Veja 5 filmes para conhecer a "Nouvelle Vague Francesa"
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Veja 5 filmes para conhecer a “Nouvelle Vague Francesa”

Veja 5 filmes para conhecer a “Nouvelle Vague Francesa”

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A Nouvelle Vague (“Nova Onda” em uma tradução livre) foi um importante movimento estético no cinema, iniciado no fim da década de 50, que mudou a forma de se pensar o audiovisual, desafiando a forma e o conteúdo das produções que eram feitas até o momento.

A história da Nouvelle Vague começa na França com a revista Cahiers du Cinéma, que era dedicada a críticas cinematográficas e tinha entre seus redatores Claude Chabrol, François Truffaut e Jean-Luc Godard, que mais tarde se tornariam alguns dos principais nomes do movimento, eles consideravam as produções da época antiquadas, padronizadas e sem criatividade. 

Origem

Em resposta às superproduções hollywoodianas da época, encomendadas pelos grandes estúdios, os jovens decidem produzir seus próprios filmes, intimistas e de baixo orçamento, fazendo o que foi chamado de “cinema de autor”. Os cineastas do movimento se consideravam como autores, escrevendo com luz e câmeras, tentando usar a técnica como a forma de contar suas histórias.

Entre as principais características do movimento estão: o “cinema de autor”, a quebra de linearidade na narrativa, os temas cotidianos, as produções de baixo custo, as filmagens em ambientes externos e a liberdade estética com a inovação de enquadramentos e movimento de câmera. 

Confira, a seguir, 5 filmes para conhecer melhor a Nouvelle Vague:

Nouvelle Vague Francesa
Veja 5 filmes para conhecer a Nouvelle Vague Francesa. | Foto: Reprodução.

Filmes para conhecer a Nouvelle Vague

Le Beau Serge (1958) – Claude Chabrol

Considerado um marco para a época, a produção é considerada por muitos como o primeiro do movimento. A trama fala sobre um jovem que retorna a sua cidade natal em busca de descanso, mas depara-se com uma realidade bem diferente. O filme discute as mudanças que ocorrem nas pessoas e nos lugares à medida que o tempo passa. 

Hiroshima Mon Amour (1959) – Alain Resnais

A história começa com retratos da devastação causada pelas armas nucleares seguida pela apresentação de uma personagem sem nome de Emmanuelle Riva, atriz francesa que foi ao Japão gravar cenas de um filme que fala sobre a paz. Ela se relaciona com um personagem também sem nome de Eiji Okada, um arquiteto japonês, ao mesmo tempo em que relembra um grande amor de seu passado, enquanto vivia a tragicidade da Segunda Guerra Mundial.

Le Mépris (1963) – Jean-Luc Godard

O filme teve seu roteiro inspirado na novela Il Disprezzo e narra a história de Paul, um autor de teatro contratado para reescrever a adaptação de Odisseia, de Homero, e mostra o desprezo que Camille sente em relação ao marido, ao se mostrar descontente em relação à produção e mudança de ares inesperada na carreira de Paul.

Les Quatre Cents Coups (1959) – François Truffaut

A produção conta a história de Antoine Doinel, um garoto que descobre que sua mãe ausente, Gilberte, está tendo um caso. Ele, então, começa a não ir para as aulas e, para se justificar, alega que a mãe está morta. Quando é descoberto por Julien, o homem que o cria, as coisas se agravam e as relações já conturbadas acabam piorando.

O filme discute o papel da família, a complexidade de crescer, além dos sofrimentos e solidão das crianças. 

Cléo de 5 à 7 (1961) – Agnès Varda

A produção acompanha Cléo, uma cantora angustiada que espera o resultado de um exame, que apontará se ela tem câncer ou não. Durante esse período, acompanhamos a personagem andando desesperada e preocupada pelas ruas de Paris. Durante o trajeto, ela encontra velhos amigos, conhece um soldado que está prestes a ir para a guerra na Argélia, busca conselho em cartas, enquanto espera o tempo passar até ela ligar para seu médico, sempre com o medo e a certeza de que a morte a espera.

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Por Larissa Cruz – Fala! USP

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