Um outro olhar sobre o jornalismo: a importância da profissão Um outro olhar sobre o jornalismo: a importância da profissão
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Um outro olhar sobre o jornalismo: a importância da profissão

Um outro olhar sobre o jornalismo: a importância da profissão

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“A divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação e deve ser cumprida independentemente de sua natureza jurídica – se pública, estatal ou privada – e da linha política de seus proprietários e/ou diretores” – Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros (Capítulo I; Art 2°). Mesmo que o Código de Ética deixe claro que a publicação de informações deve ser guiada pelo interesse público (compromisso com a população) e pela veracidade dos fatos (compromisso com a verdade), os jornalistas seguem sendo questionados e atacados em relação a sua ética profissional.

É importante que, principalmente em momentos de crise, as pessoas possam entender a importância, a necessidade e a dinâmica do jornalismo feito com e para a população.

Márcio Rodrigo Ribeiro, professor universitário de cursos de comunicação e jornalista, discorreu um pouco sobre o tema em questão. “O trabalho jornalístico é essencial, não existe democracia sem imprensa”, diz. Ele ainda explica que a imprensa precisa ser livre, forte, responsável e atuante para conseguir realizar e reconhecer o seu importante papel na sociedade.

jornalismo
Assim como outras, o jornalismo é uma profissão de grande importância. | Foto: Reprodução.

O mito da imparcialidade

Márcio não acredita na imparcialidade jornalística. “O ser humano é um ser subjetivo, ele tem valores, crenças, posicionamentos políticos etc. E isso, evidentemente, faz com que a gente tenha o nosso próprio lado”, diz. Entretanto, o jornalista ressalta que as crenças pessoais não podem ser maiores que os fatos. Mesmo tomando parte de alguma questão, a ética e a objetividade precisam nortear o trabalho jornalístico.

“A democracia precisa do jornalismo, para poder discutir essa pluralidade de subjetividades, de olhares, de ideias, de valores e de comportamentos do mundo”, ele completa. Márcio acredita que o jornalista precisa entender e trabalhar com essa dialética e com essa diversidade presente na sociedade.

Período da pós-verdade

O século XXI trouxe à tona a verdade relativizada, na qual as crenças e emoções pessoais possuem mais poder do que os fatos objetivos e comprovados (ciência) na hora da formação da opinião pública. “A sociedade acha que a verdade é somente aquilo que ela acredita, mesmo que você apresente dados científicos, pesquisas etc”, Márcio completa. Nesse meio, o dever da imprensa é expor e provar a verdade, seja aquela que agrada ao público ou não.

“As pessoas acreditam que a imprensa esteja aqui para prejudicar a sociedade e esconder os fatos. Quando, na verdade, nós estamos aqui para colocar os fatos em exposição”, ele conclui. E, segundo Márcio, a única maneira de combater esse período da pós-verdade é acreditar em ciência, democracia e em um jornalismo atuante, sério e com compromisso, ou seja, pautado pela ética.

O jornalismo e a sociedade

“O jornalista trabalha para e com a sociedade, senão não faz sentido existir jornalismo. Eu sou apenas um agente que possui a informação em primeira mão para poder disseminá-la para o coletivo”, relata.

Além disso, Márcio fala sobre a necessidade de o jornalismo reestabelecer esse laço de confiança e credibilidade com a sociedade, pois a profissão nunca foi tão necessária e importante tendo em vista o período da pós-verdade do século XXI.

A informação, no meio de uma pandemia, significa, também, a salvação de milhares de pessoas e, por isso, é preciso que a profissão continue atuando para informar e proteger a sociedade.

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Por Maytê Lopes – Fala! Cásper

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