Menu & Busca
Visto na mão e pé na estrada – confira como foi a experiência de alunas da Cásper Líbero na Holanda

Visto na mão e pé na estrada – confira como foi a experiência de alunas da Cásper Líbero na Holanda

O mercado de trabalho está cada vez mais competitivo e demanda dos estudantes habilidades específicas para a conquista do emprego desejado e da tão sonhada independência financeira, como o domínio de outros idiomas e o conhecimento de novas culturas. Desse modo, a procura por um intercâmbio no exterior tem se tornado maior a cada dia que passa – principalmente para aqueles que almejam ter uma carreira bem sucedida ou, talvez, morar e trabalhar em outro país.

visto-de-viagem

Durante as semanas de 24 de maio a 9 de abril, 12 alunos casperianos partiram rumo a uma oportunidade única a fim de conhecerem uma nova cultura – a holandesa – e atuarem como jornalistas independentes. A relação de intercâmbio entre o curso de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero e a Faculdade Christelijke Hogeschool Ede (CHE), na Holanda, teve início do ano de 2011 – possível graças ao projeto ‘’Beyond (y)our World’’, da empresa holandesa Lokaalmondiaal, cujo objetivo inicial era fornecer aos estudantes a possibilidade de terem contato com a realidade local e elaborarem produções jornalísticas.

11

Enganam-se, porém, aqueles que acreditam que para a realização desta expedição jornalística bastam apenas uma passagem na mão e um microfone na outra. Foram necessários longos meses preparatórios que incluíram aulas sobre a cultura holandesa, workshops, exposições e encontros com correspondentes holandeses sobre o funcionamento da venda de pautas. Além disso, os alunos desenvolveram três projetos de crowdfunding (modalidade de investimento onde várias pessoas podem investir pequenas quantias de dinheiro no seu negócio, geralmente via internet, a fim de dar vida à sua idéia) dedicados aos dilemas dos refugiados e as tradições de (in)tolerância na Holanda, ao comportamento (in)sustentável de multinacionais e ao projeto social de futebol Johan Cruyff.

10

Em entrevista ao Fala!, alguns alunos que participaram deste projeto contam como foi a experiência de estar em outro país, do contato com uma outra cultura e dos projetos lá existentes. Todos destacaram, de maneira especial, o quão enriquecedora foi a experiência para ambos os âmbitos, profissional e pessoal. A estudante do segundo ano de jornalismo, Gisele Sartini, destaca a importância da viagem para o desenvolvimento de uma malícia jornalística.

6

‘’A maior lição foi aprender a trabalhar com autonomia. Contamos com uma ampla liberdade desde a escolha das pautas, ainda no Brasil, a procura por  fontes e entrevistas e a realização das matérias na Holanda.Não possuíamos um chefe para nos incentivar ou ‘’pegar no pé’’, portanto a iniciativa de correr atrás da notícia deveria partir de mim. Isso me ajudou a ter discernimento para não confundir uma viagem a trabalho com turismo. Ainda, o ganho de maturidade foi imenso. Habilidades como ter jogo de cintura em certos momentos e organização são, muitas vezes, mais eficazes quando aprendidas na prática’’, afirma.

9

Pensando na importância de conseguir distinguir o lazer do trabalho, a aluna Anna Beatriz Oliveira, também do segundo ano de jornalismo, contou que apesar da diversão que tinham entre amigos, o foco da viagem não poderia ser prejudicado pois havia muito trabalho a ser feito.

‘’Viajamos para fazer reportagens e trabalhar como jornalistas’’, acrescenta a estudante. Para Bruno Ignacio de Lima, 2º ano de jornalismo, a oportunidade de ‘’botar a mão na massa’’ logo nos primeiros semestres da faculdade é única, pois as matérias podem ser publicadas por grandes veículos de comunicação, como Folha de S. Paulo, Catraca Livre e Carta Capital, aprimorando, assim, o currículo.

A melhor parte de participar de um intercâmbio, como destaca alguns dos entrevistados, são as dificuldades e o aprendizado vividos que logo transformam-se em boas histórias. Bruno conta que perdeu o trem várias vezes por não estar acostumado com a pontualidade do transporte público e os nomes complicados causaram estranhamento a príncipio. Teresa Espallargas e Marcela Schiavon, do 4º ano e 2º ano de jornalismo respectivamente, destacaram o fato de que, na Holanda, os estudantes não necessariamente fazem estágio na área que estão cursando. ‘’A rotina de trabalho é bem diferente da que estamos acostumados no Brasil, trabalhando apenas uma ou duas vezes por semana. É um trabalho para possuir uma renda extra’’, comentam.

1

Ao entrar em contato com os costumes de um país, no entanto, o choque cultural pode ser gritante e, em alguns casos, assustador. Na Rua Red Light District, em Amsterdam, há um centro de prostituição onde as meninas ficam à mostra em vitrines, evidenciando uma objetificação feminina desconcertante aos estudantes. ‘’É como se elas fossem uma atração de circo’’, relata Gisele. O que mais chamou a atenção deles foi o fato de que os holandeses consideram a atitude completamente normal, pois a prática existe há muitos anos. Já os turistas se divertem como espectadores de um zoológico. ’’É chocante,’’ finaliza Bruno.

2

Estar fora da zona de conforto, em um país distante e sujeito às mais diversas situações pode causar, paradoxalmente, medo e empolgação. Lidar com os costumes, idiomas e culturas diferentes de um outro país não é uma tarefa fácil; é algo que demanda muita coragem para aceitar os riscos e as responsabilidades de alcançar voo. Porém, segundo os corajosos casperianos, é uma experiência que vale muito a pena e que, de tão enriquecedora, tornou-se inesquecível. E você? Pronto para colocar o pé na estrada?

8

Por Letícia Santini e Natália Barão – Fala!Cásper

Quer se tornar um colaborar e escrever para o fala?
Saiba como

0 Comentários

Tags mais acessadas