Um novo olhar sobre o jornalismo: técnicas para a imersão do público
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Um novo olhar sobre o jornalismo: técnicas para a imersão do público

Um novo olhar sobre o jornalismo: técnicas para a imersão do público

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Novas possibilidades no jornalismo radiofônico têm surgido devido à junção do uso de tecnologias de captação de áudio com a popularização de dispositivos móveis e criatividade de produtores. A rádio britânica BBC Radio 3 tem utilizado a captação de som binaural para que seus ouvintes tenham uma experiência imersiva, mas esse tipo de tecnologia tem sido explorada no jornalismo radiofônico e em podcasts brasileiros? É possível produzir um conteúdo jornalístico radiofônico novo e interessante na era digital dos dispositivos móveis? Realizamos uma entrevista com o jornalista e escritor Tomás Chiaverini buscando entender essas questões.

No artigo Reportagem aumentada: Uma proposta para o jornalismo radiofônico, Ana Sofia Paiva aborda principalmente o som binaural ou tridimensional. Para esse tipo de áudio ser captado, são utilizados dois microfones a uma distância de aproximadamente 18 centímetros. O objetivo da captação é simular a audição do ouvido humano, capaz de perceber altura, profundidade e direção de sons.

O uso de conteúdos que se utilizam desta tecnologia está fortemente atrelado aos dispositivos móveis, e para escutar o som tridimensional, o ouvinte precisa utilizar fones de ouvido. Deste modo, essa espacialidade do som proporciona uma maior imersão na narrativa, por meio de uma realidade aumentada, que se estabelece a partir de conteúdos digitais adicionados à realidade física. Ou seja, essa tecnologia está intimamente ligada à mobilidade que temos hoje em poder escutar um programa ou podcast enquanto se pratica algum exercício físico, por exemplo.

Uma outra perspectiva sobre novas formas de se pensar e praticar produtos com gêneros jornalísticos é o financiamento coletivo. O site Catarse surgiu em 2011 e foi a primeira plataforma com essa proposta no país. O intuito é ajudar na produção criativa, dispensando a dependência de um patrocínio ou outras medidas para colocar projetos em prática, através da contribuição financeira do público.

Essa iniciativa alavancou o surgimento de novas abordagens em projetos que antigamente ficavam presos ao financiamento de anunciantes e da mídia tradicional como um todo e, por isso, muitas vezes não eram postos em prática. Em um cenário de enxugamento das redações, o jornalismo financiado por seus consumidores se apresenta como uma alternativa e estratégia de sobrevivência. 

Entre esses projetos estão os podcasts jornalísticos que são uma aprofundada maneira de informar, pois exigem muita pesquisa para serem bem feitos e, por isso, os episódios normalmente tratam os assuntos de uma forma mais desenvolvida. Suas novas abordagens e a praticidade de poder escutá-los enquanto se realiza uma função na correria do dia a dia atingiu principalmente um público mais jovem.

Segundo uma pesquisa do Ibope divulgada pela revista Piauí, em maio de 2019, os principais ouvintes de podcasts são os jovens de 16 a 24 anos. Nesse contexto, o Brasil possui inúmeros podcasts com um enfoque jornalístico, entre eles o Rádio Escafandro, um podcast mantido pelo financiamento coletivo que aborda de forma jornalística temas que vão de política à cultura, por exemplo. 

Rádio Escafandro
Rádio Escafandro. | Foto: Divulgação / Catarse.

Rádio Escafandro, de Tomás Chiaverini

Criado e produzido pelo jornalista e escritor Tomás Chiaverini, o Rádio Escafandro é “um podcast para mergulhos profundos”, como o nome indica. Tem uma abordagem jornalística, mas também literária e filosófica, os episódios têm em média uma hora de duração e frequência quinzenal. O programa chama atenção por trazer o jornalismo em um formato inovador e diferenciado.

É estruturado de uma maneira rica no conteúdo e na forma, com uma narrativa imersiva. Percebemos aqui, que mesmo que não haja utilização de tecnologias como a do som binaural, para que se promova uma experiência de realidade aumentada, é possível atingir o mesmo fim da imersão do ouvinte na narrativa quando se produz um conteúdo substancial e de qualidade.  

Desta maneira, por ser uma referência na criação e produção de podcasts jornalísticos no país, entrevistamos Tomás Chiaverini para saber, a partir  do ponto de vista de quem produz esse tipo de conteúdo hoje, as perspectivas em relação à utilização e acessibilidade de tecnologias para captação de som, suas vivências no meio e a forma como pensa a maneira de abordar os diversos assuntos.

Entrevista

A rádio escafandro produz reportagens com temáticas super interessantes e relevantes, como a série “Profundezas da Rede”, que conta desde o surgimento da Internet ao momento político que vivemos hoje. Na sua opinião, produzir esse tipo de conteúdo denso que pode ser acessado mais facilmente pelos dispositivos móveis atrai mais as pessoas e promove uma maior reflexão sobre os assuntos?

R: Eu acho que isso tem muito a ver com o espaço que o podcast está ocupando no jornalismo, que é um espaço que está se perdendo nas redações. A gente não tem mais espaço para grandes reportagens nos jornais, para grandes ensaios, porque, com o encolhimento da renda publicitária, houve também naturalmente um enxugamento das redações e eles acabam focando nas matérias que são mais necessárias, que é o jornalismo do dia, política, o que a gente chama de hard news. Ao mesmo tempo, paralelamente a isso, as pessoas também estão com menos tempo para se dedicar a buscar conteúdo e a se aprofundar nos temas. A gente tem uma quantidade absurda de estímulos diferentes, redes sociais e essa velocidade maluca do mundo. 

Eu acho que o podcast tem essa coisa super interessante que é ser uma mídia que dá a possibilidade de se escutar fazendo outra coisa. Empiricamente eu sei que boa parte dos ouvintes está ouvindo o Escafandro enquanto está fazendo uma tarefa doméstica, dirigindo, no ônibus. É um espaço para as pessoas buscarem um aprofundamento que está sendo perdido em outras mídias e ao mesmo tempo concatenar isso com um tempo vago da rotina, esse tempo morto.

Eu percebo, sim, que há uma procura muito grande por conteúdos aprofundados, esses podcasts mais profundos, reflexivos, mais densos costumam ter mais audiência do que os podcasts mais leves. É uma coisa um pouco diferente do YouTube por exemplo, que tem muito foco no entretenimento. Tenho a impressão de que o público dos podcasts é de pessoas que estão buscando um conteúdo mais aprofundado, mais reflexivo.

No episódio “Suco de São Paulo”, é marcante o caráter imersivo na narrativa jornalística traçada, o ouvinte é convidado a percorrer junto com você 49 km pela metrópole. A trilha sonora composta de sons da cidade nos acompanha na jornada. Como foi processo de produção desse episódio? 

R: Por incrível que pareça, o maior trabalho de pré-produção, antes de sair para a rua, foi convencer pessoas a me acompanharem, porque eu tinha pensado em ir sozinho, mas aí pensei que seria legal ter alguém tanto para a caminhada ficar mais agradável mesmo, quanto para ter alguém para trocar uma ideia. Eu acho que isso funciona muito bem no episódio, alguém com quem eu possa estar conversando o tempo inteiro sobre a paisagem, dividir aquela experiência.

Então, o mais difícil foi achar amigos desocupados [risos] que pudessem dispor de tanto tempo para sair andando por São Paulo. Teve um planejamento logístico também, porque eu me propus a dormir no meio do caminho, consegui esse amigo que ao mesmo tempo que conseguia ter meio período livre, também  morava mais ou menos no meio do caminho. Então teve esse pequeno planejamento, mas no mais foi uma coisa muito espontânea, o que você escuta lá é aquilo mesmo. […] Acordei, tomei um café e saí, mandei uma mensagem para o meu primeiro companheiro que era meu vizinho, e tinha isso “vamos rumo a zona leste e vamos ver o que acontece”. 

Levei um único gravador, que era o que eu usava na época, o H5, um gravador estéreo. Fui gravando a maior parte do tempo e inventei uma espécie de claquete […] a maior parte do tempo deixei o gravador ligado e aí, quando tinha alguma coisa que eu sabia que ia usar ou que era interessante, alguma entrevista que valeu, alguma reflexão com meu companheiro de caminhada, que eu achasse interessante, que poderia incluir no episódio; dava três tapinhas no microfone com a mão. E isso funcionou como claquete, porque, quando baixo o áudio para o programa de edição, a gente vê a linha gráfica que simboliza o som, e aí você vê os três picos das três batidinhas e eu sabia que ali perto tinha uma coisa interessante.

É curioso que uma das coisas mais interessantes e charmosas desse episódio, na minha opinião, é a questão da trilha sonora ter sido feita do jeito que foi. E nem isso foi planejado, aconteceu como eu narro no episódio mesmo. Estava andando com esse meu amigo e falei: “faz uma trilha”, eu não pensava que ele poderia fazer uma trilha com os ruídos, a ideia foi dele, ele teve no caminho. Foi uma coisa bem espontânea e eu acho que isso é boa parte da graça do episódio.

É uma preocupação sua utilizar novas abordagens e formatos que possibilitam a imersão do ouvinte em seu trabalho? 

R: Quanto ao formato, eu acho que a ideia é essa mesma que você falou, acho que no Escafandro a ideia é que em cada episódio eu possa mudar o formato de acordo com o assunto que vai ser retratado. Isso pode ser feito de várias formas. Também não dá para ficar reinventando a roda a cada episódio, os episódios do Escafandro saem a cada 15 dias, não é muito tempo, é um tempo curto, na verdade, porque eu trabalho sozinho, então é muito trabalho, não dá para ficar repensando muito. Se você olhar o feed do Escafandro, vai ver que tem alguns programas que são mais elaborados, diferentes, pensados, aprofundados, e tem programas que são mais simples. Justamente para dar esse tempo de produção. 

Agora, por exemplo, na semana que vem, vou publicar um episódio que só tem um entrevistado. Ele até me deu bastante trabalho porque é baseado em um livro do Sidarta Ribeiro, neurocientista, bem fascinante, mas bem técnico também, tem muita coisa de neurociência.

Eu tive que gastar um bom tempo lendo e tentando entender as teorias dele para conseguir transcrever isso. Esse episódio é interessante porque, apesar de ser simples, porque tem um entrevistado só, também ilustra essa questão que eu estava falando da forma.

A trilha sonora é completamente diferente, então eu usei muito mais sons ambiente, tem muita trilha de muitos podcasts, principalmente gringos, que usam essa coisa do som ambiente que envolve, esse som que vai em um crescendo, vai criando aquele ambiente, e como o assunto que tratei com o Sidarta é sonhos, cria um ambiente meio onírico, de sonho. 

Então, tudo isso para dizer que sim, a ideia é que o Escafandro possa variar a forma de acordo com conteúdo e eu acho que um dos meus objetivos com o podcast é trazer sempre alguma coisa nova, surpreendente. E essa surpresa geralmente está no conteúdo […] mas também na forma que ele é apresentado […]. Essa coisa de surpreender o ouvinte é uma ferramenta narrativa muito poderosa.                      

Dentre possibilidades tecnológicas na produção de podcasts está o som tridimensional, você tem algum interesse no uso dessa tecnologia? Acha que acrescentaria na experiência  do ouvinte? É acessível?

R: Quanto ao som 3D, eu não conheço a tecnologia, não tenho uma preocupação específica com ela, eu nem sabia que existia esse termo. Mas existe, sim, uma preocupação de criar um ambiente sonoro. Eu quero que o ouvinte mergulhe comigo em uma história, o próprio nome Escafandro tem essa ideia de mergulho, de envolver. Eu uso a trilha sonora de uma forma um pouco diferente dos podcasts no geral, brasileiros principalmente.

Em geral, a trilha sonora é aquela coisa que fica no fundo, atrás da fala do entrevistado e eu acho que, muitas vezes, os podcasts ficam irritantes porque é uma trilha que as pessoas não têm uma preocupação em achar uma música legal, então vai lá e acha qualquer trilhinha branca, um rockzinho bem fajuto, coloca ali e fica aquele barulho no fundo e isso em termos de edição, é um recurso que é muito utilizado porque ter uma trilha embaixo vai disfarçar ruídos, vai disfarçar imperfeições de dicção.

Então é um recurso que é simples, é fácil, mas se você for ouvir as trilhas do Escafandro, eu tento não usar elas dessa forma. Eu quero que a música seja um negócio que esteja ali, então quando a música entra, é uma música que vem e te envolve e te joga num clima e é uma música que realmente vai criar esse ambiente sonoro. 

Nesse sentido, eu acho que sim, tem uma preocupação de criar esse clima de cada episódio e ter uma preocupação grande em escolher uma trilha que tenha bom gosto, que tenha uma preocupação também em haver certa homogeneidade na trilha […] tem um episódio, por exemplo, recente, “Duas vezes cadeia”, que eu resolvi usar só música brasileira, até tem algumas que não são brasileiras, mas se você for ouvir, tem umas músicas muito tensas, dramáticas que falam da hora em que eles estão sendo presos […] um violino ali, mas tem uma coisa meio de rabeca sertaneja apesar de ser um cara israelense e, ao mesmo tempo, quando eles são soltos tem um forró meio eletrônico, mas são umas coisas que pelo menos na minha cabeça, a ideia é que as coisas conversem um pouco, sabe? Que a trilha sonora seja homogênea esteticamente […] em cada episódio pensar numa estética completa.

Quanto a essa questão dos demais ruídos, do som 3D, apesar de eu não saber exatamente se existe um microfone especial para captar isso […] no caso do “Suco de São Paulo”, por exemplo, a gente estava gravando com um microfone estéreo, então em alguns momentos a gente fez isso de forma talvez amadora ou simplificada, mas captamos ali o som que passa. Tem até uma hora que é engraçada, o Paulo, que está comigo, fala: “ah por que que você não faz isso? […] Por que você não faz uma paisagem sonora?” […] e aí ele não se dá conta de que, enquanto ele está falando aquilo, a coisa vai acontecendo porque estávamos em um lugar super barulhento. Eu deixei no episódio a fala dele, mudei um pouquinho de lugar pra dar mais sensação […] e aí você vê que ele está dando uma sugestão e eu estou fazendo a sugestão. Nesse momento, tem essa coisa de da esquerda para a direita, dar uma espacialidade na coisa. Então acho que eu uso, mas pouco e talvez não da forma mais profissional ou com todos os recursos que eu pudesse.

Você poderia falar um pouco sobre sua experiência em trabalhar com o financiamento coletivo no Brasil?

R: Eu estou bem feliz com o resultado! Quando comecei, achei que ninguém daria dinheiro para um negócio que é de graça, mas hoje tenho mais de 300 apoiadores que já dão uma renda que não é o equivalente ao salário que eu estaria recebendo em uma redação na minha posição, no estágio que eu estava quando eu resolvi me dedicar a essa aventura, mas é um dinheiro que não é desprezível e está crescendo.

Eu acho muito fantástico porque é difícil para quem estuda jornalismo, não entendemos muito o processo industrial, mas depois de um tempo na redação, você começa a perceber que o financiamento do jornal ou do meio de comunicação está estreitamente ligado com o conteúdo que vai sair ali […] você olha a Folha de S. Paulo, por exemplo […] nenhum editor vai chegar para você e dizer: “olha, se alguém for esfaqueado no Capão Redondo, que é um bairro periférico e pobre, a gente não vai dar tanta importância do que se alguém for esfaqueado no bairro de Higienópolis que é um bairro central, de classe alta”.

Isso não é falado, mas […] ao longo do tempo trabalhando na redação, você vai começar a perceber que se fizer matérias sobre o Capão Redondo, a sua matéria vai virar uma nota, não vai sair, você não vai ganhar recursos para fazer ou o pauteiro vai falar pra você fazer outra coisa. Isso não está ligado com má vontade dos editores e talvez nem com má vontade dos donos do jornal, o que acontece é o seguinte: se você abre a Folha de S. Paulo, e eu estou falando dela porque eu trabalhei lá, mas isso acontece na mídia no geral, na imprensa brasileira, a maior parte dos anúncios são de carros de alto luxo e de apartamentos de alto luxo. Ou seja, o jornal é feito para as pessoas que consomem aquilo e pelo fato delas consumirem aquilo, a forma industrial como o jornal é construído e financiado faz com que o anunciante queira que o jornal chegue na porta do cara que tem um prédio de alto padrão e vai comprar o carro que ele está anunciando. E ele se interessa se alguém é esfaqueado no bairro dele e não sobre o esfaqueado no Capão Redondo. Se cria todo um enviesamento da imprensa mundial e o interessante do financiamento coletivo é que por ele ser extremamente pulverizado, isso não acontece.

Eu posso falar sobre o que eu quiser, contanto que, claro, eu tenho que ter os meus ouvintes que se interessem por aquele assunto, mas não tenho o peso da grana do anunciante, do grande capital. […] teve um episódio, por exemplo, que um entrevistado narrou como ele matou um porco, é uma coisa que incomodou algumas pessoas porque é uma cena bem forte e aí se um ou outro apoiador se sentir ofendido e ele deixar de assinar, isso não vai impactar a renda como um todo do Escafandro justamente porque tem essa estrutura pulverizada assim.

Esse caminho te faz se aproximar mais de quem consome ou passa a existir uma cobrança maior?

R: Acho muito interessante essa forma de financiamento, estou tendo um retorno muito bacana. […] isso estreita a relação com o ouvinte, há uma troca direta pelas redes sociais, me preocupo muito em conversar com as pessoas e fazer isso que eu estou fazendo aqui, bater um papo e ouvir sobre o trabalho, falar sobre ele. É uma troca e eu acho que esse financiamento aproxima, sim […] é muito legal ver ele crescendo e tem uma última coisa que é o reflexo direto da qualidade do trabalho.

Claro que tudo o que a gente faz existe altos e baixos, o Escafandro é quinzenal então é muito trampo e tem uma constância muito grande e, às vezes, saem episódios melhores do que outros. E é interessante que quando saem episódios que eu acho que estão bons, que tiveram um esforço de reportagens, que são mais aprofundados, você vê no dia seguinte o retorno em termos de apoiador assinando o projeto pelo Catarse ou pelo PicPay. É muito legal porque também é um termômetro da qualidade e vamos ver quanto tempo dura em tempos de pandemia e crise econômica.

Para arrematar, nunca recebi uma cobrança de ouvintes falando “esse episódio está uma porcaria, vou tirar o meu apoio”, nunca aconteceu isso. Por outro lado, eu me cobro muito porque […] eu não sou amador, o podcast não é um hobby e o meu objetivo é transformar ele numa coisa maior, ter uma equipe, é fazer com que ele seja cada vez mais profissional e, para isso ,eu preciso de mais dinheiro e de mais anunciantes.

Eu me cobro muito para ter um produto de excelência e que as pessoas se sintam realmente compelidas a apoiar, porque percebam que o negócio está f***. Então não há uma cobrança dos ouvintes, mas sim, de mim mesmo para fazer um produto de excelência o tempo inteiro.

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Por Giovanna Araújo e Lara Wille – Fala! Universidade Federal de Juiz de Fora

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