Veja quais são os 5 melhores filmes dos anos 80
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Veja quais são os 5 melhores filmes dos anos 80

Veja quais são os 5 melhores filmes dos anos 80

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O ano 80 começou de um jeito ruim para a América Latina, por conta de intensas crises econômicas e dívidas externas, a década de 80 ficou conhecida como a “década perdida”.

Além da imensa crise que assolou a América Latina, os Estados Unidos perderam um dos seus grandes cantores por assassinato. John Lennon foi assassinado em dezembro de 1980 por um fã e, um ano mais tarde, houve a descoberta de uma doença que causava imunodeficiência severa, a Aids. Sem contar a Guerra que emergiu entre Irã e Iraque, que perdurou até 1988.

Contudo, nem de coisas ruins se vive uma década, não é mesmo? Na música, tivemos Madonna despontando nas paradas de sucesso, sendo uma das cantoras que mais vendeu discos, ao lado de Michael Jackson que, por conta de seu álbum Thriller de 1982 – que se tornou um dos álbuns mais vendidos da década – , chamou a atenção com sua “marca registrada” – jaquetas de couro, luvas e o famoso Moonwalk

No âmbito cinematográfico, eu separei os cinco melhores filmes que mais me impressionaram e que eu sempre indico quando se trata dessa época. Confira!

1 – O Iluminado (The Shining)

o iluminado
O Iluminado (1980). | Foto: Reprodução.

Ficha técnica

  • Ano: 25 de dezembro de 1980 (Brasil)
  • Diretor: Stanley Kubrick
  • Gênero: Terror / mistério
  • Duração: 2h26min
  • Autor: Stephen King

“All work and no play makes Jack a dull boy.”.

Um dos grandes sucessos dos anos 80, o filme conta a história de um professor que se isola em um hotel, enquanto cuida do mesmo e aproveita esse período para escrever um livro, com sua mulher e seu pequeno filho Danny.

Tudo corria bem, até que eventos estranhos e paranormais começam a ocorrer no hotel, deixando a família transtornada. É uma adaptação feita por Stanley Kubrick de O Iluminado, obra de Stephen King, para as grandes telas.

Contando com a atuação impecável de Jack Nicholson e Shelley Durvall, o filme desponta e é conhecido como um dos melhores de 1980. Mesmo que exista um conflito entre a fanbase da obra – e do próprio autor –  com a fanbase do filme, graças ao jeito que a personagem de Durvall (Wendy) é retratada nas telas, uma vez que nos livros a personagem é muito mais ativa e participativa, e como o filme em sua totalidade fora retratado.

Contudo, tirando as brigas entre as fanbases, a atuação de ambos os atores – Durvall e Nicholson – são surpreendentes e, com toda a certeza, marcaram a década. Um grande exemplo é a cena em que Jack – personagem de Nicholson – arrebenta a porta de um dos cômodos com um machado proferindo a frase que é a “marca registrada” do filme: “Here’s Johnny” – um fato sobre essa cena é que esse bordão não estava no roteiro e foi fruto de uma improvisação de Nicholson.

Até os dias de hoje, essa cena é lembrada, e quem nunca assistiu ao filme, com toda certeza, já ouviu falar sobre ela, ou viu algum meme sobre. Agora, o fato de eu ter cotado esse filme para essa lista, além da atuação e briga entre autor e diretor, é o próprio Kubrick.

Ele conseguiu condensar as quase 500 páginas em um filme de duas horas, além de fazê-lo ficar coeso e claro, mesmo com tantos acontecimentos paranormais e ideias extraordinárias de Stephen King. 

Outro ponto que posso citar é do filme ser uma referência no quesito de “Thriller psicológico”, dado que muitos espectadores criticam o filme por não dar medo e, sim, certo desconforto, o que é exatamente o que deveria passar. O diretor consegue fazer com maestria o filme não ser assustador ao ponto de causar terror, mas sim, desconfortável ao ponto de causar angústia em quem o assiste.

Para esse desconforto acontecer, ele inova nas técnicas de terror psicológico. Um grande exemplo que passa despercebido por muitos é, ao invés de usar enquadramentos mais fechados para provocar e acentuar a sensação de claustrofobia, Kubrick vai na contramão e utiliza planos mais abertos fazendo com que a sensação de solidão em meio ao hotel vazio cresça e, vale citar, outra técnica que é a utilização da locação para criar suspense.

O diretor utiliza das pilastras e locais amplos do hotel para criar um clima de suspense inquietante. Essa técnica inovadora do diretor faz com que a gente, inconscientemente, se sinta como o personagem: preso a algo vazio e grande e, consequentemente, ao personagem de Nicholson.

2 – Sociedade dos Poetas Mortos (Dead Poets Society)

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Sociedade dos Poetas Mortos (1989). | Foto: Reprodução.

Ficha técnica

  • Ano: 1989 (USA)
  • Diretor: Peter Weir
  • Gênero: Drama
  • Duração: 2h20min

“Oh, Captain! My Captain!” É assim que seus alunos o chamam.

Quando o ano letivo da escola preparatória só para homens volta, Academia Welton, os alunos do último ano são surpreendidos com John Keating (Robbie Willians), seu novo professor de inglês.

Com seus métodos nada ortodoxos, ele incentiva seus alunos a se soltarem e viverem a vida com base na expressão: carpe diem e outras frases, de certo modo, filosóficas. 

A história gira em torno de Todd Anderson (Ethan Hawke), seu novo parceiro de quarto, Neil Perry (Robert Sean Leonard), e seus cinco amigos: Knox Overstreet (Josh Charles), Richard Cameron (Dylan Kussman), Stephen Meeks (Allelon Ruggiero), Gerard Pitts (James Waterson) e Charlie Dalton (Gale Hanson), que começam a praticar o carpe diem, que o seu novo professor de inglês prega, e acabam se libertando de suas amarras pessoais.

O motivo de colocar o filme nesta lista é porque, em minha opinião, todo pré-adolescente ou adolescente que está à procura do melhor curso ou se sente pressionado para algo, deveria assistir a esse filme.

Ouvir o que o professor de inglês tem a falar para seus alunos e tomar alguns de seus ensinamentos para si.  Uma cena que me toca até hoje é quando o personagem Neil, finalmente encorajado pelas palavras do professor, tenta a vida no teatro ao invés de medicina, profissão a qual o seu pai queria que ele fizesse. 

Outro motivo são os vários momentos em que o personagem de Robin Willians critica indiretamente os padrões escolares. Com suas táticas de ensino, que confrontam os valores extremamente conservadores da Academia Welton, o professor Keating busca a valorização das artes, da liberdade e educa seus alunos para pensarem por eles mesmos, tendo, assim, uma visão crítica sobre a sociedade.

Além de ensiná-los a expor seus sentimentos escrevendo poemas, uma frase dita por Keating no filme que resume bem esse tópico é: “Medicina, lei, negócios e engenharia são ocupações nobres para manter a vida. Mas poesia, beleza, romance e amor são razões para ficar vivo.”.

3 – E.T.: O Extraterrestre

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E.T.: O Extraterrestre (1982). | Foto: Reprodução.

Ficha técnica 

  • Ano: 25 de dezembro de 1982
  • Diretor: Steven Spielberg
  • Gênero: Ficção Cientifica (Sci-fi)
  • Duração: 2h1min

Uma das obras-primas que rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Diretor para Steven Spielberg, conta com atuação de Drew Barrymore (Gertie), Henry Thomas (Elliot) e Robert MacNaughton (Michael) para os personagens principais. O longa conta a história de um extraterrestre perdido na terra, que é ajudado por Elliot e seus irmãos para voltar à sua casa. 

O que me faz indicar esse filme, além da trama que prende até o último instante, é como o diretor soube usar a câmera, mantendo-a em um nível que passa a sensação da visão de uma criança sobre a cena, e como ele conseguiu fazer com que sentíssemos empatia e compaixão por um extraterrestre.

Spielberg consegue fugir do convencional de que todo alien é um monstro, fazendo com que muitos passassem a simpatizar com o ser cinzento.  O filme abriu portas para se retratar o alien como “amigo dos humanos”, um ser que só quer voltar para casa e que está perdido. 

Outra faceta notória na direção de Spielberg é como ele conseguiu fazer um filme com o protagonismo, quase que total, de crianças. Os adultos quase não aparecem, um exemplo é da mãe das crianças que permanece com pequenos diálogos na primeira hora do filme e, depois disso, somente nos últimos momentos.

4 – Clube dos Cinco (The Breakfast Club)

clube dos cinco
Clube dos Cinco (1985). | Foto: Reprodução.

Ficha técnica

  • Ano: 28 de junho de 1985 (Brasil)
  • Diretor: John Hughes 
  • Gênero: Comédia/ Drama 
  • Duração: 1h37min

Ahhh, como não citar Clube dos Cinco?! Sucesso entre adolescente até os dias de hoje, o filme chama a atenção por seu enredo, no qual é mostrado o dia em que cinco adolescentes com personalidades diferentes ficam, em pleno sábado, escrevendo uma redação como forma de detenção.

Além do enredo que chama muita atenção e agrada o público, a trilha sonora e a atuação maravilhosa dos atores são os grandes atrativos da película ter entrado nessa lista. 

Contudo, o real motivo de ter escalado o filme para minha lista é a diversidade de personalidades que se juntam em uma pequena sala. Temos um atleta (Andrew) interpretado por Emilio Estevez, uma patricinha (Claire) por Molly Ringwald, o encrenqueiro (John) por Judd Nelson , a “estranha” (Alison) por Ally Sheedy  e o nerd (Brian) por Antonhy Michael.

Todos os elementos que são necessários para que o filme fosse sobre bullying e intolerância. Porém, no decorrer do filme, os personagens se unem, casais improváveis surgem e quebramos “tabus” sobre o jeito de cada um. 

Outro ponto alto é a sensação de rebeldia e liberdade que desperta na pessoa que o assiste, uma cena que transmite claramente isso é quando John Bender sai da detenção e ergue o punho no alto de sua cabeça com a mão fechada. Após o filme, senti que sou capaz de fazer qualquer coisa e que o mundo é muito pequeno para mim. 

5 – Beetlejuice – Os Fantasmas Se Divertem

Beetlejuice - Os Fantasmas Se Divertem
Beetlejuice – Os Fantasmas Se Divertem (1988). | Foto: Reprodução.

Ficha técnica

  • Ano:  16 de dezembro de 1988 (Brasil)
  • Diretor: Tim Burton
  • Gênero: Comédia / Fantasia
  • Duração 1h33min

“So don’t be freaked
Stay in your seats
I do this bullshit, like, eight times a week.”.

Claramente, essa música não está inclusa na obra de Tim Burton. Porém, o filme de 1988 está sendo, atualmente, exibido na Broadway como musical. Isso é um exemplo de quão atemporal e esplêndido esse filme é. Por mais que a sua duração seja de uma hora e meia, o filme parece ter uma duração mais longa por conta de seu enredo envolvente. 

A história é contada partir da visão de Bárbara (Geena Davis) e Adam (Alec Baldwin), dois fantasmas que tiveram seu fim trágico em um acidente de carro. Nos primeiros minutos do filme, acompanhamos a ida do casal até o limbo, logo após, somos informados de que há uma entidade chamada “Beetlejuice” (Michael Keaton), com a qual não se deve mexer e que o casal deve assombrar a sua antiga casa, recebendo até um guia sobre.

Não se tarda para a primeira chance aparecer, quando Lydia (Winona Ryder), seu pai (Jeffrey Jones) e sua madrasta (Catherine O’hara) acabam se mudando para sua nova casa, antiga de Bárbara e Adam. A história se segue e fica claro que de assustador o jovem casal póstumo não tem nada, muito pelo contrário, eles acabam confortando Lydia e simpatizando com a moça.

Porém, o que poderia ser um filme sobre a amizade entre fantasmas e uma jovem, virou um pesadelo cômico, quando a tal entidade que não deveria ser nomeada – Beetlejuice – aparece em cena transformando a vida de todos, mortos ou não, em uma bagunça. 

O filme desponta nessa lista por último, porém, não menos importante, por conta dos efeitos especiais aplicados por Tim Burton na época, e como ele conseguiu fazer um filme se tornar relevante até os dias de hoje ao ponto de se tornar, atualmente, um musical.

O figurino, a coloração e as maquiagens são setores importantes para a montagem desse filme, valendo-se a pena citá-los, pelo fato deles caracterizarem todo o filme.

O jeito chamativo das roupas e cores é o que caracteriza esse filme, um exemplo é o vestido vermelho chamativo de Lydia e o terno listrado de Beetlejuice que se tornaram uma marca registrada do filme.

Obviamente, não poderia deixar de falar do show de atuação de Michael Keaton, que, com suas expressões faciais e tonalidade de voz, faz o diferencial no filme, Baldwin e Davis, que fizeram jus ao personagem póstumo e – ao mesmo tempo – paternos, e de Ryder, que soube interpretar a morbilidade de sua personagem com maestria.

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Por Maria Clara Vaiano – Fala! Cásper

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