Veja de que maneira as crianças podem ser entretidas na quarentena
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Veja de que maneira as crianças podem ser entretidas na quarentena

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Fonoaudióloga dá dicas de como auxiliar na aprendizagem das crianças por meio de jogos e brincadeiras

A pandemia de Covid-19 trouxe diversos desafios no cotidiano da sociedade e, dentre eles, a convivência com as crianças em casa 24h por dia.

Acostumadas a passar metade do dia na escola, com diversas atividades de ensino-aprendizagem e instrução de professores, as crianças tiveram que se adaptar ao “novo normal” e usar a tecnologia para as aulas e para o entretenimento, o que pode causar um certo desgaste emocional.

Para que isso não ocorra, a fonoaudióloga Renata Vieira Brusius respondeu algumas perguntas sobre como entreter os pequeninos e estimular a aprendizagem de uma maneira mais divertida e lúdica. Confira:

crianças na quarentena
Fonoaudióloga Renata Vieira Brusius. | Foto: Reprodução.

Crianças na quarentena

Entrevista com a fonoaudióloga Renata Vieira Brusius

Como a família pode estimular as crianças na aprendizagem durante esse período de isolamento social?

“A família precisa estar envolvida e estimulando em todo tempo, pois  não está sendo fácil a adoção desse “novo normal” para as crianças. O estímulo precisa ser prazeroso, lúdico e em forma de brincadeiras em família.

Eu tenho recebido muita queixa de familiares sobre o comportamento das crianças na hora de fazer as atividades escolares, muitas choram, se escondem e fazem “manha”. Esse comportamento pode partir de diversos motivos, mas uma coisa que tenho notado é a falta de interação e tempo de qualidade da família fora das obrigações diárias.

Minha orientação é que os pais passem um tempo com os filhos diariamente, seja brincando ou conversando, para que, na hora da rotina, eles não se sintam excluídos e queiram chamar a atenção dos pais a todo custo.”.

Quais atividades práticas e simples podem ser feitas em casa?

“A brincadeira é uma grande aliada na aprendizagem e, para aproveitar esse momento com qualidade, é importante deixar o celular e outros eletrônicos de lado.

Diversas atividades lúdicas podem ser feitas em família como, por exemplo: 1) Sessão de cinema: fazer pipoca com a criança, escurecer a sala ou o ambiente em que estiver e escolher um filme apropriado; 2) Caça ao tesouro: esconder objetos em algum cômodo da casa e usar as dicas “quente ou frio” para instruir a criança na busca; 3) O Mestre Mandou: essa atividade é tradicional e pode ser feita facilmente com a frase “o mestre mandou…” adicionada de uma missão como, por exemplo: “trazer uma escova vermelha” e um cronômetro para delimitar o tempo que a criança tem para encontrar o objeto solicitado; 4) Ordem alfabética: organizar o nome dos familiares em ordem alfabética, por exemplo: Ana, Carlos e Gabriel; 5) Faz de conta: brincadeiras como “faz de conta” com brinquedos e encenação.”.

Antes na pandemia seus pacientes eram atendidos em seu consultório de fonoaudiologia e outras especialidades. Como foi a adaptação para os atendimentos on-line? 

“A adaptação foi tranquila. Estou atendendo on-line apenas pacientes acima dos 6 anos de idade, pois consigo manter a mesma qualidade de atendimento. No momento, os mais novos estão apenas com lição de casa e orientações individuais.

Inclusive, tenho um curso disponível na plataforma Hotmart de terapia on-line de qualidade onde ensino os terapeutas a manter a qualidade de atendimento nessa nova modalidade a distância.”.

crianças
As crianças devem ser entretidas pelos pais na quarentena. | Foto: Reprodução.

Durante uma live no seu Instagram (@renataterapiadefono) você citou sua experiência pessoal na infância. Seu histórico escolar foi um incentivo para a escolha da profissão de fonoaudióloga? Pode contar um pouco sobre seu processo de aprendizagem?

“Sim, eu tive sucesso escolar até finalizar a 6ª série, atual 7º ano, mas, quando mudei de escola, tudo desandou. Tive um desinteresse total, fiquei desanimada e minhas notas caíram drasticamente. Foi um momento de frustração, porque me senti incapaz de aprender e ser uma boa aluna. Hoje, percebo que infelizmente a escola não soube oferecer outras formas de me motivar.

No 2º ano do Ensino Médio, mudei novamente de escola e meu rendimento escolar melhorou, pois o modelo de ensino era diferente da anterior e despertou em mim um maior interesse.

Atualmente, por causa da minha experiência pessoal, quando me deparo com crianças que sofrem essa frustração escolar, seja por alguma patologia orgânica ou não, eu consigo me colocar exatamente no lugar dela. Além das terapias necessárias, eu também ofereço suporte às escolas e às famílias, para que a aprendizagem dessas crianças seja mais agradável e efetiva.”.

Você lançou recentemente um kit com cinco jogos voltados à aprendizagem e Processamento Auditivo Central (PAC). Como foi o processo de elaboração desse material?

“Foi de dedicação quase que exclusiva, minha e de minha parceira de profissão Ms. Naira Baze. O processo de elaboração durou cerca de um mês e meio, fruto de muita pesquisa, estudo e experiência profissional. Foi tudo pensado com muito amor e elaborado conforme os pilares e habilidades da aprendizagem.”.

Como esse material funciona? É apenas de uso profissional ou pode ser utilizado em família?

“São cinco jogos diferentes, cada um com seu objetivo: 1) Monte os Cenários; 2) Atenção aos sons. 3) História Maluca; 4) Confuso; e 5) Comandos. O material serve para todos – terapeutas, professores e pais.”.

Nesse atual momento de pandemia e “novo normal”, qual orientação você deixa para os familiares, crianças e fonoaudiólogos?

“Oriento para que tenham calma e paciência, pois tudo isso vai passar, como todas as outras coisas que já passaram. Criem uma rotina “nova” para que esse momento fique o mais agradável e favorável possível para o aprendizado de todos.”.

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Por Louise Diório – Fala! Mack

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