicionais aulas expositivas, pelo contrário, a ideia é levar os estudantes à museus, espaços públicos e eventos culturais. Os professores e organizadores do cursinho são estudantes universitários, profissionais das mais diversas áreas e interessados em contribuir nas diversas demandas do projeto.

Qual é o objetivo: O principal objetivo do cursinho é desenvolver o espírito político, crítico, humanista e cidadão dos estudantes. O vestibular é apenas um caminho para o desenvolvimento desses elementos, não sendo critério de sucesso a aprovação ou não em qualquer Universidade, embora tal objetivo não possa ser excluído.

Em quantas universidades o projeto faz parte: O “Cursinho Popular José Carlos Guimarães” está sendo organizado dentro do Mackenzie, mas há iniciativas como essa inúmeras outras Universidades.

Fala!: Hoje, aproximadamente, o cursinho popular consegue atingir quantos alunos?

O grupo que organiza o Cursinho é formado por aproximadamente 20 pessoas, entre estudantes, profissionais de diversas áreas e professores. O Cursinho ainda não começou sua primeira turma, mas a intensão é que a primeira turma tenha aproximadamente 50 alunos, com o crescimento gradual de professores, organizadores e alunos após os primeiros anos.

Fala!: Além da experiência e aprendizado que o voluntário pode ter, ele também ganha algum outro benefício? Horas complementares, por exemplo?

R: Nós não consideramos o trabalho e participação no Cursinho como “voluntariado”. Pelo contrário, trata-se de um trabalho político, de uma participação social e crítica que precisamos ter ao analisar o problema que a educação brasileira vive. Por outro lado, não excluímos o crédito de horas complementares aos estudantes participantes, embora isso dependa de um convênio formal com a Universidade.

Fala!: O que é necessário para se tornar um professor do cursinho voluntário?

R: Em primeiro lugar, é preciso participar do “Programa Político Pedagógico”, que traz as diretrizes que o Cursinho busca. Isso porque, é preciso que o professor entenda que a função dele extrapola a simples transferência de conhecimento objetivo, queremos professores que fomentem a crítica, a discussão política e construam o conhecimento junto com os alunos. Além disso, o Cursinho terá um programa de formação de professores, justamente para trabalhar esses pontos.

Fala!: Hoje, uma das maiores dúvidas do pré vestibulando é a de qual carreira seguir. O cursinho popular buscar desenvolver essa dúvida com os alunos?

R: Sim, haverá atendimento individualizado de cada aluno para entender e descobrir seus desejos profissionais, além de apresentar as possibilidades de carreias, inclusive com profissionais de cada área.

Fala!: O projeto passa por muitas etapas burocráticas até ser desenvolvido dentro de alguma universidade?

R: No caso do Cursinho José Carlos Magalhães, o projeto está sendo desenvolvido com a ajuda de Centros Acadêmicos, o que permite o corte de várias etapas burocráticas. Além disso, inúmeras reuniões são feitas para transformar o projeto em uma construção horizontal. Nas etapas que dependem da Universidade, buscamos parceiros internos para traduzir os objetivos aos responsáveis, já que parte deles não conhece esse tipo de iniciativa.

Fala!: Qual é a atual situação do cursinho popular? Tem falta de colaboradores, apoiadores ou professores? A demanda de alunos é muito grande?

R: Atualmente, o Cursinho José Carlos Magalhães está em fase de formação de professores e o objetivo é abrir a primeira turma antes do fim de 2015. Há uma dificuldade em captar colaboradores, vez que muitos estudantes não conhecem esse tipo de trabalho. Por outro lado, cada vez mais novos apoiadores surgem, aumentando o rol de participantes.

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Por: Redação Fala! Universidades

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