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Vender no semáforo: trabalho justo ou importunação?

Vender no semáforo: trabalho justo ou importunação?


Em 2019, o número de brasileiros desempregados atingiu o número de 12,8 milhões, e 11,5 mi sem carteira assinada. Sendo assim, muitos destes passaram a ver as ruas e os semáforos como fonte alternativa de renda.

Allana Monteiro, estudante de Jornalismo da UFRJ, diz que começou a trabalhar no semáforo desde cedo, aos 14 anos, para ajudar a mãe na renda de casa. Ao ver a dificuldade que sua mãe estava enfrentando tendo que sustentar a família sozinha, a estudante não pensou duas vezes e decidiu começar a vender água após a aula.

A futura jornalista diz que sempre chegava no cliente com um sorriso e explicava o porquê de estar vendendo o produto, e assim, sempre conseguia efetuar a venda. Segundo ela, há muita empatia nas pessoas, porque todos sabem como a situação do brasileiro está difícil.

Já vendi de tudo no semáforo, de água a sabonete artesanal. As pessoas sempre compravam, independente do que fosse, porque elas entendem a nossa situação.

Explica a estudante.

O período de maior lucro foi na Copa do Mundo de 2014, no Rio de Janeiro. A estudante vendia água para os torcedores, e com isso, conseguiu juntar mais de R$ 1000. Logo em seguida, conseguiu um trabalho com carteira assinada como jovem aprendiz na Caixa Econômica Federal, e parou de vender no semáforo.

Quando seu contrato com a empresa terminou, ela recebeu a notícia de que tinha passado para a faculdade, e começou a se dedicar somente aos estudos, mas quando precisa ela ainda volta a vender seus produtos nas ruas, semáforos e bares.

Hoje em dia a situação da minha família está um pouco melhor, e apesar de só estudar, quando quero juntar dinheiro para alguma meta, de vez em quando faço alguns brigadeiros e saio para vender. Essa renda extra ajuda demais.

Revela a jovem.

Para Allana, a venda nos semáforos é um trabalho totalmente justo, porque ajuda aqueles que não conseguem um trabalho com carteira assinada. Além disso, favorece aqueles que precisam de um horário flexível para conciliar com outras tarefas do dia a dia, como os estudos. Sem contar também, que é menos estressante do que trabalhar para uma empresa.

Meu interesse pelo empreendedorismo nasceu quando comecei a vender meus produtos no farol, e acho que o de muitas pessoas começa assim também, porque você consegue ter mais liberdade, podendo até mudar de mercadoria se a atual não estiver vendendo tão bem.

Conclui

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Maria Luise Brey Fala!UFRJ

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