Veja 5 livros escritos por mulheres para ler na quarentena
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Veja 5 livros escritos por mulheres para ler na quarentena

Veja 5 livros escritos por mulheres para ler na quarentena

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Com a quarentena, é natural que as opções de entretenimento para passar os tempos ociosos se esgotem. Devido à impossibilidade de sair de casa, uma das formas de se transportar para o outro mundo é através da leitura.

Desta forma, levando em conta escritoras mulheres, separamos cinco livro para ler na quarentena de escritoras brilhantes que marcaram sue época por conta de suas obras.  

Veja 5 livros escritos por mulheres

1. O Morro dos Ventos Uivantes

A obra tem como plano de fundo a fazenda Morro dos Ventos Uivante, onde vive a família Earnshaw. Após o patriarca adotar um menino de origem desconhecida e o levar para casa, Catherine, a filha mais nova, inicialmente sente ciúmes do recém-chegado, mas acaba desenvolvendo um forte vínculo com Heathclieff.

Com a morte de seus pais, Hindley, o primogênito, toma a frente como o chefe da família e começa a maltratar e humilhar Heathcliff cada vez mais, usando-o como um empregado. Devido à diferença social entre Heathcliff e Catherine, o amor dos dois se torna impossível, levando Cathy a casar-se com Edgar Linton, seu primo rico.

Desta forma, Heathcliff vai embora, mesmo sabendo que Catherine o ama. Dois anos depois, ele volta para se vingar de Hindley e Edgar Linton, pelo abandono de seu amor e seu sofrimento.

O Morro dos Ventos Uinvantes
O Morro dos Ventos Uinvantes. | Foto: Reprodução.

O livro foi escrito por uma das irmãs Brontë, Emily Brontë, e se tornou um clássico da literatura mundial. Aclamado pela crítica, foi considerado a obra-prima da escritora, sendo, também, seu último livro.

Por conta de sua narrativa, a complexidade dos personagens e a mistura entre o estilo romântico, gótico e realista, a história é capaz de transmitir o sentimento de ira e vingança gerado pelo amor proibido.

A escritora expõe os sentimentos e a alma dos personagens de forma distinta, característica que causou um estranhamento nos leitores da época, pois mostrava suas falhas de carácter e o abismo social que separava os dois irmãos.

Emily Brontë criou um mundo muito particular, no qual construiu umas das narrativas mais trágicas e românticas da literatura inglesa.

2. Orgulho e Preconceito

A história se passa em uma zona rural da Inglaterra durante o século XIX. A família Bennet, espelhando o tradicionalismo da época, é composta pelo pai, mãe e cinco filhas. Ressaltando que as mulheres da época deviam se casar muito bem para obter uma vida tranquila e garantida, a mãe se preocupava com o casamento das suas cinco filhas.

A protagonista é a segunda irmã mais velha, Elizabeth Bennet, cuja personalidade possui características fortes, trazendo dentro de si uma inquietação diante das convenções sociais.

O inicio da trama se dá com a chegada de dois jovens solteiro na cidade, Mr.Binhley e Mr.Darcy. Desta forma, a mãe das garotas vê uma oportunidade de casar algumas de suas filhas.

Já no início, Mr.Darcy mostra um interesse por Elizabeth, apesar de não aceitar esse sentimento devido à origem humilde da jovem. Em contrapartida, Elizabeth acha Mr.Darcy um homem arrogante. A relação de ambos se desenvolve pautando no preconceito, pela raiva, mesmo diante da atração e paixão.

Orgulho e Preconceito
Orgulho e Preconceito. | Foto: Reprodução.

Orgulho e Preconceito foi escrito pela britânica Jane Austen, retratando a burguesia do século XIX. Tornou-se uma obra-prima da escritora, abordando aspectos diferentes, como orgulho diante do preconceito, ascendência social junto com o desprezo e julgamentos.

Com uma série de personagens incríveis, a autora equilibra comédia com seriedade, uma ironia refinada, não deixando de lado uma crítica à sociedade da época.  

3. Minha Vida de Menina 

Caminhando para a literatura brasileira, Minha Vida de Menina retrata a vida provinciana de uma garota entre seus 13 e 14 anos, na cidade de Diamantina, no fim do século XIX.

Helena Morley começa a escrever seu diário no dia 5 de janeiro de 1893, mesmo tendo a liberdade para escrever quando tem vontade, ela conta de seu cotidiano. Com a capacidade de transitar em diferentes grupos sociais, Helena aborda acontecimento que caracterizam bem a sociedade que acaba de deixar a escravidão, além de momentos cômicos das pessoas que viviam ao seu redor.

Uma garota diferenciada, inteligente, que vê graça em si mesma, com uma personalidade de destaque chamando atenção por onde transita. Sendo um livro rico de relatos históricos, no qual você aprende um pouco sobre a sociedade da época.

Minha Vida de Menina
Minha Vida de Menina. | Foto: Reprodução.

Helena Morley é o pseudônimo usado pela autora, cujo nome é Alice Dayrell Caldeira Brant. Ela tinha como objetivo ao publicar a obra mostrar a simplicidade da infância e adolescência daquela época, principalmente para suas netas.

Com isso, ela nos proporcionou um dos livros mais deliciosos da literatura brasileira, tirando boas risadas durante a leitura e ganhando um carinho especial para quem lê. 

4. Garota Interrompida

O livro retrata a rotina de Susanna dentro de um hospital psiquiátrico, após ser diagnosticada com transtorno de personalidade limítrofe e uma tentativa de suicídio, quando tentou ingerir cinquenta comprimidos de aspirina. Desta forma, foi internada no hospital McLean, compartilhando sua rotina com outras garotas em situações similares às suas.

As enfermeiras do local buscavam manter uma relação com as jovens que se encontravam em tratamento, gerando até um vínculo de amizade. O que não significava que a clínica fosse liberal com o tratamento das garotas, pelo contrário, tinham medidas rígidas que variavam dependendo do grau de responsabilidades das pacientes.

Em meio ao ambiente, até certo ponto caótico, Susanna nos apresenta seu dia a dia dentro do hospital, suas sessões com o analista, seus encontros com suas colegas, o vínculo que criaram com elas e com as enfermeiras. Apesar disso, Susanna contesta várias vezes que é considerada uma pessoa “normal” e chega a questionar esse tempo em que ficou dentro da clínica.

Garota Interrompida
Garota Interrompida. | Foto: Reprodução.

Tratando-se de um relato da própria autora, Susanna Kaysen, chega a ser brutal e intenso. Mostrando a dificuldades que algumas garotas têm de adentrar a vida adulta, sendo marcadas pela sociedade e apresentadas como loucas.

Por ser em forma de relato, a leitura acontece com fluidez, fato que não deixa de lado a complexidade da história de garotas que, por negarem seguir um padrão da sociedade, são trancadas em uma clínica. Trata-se de um relato de um mundo à parte do nosso, trazendo uma reflexão sobre a realidade.

5. As Brumas de Avalon

Um grande clássico mundial, As Brumas de Avalon reconta a lenda Arturiana sob a perspectiva das mulheres mágicas e poderosas. Apesar da história sempre ser contata através de Artur, o foco principal é tratar da importância e influência que essas mulheres tiveram na história.

Sendo uma das principais personagens a Morgana, meia-irmã de Artur, filha do primeiro casamento de Igraine com o Duque de Conualha. Ela é uma das Sacerdotisas de Avalon que defende suas crenças em um mundo cada vez mais majoritariamente cristão. Com uma personalidade forte e afiada, coberta de ironia, Morgana erra e acerta diversas vezes, tendo que firmar constantemente sua liberdade e independência.

Outras personagens ganham destaque ao longo da narrativa, como Igraine, Vivian, Morgause e Gwenhwyfar. Além disso, mesmo sendo na perspectiva feminina, é possível acompanhar a história de Artur e os Cavaleiros da Távola Redonda.

As Brumas de Avalon
As Brumas de Avalon. | Foto: Reprodução.

O livro foi escrito por Marion Zimmer Bradley, que conseguiu desenvolver uma narrativa leve, fluida, mas profunda. Ao mesmo tempo que retrata o poder das mulheres, ela apresenta o conflito entre duas religiões sobre o reino, o cristianismo patriarcal e o paganismo matriarcal.

As Brumas de Avalon é um clássico que continua encantando gerações, inspirando várias histórias e trazendo mulheres fortes e poderosas em uma história conhecida por seus heróis.

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Por Analuá Baptista – Fala! Cásper

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