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Vai-e-Vem Brasil – Uma Iniciativa Para o Bem da Educação Infantil

Vai-e-Vem Brasil – Uma Iniciativa Para o Bem da Educação Infantil

Conversamos com Douglas Leal, um empreendedor que está na linha de frente de uma iniciativa bem interessante, chamada Vai-e-Vem Brasil. Em Setembro do ano passado, Douglas e sua namorada, Juliana, idealizaram o projeto e resolveram tirá-lo do papel, aplicando seus conhecimentos e a vontade mútua de transformar a educação do país. Confira o nosso bate-papo:

Fala!: No que consiste, exatamente, o Vai-e-Vem Brasil?

VV: VAI-E-VEM é uma iniciativa de fomento a escuta das vozes das infâncias como meio para transformar a educação. Fazemos isso em um processo que começa com as crianças, onde realizamos oficinas de escuta nas escolas para descobrir suas percepções sobre os espaços, os professores, as práticas e as aulas. Pensamos em soluções para os problemas apontados e montamos projetos que mobilizem toda a comunidade escolar, tudo isso em conjunto com as crianças. Depois, realizamos um trabalho de mediação e formação com professores e gestores, para transformar esses projetos em ações que tornem a escola um espaço por e para as crianças. Finalmente, facilitamos formações para pais e adultos baseada na retomada da infância e na empatia.

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Foto: Facebook.

 

Fala!: Na página de vocês do Facebook, um post aborda o termo “criancista”. O que isso significa?

VV: Durante nossos estudos, buscamos fontes em áreas como a Psicologia, a História e a Sociologia da Infância. Nessa pesquisa, encontramos um livro chamado “Por uma cultura da Infância”, da Patrícia Prado, que fala sobre a criança como agente social e produtora de cultura. Esse livro se tornou um grande referencial nosso, e nele a autora fala sobre a importância de formar não só “criançólogos” (pessoas que estudam crianças), mas “criancistas”, pessoas que lutam por uma cultura da infância que garanta o direito das crianças de serem crianças.

Fala!: O Vai-e-Vem é considerado um Negócio de Impacto Social. Como você percebe que o mercado tem se posicionado quanto a este novo modelo de negócio? Você pode explicar um pouco como ele funciona?

VV: Nós ainda não paramos para pensar nessa definição do Vai-e-Vem, mas temos bastante influência dos negócios de impacto social e pode ser que esse venha a ser o nosso modelo de negócio, por acreditarmos no potencial de escala e impacto desse modelo, que se baseia em negócios que impactam positivamente a sociedade e são financeiramente sustentáveis. Acho que o mercado está em processo de transição, no sentido de que grandes empresas têm voltado seus olhares para esses novos modelos de negócios, aprendendo com eles, ou até mesmo investindo neles financeiramente.

Fala!: Qual é a sua visão sobre o poder das crianças?

VV: Acreditamos que o poder transformador das crianças está em seus questionamentos e experimentações mais ricas que as dos adultos, baseadas em suas visões muito mais criativas e menos carregadas de padrões ou construções sociais. Quando livres para serem protagonistas na construção do conhecimento e na sua jornada de aprendizagem, elas podem transformar a educação.

Fala!: Quando você era criança, se envolveu com alguma iniciativa que fosse além da escola, e que tenha proporcionado uma experiência única?

VV: Sim, eu brinquei muito (rs). Acredito que essa deve ser a iniciativa principal que as crianças devem se envolver, pois é com o brincar que as crianças experimentam, experiênciam e se comunicam com o mundo.

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Foto: Facebook.

 

Fala!: O Vai-e-Vem é inspirado em algum projeto de fora do país, ou foi um processo que nasceu de vocês mesmos?

VV: O Vai-e-Vem nasceu como um quebra-cabeças. Fomos juntando referências internacionais em educação, como as escolas Waldorf (Alemanha), Reggio Emilia (Italia) e Escola da Ponte (Portugal), com cases nacionais como a Lumiar, a Casa Redonda e o Projeto Âncora, e adicionamos metodologias mais modernas, como o Design Thinking e a Comunicação Não-violenta.

Fala!: Você acredita que o modelo de Negócio de Impacto Social é a chave para a mudança no mundo?

VV: Acredito que esse modelo faz parte da mudança, mas não necessariamente é a solução para todos os problemas que existem. Vivemos em uma sociedade complexa e em transição, que é influenciada por diversos fatores naturais, sociais e econômicos. Então, acho que a chave para mudar o mundo está na ressignificação e entendimento do nosso papel e impacto no mundo, realizando pequenas ações com grande potencial de mudança, seja empreendendo, não jogando lixo na rua ou dizendo bom dia ao cobrador de ônibus.

Fala!: Onde você imagina que a iniciativa Vai-e-Vem vai estar daqui há alguns anos?

VV: Temos focado bastante no melhor que podemos fazer agora, evitando cair na armadilha do planejamento eterno. Mas esperamos que o Vai-e-Vem Brasil esteja num mundo com mais espaços físicos e sociais, por e para as crianças.

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Foto: Facebook.

 

Douglas Leal, 24 anos, é apaixonado por pessoas, acredita em uma vida com propósito e que o segredo para mudar mundo está na presença e entrega das pessoas em todas suas relações e na visão de mundo das  CRIANÇAS. Trabalhou no UNICEF e foi mentor em programas de empreendedorismo social.

Juliana Gouveia é pedagoga formada pela USP com especialização em Educação Multicultural pela University of New Mexico, USA. Trabalhou por cinco anos em escolas de educação infantil bilíngues e por um ano em uma startup de educação. Embaixadora-mentora no Movimento Choice, passou a agregar conceitos de empreendedorismo social, inovação e design thinking às práticas em educação.

 Clique AQUI e acesse a página oficial do Vai-e-Vem Brasil no Facebook.

 

 

Por: Marcelo Gasperin – Fala!Universidades

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