Vacina Pfizer-BioNTech: por que o Ministério da Saúde não a adquire
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Vacina Pfizer-BioNTech: por que o Ministério da Saúde não a adquire

Vacina Pfizer-BioNTech: por que o Ministério da Saúde não a adquire

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A vacina da Pfizer é uma das várias que estão sendo desenvolvidas pelo mundo. Criada em laboratório, em parceria com a empresa alemã BioNTech, o imunizante é baseado no RNA mensageiro sintético, que auxilia o organismo do paciente a gerar anticorpos contra o vírus.

A vacina foi uma das primeiras a serem liberadas para uso emergencial. O pedido veio do governo americano, após a Pfizer concluir os principais testes necessários para a autorização de uso. Os Estados Unidos passaram a vacinar sua população com as doses disponíveis do imunizante, que foi distribuído em outros países para a aplicação emergencial.

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A vacina desenvolvida pela Pfizer, em parceria com a BioNTech, foi descartada pelo Ministério da Saúde. | Foto: Reprodução.

O Brasil é um dos locais que estavam sendo utilizados para a terceira fase de teste da vacina. Esta fase condiz com os estudos em massa do imunizante, que é aplicado nas pessoas para poder ser analisada sua eficácia. Com a aprovação do FDA (Food and Drug Administration), agência reguladora americana, a vacina ganhou um selo de segura, permitindo o uso dentro do país e autorizando outros a usarem.

Cada governo escolhe se o imunizante que será aplicado em sua população é seguro ou não. No caso do Brasil, após a regularização da vacina em agências reguladoras da Europa, Estados Unidos e China, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) está autorizada a liberar o uso emergencial da vacina em até 72 horas (3 dias).

Após a regulação da vacina criada pela Pfizer, o Ministério da Saúde afirmou que não iria comprar doses do imunizante. Segundo o ministro Eduardo Pazuello, a vacina não possui as características desejadas pelo País.

A seguir, compreenda quais os empecilhos na compra das vacinas Pfizer pelo Ministério da Saúde.

Por que o Ministério da Saúde não considera a Pfizer uma vacina ideal?

 A vacina da Pfizer e BioNTech é uma das que estão em negociação com o governo brasileiro para a compra de doses. Porém, o imunizante americano ficou de fora da lista criada pelo Ministério da Saúde de vacinas a serem compradas e disponibilizadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) no País.

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O imunizante desenvolvido pela Pfizer não se enquadra as necessidades do governo federal no plano de vacinação. | Foto: Reprodução.

Essa decisão de não comprar a vacina americana é devido a suas características. Segundo o ministro da Saúde, o imunizante não é o ideal para a aquisição brasileira. Isso porque o produto não permite um armazenamento em temperaturas maiores que -70ºC. De acordo com informações divulgadas pela pasta, o Brasil possui condições de resfriamento entre 2ºC a 8ºC, e imunizantes que sigam esse padrão serão os ideais para a compra.

Além das questões de armazenamento, o País busca vacinas de dose única, que não são muitas disponíveis no momento. No Brasil, apenas o imunizante desenvolvido pela Johnson & Johnson, em parceria com a Janssen, possui eficácia em uma dose. Ela ainda está em fase de testes no País e em outros lugares do mundo.

As vacinas desenvolvidas pela Universidade de Oxford, que o governo federal já fechou contrato de compra de 100 milhões de doses, a da Pfizer-BioNTech, da Moderna, da Sinovac (Coronavac) e a do Instituto Gameleya, garantem eficácia de imunização em duas doses.

A vacina desenvolvida pela Pfizer vai contra as principais necessidades do governo federal, sendo descartada como opção.

Governo federal negocia a compra de doses do imunizante desenvolvido pela Pfizer-BioNTech

Após pressão, o governo federal e o Ministério da Saúde divulgaram uma nota, no dia 7 de dezembro, afirmando que estaria negociando 70 milhões de doses do imunizante da Pfizer. A decisão iria contra o que o governo afirmava sobre preferências na vacina, que deveria ser de dose única e poderiam ser conservadas entre 2ºC a 8ºC. Essa determinação já teria sido quebrada na compra do imunizante inglês, desenvolvido por Oxford, que garante eficácia em duas doses.

A vacina entrou para o calendário de vacinação criado pelo Ministério da Saúde e divulgado este mês. O plano de vacinação do governo ainda não está completo, nele, ainda faltam especificações sobre o método que será adotado pelo SUS (todas as vacinas serão disponibilizadas gratuitamente pelo sistema único de saúde brasileiro). O que se sabe é a intenção do governo em começar a vacinação por povos indígenas, profissionais da saúde, seguindo para idosos e profissionais da educação.

Se contarmos com a compra do imunizante de Oxford e da Pfizer, o governo federal adquiriu 170 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19.

Governos como o de São Paulo e do Paraná possuem acordos com outros produtores de vacina. O governador de São Paulo comprou doses da Coronavac, vacina que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantã em parceria com o laboratório chinês Sinovac. Enquanto o governo paranaense fechou uma parceria com o governo para a compra e fabricação de doses da Sputnik V.

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Por Luiza Nascimento Lopes – Fala! PUC

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