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Uspianas fortalecem o rugby feminino universitário em ano de volta da modalidade às Olimpíadas.

Uspianas fortalecem o rugby feminino universitário em ano de volta da modalidade às Olimpíadas.

Os Jogos Olímpicos do Rio 2016 marcarão a volta de um esporte de muita tradição à programação olímpica. Esse esporte é o Rugby, que esteve nos Jogos das edições de 1900, 1908, e 1920. Na edições anteriores, a modalidade disputada era a de 15 jogadores. No Rio 2016, no entanto, a modalidade será a de sete jogadores (sevens), por equipes masculinas e femininas.

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Foto: Helen Lagares / Rugby de Calcinha.

 

A profissionalização do Rugby é uma discussão antiga e só foi aceita em 1995. Essa permanência do amadorismo tinha seu motivo na tentativa de preservação dos valores (integridade, paixão, solidariedade, disciplina e respeito) do esporte, ainda mantidos pela World Rugby, a entidade máxima do Rugby, como a essência do jogo.

Foi também em 1995 que, a Associação Brasileira de Rugby (hoje Confederação Brasileira de Rugby – CBRu), passou a integrar a World Rugby e participar das eliminatórias da Copa do Mundo. A partir dos anos 2000, a seleção brasileira feminina da modalidade sevens, passou a estabelecer uma hegemonia nas competições sul-americanas, e a ter bons desempenhos em torneios mundiais. Terminou em 10º lugar na Copa do mundo de Rugby de 2009, bronze nos jogos pan-americanos de 2015, e 11 títulos sul-americanos, todos desde 2004. Com toda essa história, o fomento desse esporte também ocorre dentro da USP.

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Foto: Helen Lagares / Rugby de Calcinha.

 

Há times femininos consolidados na Universidade, como o da Oceanografia (Tsunami Rugby Feminino clique e acesse), e o Rugby Feminino USP (clique e acesse), os quais já participam de campeonatos não-universitários. Integrando numa mesma equipe as jogadoras dos times da FEA/Odonto, FFLCH, SanFran, EACH, Medicina, Farma, POLI, Tsunami e Rugby USP, foi formada em fevereiro deste ano a Seleção USP (clique e acesse). Para conhecer mais de perto esse time, acompanhamos um treino do Rugby Feminino FFLCH, o qual acontecia ao mesmo tempo dos treinos da equipe de Rugby da Farmácia e da FEA/Odonto.

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Foto: Rugby FFLCH Feminino.

 

O Rugby Feminino FFLCH (clique e acesse) tem como coach (treinadora) a jogadora da seleção brasileira – Maira Bravo. A equipe ainda conta com o auxílio da intercambista suíça e estudante de Relações Internacionais – Lea. Segundo a suíça, o rugby feminino não está presente nas universidades de seu país, no entanto ela sempre praticou o esporte em clubes.

A sensação ao acompanhar o treinamento é de que os valores defendidos pela World Rugby se aplicam de verdade. A integração e a amizade entre as praticantes é uma realidade, mesmo com a presença de mulheres de todos os estilos e cursos. Até mesmo eu, a repórter que cobria o treinamento, foi chamada para participar.

Apesar da intensidade do jogo, o esporte não é violento e, além disso, a prática ajuda no condicionamento físico e aumenta a autoestima das praticantes.

Amanda, aluna do 3º ano de história, foi uma das meninas com que conversamos. Primeiramente, ela tentou o futebol americano por dois meses, mas não se adaptou, pois o esporte é, segundo ela, muito parado. Amanda buscou o Rugby e adorou. Para ela, apesar do receio inicial de jogar com meninas mais experientes, a recepção do time ajudou na adaptação, que foi muito positiva.

Luiza, também entrevistada pelo Fala!, é do 1º ano de letras e sentia falta da coletividade de um esporte. Depois de estar parada, encontrou no Rugby essa coletividade. Ela ainda não disputou nenhuma partida oficial, exceto amistosos. Segundo Luiza, o time joga mais pela diversão do esporte, e entre as jogadoras há muita familiaridade.

Outra entrevistada foi a estudante da ECA Giovanna Trindade, que integra a equipe Tsunami, da Oceanografia, na posição de scrum na modalidade sevens. Giovanna foi influenciada pelo convite de uma amiga de sua sala, porém, ela teve maiores motivações:

“O que mais me motivou a continuar foi o empoderamento que o rugby proporciona para as mulheres. Como essa é uma modalidade vista como ‘esporte de homem’, ver uma mulher em campo é muito disruptivo, é algo que quebra um paradigma! Quem iria imaginar que uma ‘moça tão bela recatada e do lar’ iria se envolver com um esporte de tanto contato, suor e lama, né?”

Giovanna foi uma das quais procurou o Rugby também pelo condicionamento físico. Segundo ela, a prática do Rugby a fez se sentir mais confiante e segura em outro esporte, o vôlei, o seu esporte principal.

A estudante também comentou as suas expectativas com o esporte voltando às Olímpiadas e os efeitos dentro da USP:

“Acho que o maior retorno que o Rugby nas olimpíadas pode trazer pra USP é o incentivo ao esporte mesmo. Muita menina nem sabe que existe a modalidade no Brasil, muito menos a seleção feminina. Com esse espaço pro rugby na TV aberta, com certeza as brasileiras vão se inspirar com a garra e a vontade das meninas da seleção. Vai ser lindo!”

Giovanna confirma também a importância dos valores do esporte. Para ela, o maior valor é o sentimento de grupo, de coletivo. A integração ocorre até mesmo entre as equipes, que realizam confraternizações após os campeonatos, o que tira o sentimento de rivalidade entre os times dentro do campo. Ela garante que ninguém fica sozinha no Rugby.

Os treinamentos são abertos para a participação de todas as garotas. Tanto os treinos do time da FFLCH quanto os do Rugby Feminino USP e do Tsunami, ocorrem no CEPE-USP. A equipe da FFLCH os realiza das 17:30h às 19:00h, das terças e quintas-feiras. As atividades do Rugby USP são logo depois, às 19:30h. Já o Tsunami treina às segundas, quartas e sextas-feiras, sempre às 18:00h.

Não deixe de curtir e conhecer um pouco mais sobre o Rugby Feminino por meio das páginas no Facebook:

Rugby de Calcinha – clique AQUI

Rugby Feminino USP – clique AQUI

Rugby FFLCH Feminino – clique AQUI

Tsunami Rugby Feminino – clique AQUI

 

 

Por: Lázaro Campos e Amanda Negri – Fala!USP

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