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Resenha: Vingadores – Guerra Infinita

Resenha: Vingadores – Guerra Infinita

Por Leonardo Simidamore – Fala!Cásper

Texto livre de spoilers!

Em 2008, Tony Stark, o Homem de Ferro eternizado por Robert Downey Jr.​, dava início a uma aventura cinematográfica que mudaria drasticamente a vida dos grandes fãs de super-heróis. Logo após suas primeiras aparições, outros super-poderosos começaram a dar as caras nas telonas, como Capitão América​, Thor​, Hulk​, entre outros. Até que, no ano de 2012, tais personagens se organizaram na maior reunião de super-heróis do cinema até então: eram Os Vingadores ​em seu próprio filme. Suas histórias (e a história de muitos outros que vieram depois desses, como a do Homem-Aranha​, Dr. Estranho​, Pantera Negra​) foram contadas por mais seis anos, conquistando o coração de mais e mais pessoas à medida que a fórmula da Marvel Studios​ ia tomando espaço na indústria. Hoje, após totalizar dez anos de estrada, esta jornada finalmente dá o seu primeiro passo em direção à sua conclusão épica com Vingadores: Guerra Infinita​, sem dúvida o maior evento na vida de personagens tão venerados e queridos.

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Dezenas de heróis unidos contra um desafio em comum: Thanos ​(Josh Brolin​). Os planos do Titã Louco, assim como a trajetória das Joias do Infinito (os artefatos mais poderosos do Universo), vem sendo arquitetados desde sua primeira aparição no Universo Cinematográfico da Marvel (com a descoberta do Tesseract pelo Caveira Vermelha ​em Capitão América: O Primeiro Vingador, de 2011​). Desta forma, o público já estava bem familiarizado com o quão poderoso alguém que possuísse uma das Gemas do Infinito poderia ser, quem diria então um ser que tivesse o controle sobre todas de uma vez! Dez anos de expectativas exigiam um produto final diferente de tudo o que já havia sido visto antes, algo grandioso. E, nesse quesito, Guerra Infinita não chega nem perto de desapontar os fãs.

A ameaça deixa o âmbito global e passa a ser algo universal. Afinal, como derrotar um ser supremo, o qual possui o controle sobre tudo o que há no Universo? A magnitude do problema neste filme fica clara desde os seus primeiros minutos. Toda essa problemática é extremamente bem retratada durante o filme. As batalhas e acontecimentos levam à dimensões catastróficas, assim como não poderia deixar de ser. Não se trata mais de Loki, ou Ultron. Guerra Infinita traz o desafio supremo dos Vingadores e sabe representá-lo dignamente em tela.

As cenas são de tirar o fôlego. Desde Capitão América: O Soldado Invernal (2014),​ os irmãos Russo ​provaram que sabem mesclar super-heróis com brilhantes cenas de ação. Aqui não é nem um pouco diferente. Pelo contrário, é ainda maior e melhor, a ponto de fazer o espectador se sentir “cansado” após uma longa sequência de eventos. Inúmeros personagens, com diferentes habilidades entre si (sem contar todos os poderes que estão nas mãos do vilão Thanos), geram uma grande liberdade criativa que acaba por render cenas memoráveis no campo de batalha. Mas, Guerra Infinita não é feito somente de boas brigas. O principal acerto do longa, aliás, está na dinâmica criada entre os personagens. A história é contada seguindo vários núcleos, sendo marcado por encontros que até então não haviam acontecido no MCU e que aquecem os corações do espectador. Muitos deles, inclusive, são palcos para grandes cenas cômicas, já características dos filmes da Marvel que, apesar de destoarem do tom trágico e sombrio de Thanos, são muito bem colocadas e não prejudicam em nada o desenrolar da trama, só acrescentam.

Uma das maiores preocupações envolvendo a sequência dos Vingadores era quanto ao grande número de personagens, e como isso poderia afetar no desenvolvimento dos mesmos. Porém,todos os heróis recebem seu lugar de destaque durante o longa. Todos os núcleos recebem sua minutagem em tela de forma adequada e racionalizada, sem que existam participações gratuitas, sem sentido e sem deixar ninguém de fora. A outra maior preocupação era a qualidade do Thanos, o quão bem sua história seria aproveitada e como ele seria aproveitado. Sem contar muito, podemos dizer que: Thanos é o maior trunfo deste filme. Complexo, o titã é representado da forma mais coerente possível. Suas motivações são absorvidas pelo espectador fazendo com que este sinta empatia pelo vilão e até entenda o seu ponto de vista, mesmo sem concordar com sua solução. Os dramas internos de Thanos estão sobre qualquer outra coisa durante o filme, sendo esses os responsáveis por significativas catástrofes e pela desolação dos Vingadores. Como já esperado, temos aqui o melhor vilão do MCU até então.

Por mais que alguns dos acontecimentos fossem esperados, o filme consegue subverter as expectativas daqueles que gostam de teorizar. Se, porventura, fosse entregue o que a maioria dos fãs esperavam para o final do filme, o aguardo pelo próximo capítulo da saga dos Vingadores não seria tão massivo quanto certamente será. Pensava-se que este seria o maior filme de super-heróis da história e, sem dúvidas, devido às suas proporções, Vingadores: Guerra Infinita desempenha este papel até o momento. Ao final dos créditos, a impressão que fica é a de que isso não passa do início de algo muito maior (que deve ser visto em maio do próximo ano no quarto filme dos Vingadores). Thanos de fato se mostrou um vilão digno de tantos anos de espera. Muito mais do que uma simples pedra no sapato dos Vingadores. Agora ele é alguém que se relaciona diretamente com cada um desses personagens. Suas vidas estão fortemente conectadas. Demorou dez anos para que acontecesse, mas finalmente o momento chegou. Thanos está entre nós – e ele é incrível!

 

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3 Comentários

  1. Avatar
    Victoria Chicurel
    1 ano ago

    É admirável a capacidade de Guerra Infinita de tornar o vilão o melhor traço de um filme que tinha tudo para ser o palco principal dos heróis. Thanos (John Brolin, do óptimo “Homens De Coragem”, aqui: https://br.hbomax.tv/movie/TTL617386/Homens-De-Coragem os detalhes, fez uma atuação incrível) rouba a cena de forma inesperada, com personalidade e sem a loucura desvairada de vilões típicos. Há propósito, há justificativa e há alma em todas as palavras ditas pelo gigante roxo, que também proporciona aos heróis as cenas de ação que ficarão na memória do público por muito tempo. A Marvel entrega tudo que os fãs queriam, mostra evolução no tratamento de seus personagens e se mantém fiel à receita de entretenimento que a fez ser o ícone do cinema contemporâneo. Vingadores: Guerra Infinita é o evento prometido do início ao fim, e o começo de uma nova era no gênero de super-heróis.

  2. Avatar
    10 meses ago

    Today, after totaling ten years of road, this journey finally takes its first step towards its epic conclusion with Avengers.

  3. Avatar
    8 meses ago

    The actor did not miss the cinematic adventure that would radically change the lives of great fans of superheroes who are known to all.