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Resenha: Um lugar silencioso  

Resenha: Um lugar silencioso  

Por Vinicius Santos – Fala! Cásper
O que Cloverfield Paradox deveria ter sido

Dirigido pelo ator John Krasinski, o filme mostra uma família de sobreviventes, o pai(Krasinski), a mãe(Emily Blunt), a filha(Millicent Simmonds) e o filho(Noah Jupe), em um futuro pós-apocalíptico não tão distante em que criaturas monstruosas, cegas e que guiam-se pelo som, devastaram o planeta. As pessoas, para sobreviverem, não podem produzir barulho.

Um Lugar Silencioso(A Quiet Place, no original), é o segundo filme dirigido por Krasinski, o primeiro sendo a comédia Família Hollar(2016), e mesmo com a falta de bagagem no cargo chefe, é visível o quão confortável o diretor estava na realização do filme, aventurando-se pelas convenções do gênero suspense, presentes no longa.

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Um dos principais acertos do diretor é a maneira como ele apresenta o mundo em que os personagens vivem. Sem longas conversas expositivas(essa é pra você, Nolan), uma manchete em um jornal em uma cidade devastada é o bastante para situar o espectador. Do mesmo modo, as estratégias usadas pelos integrantes da família para permanecerem vivos já são demonstradas, como andarem descalços e em cima de trilhas pré-definidas e usarem a linguagem de sinais para comunicarem-se.

O filme aposta tanto nos sustos fáceis(os famosos jump scares), como aparições repentinas, quanto numa construção mais elaborada do suspense, seja pelo foco em algum objeto – que com certeza irá gerar uma complicação no futuro-, ou pelo close no rosto de algum personagem tentando sufocar um grito.

O roteiro assinado por Bryan Woods, Scott Beck e Krasinki tem como melhor qualidade o contraste criado pelo som, visto que no mundo do filme ele é um problema a ser evitado. Seja o som de algo se quebrando, de animais pulando de telhados ou o ranger da madeira, o menor ruído pode representar a morte. Mas também pode representar a liberdade, seja por uma música em um fone de ouvido, ou uma conversa protegida pelos ruídos de uma cachoeira. Destaque para as cenas em que o som é totalmente cortado para mostrar a perspectiva de uma das personagens, e que também é responsável por criar uma das situações mais sufocantes do filme.

John Krasinski no papel de Jim Halpert, na série The Office US

As ótimas atuações também ajudam a tornar a relação familiar muito mais orgânica. A química entre o casal (Krasinski e Blunt, que são casados na vida real) é perfeita e gera momentos cativantes e o elenco mirim do filme não deixa nada a desejar, entregando ótimas atuações e momentos emocionantes entre eles. E mesmo com todas ótimas atuações, fica o destaque para Blunt, que possui algumas das sequências mais angustiantes do filme, conseguindo demonstrar todos os sentimentos da personagem sem precisar de falas.

No fim,o maior acerto de um lugar silencioso não é somente o suspense bem construído, é a relação familiar entre os personagens que faz com que o espectador se importe com cada um deles e tema pelas vidas dos mesmos até a sequência final do filme, que aliás é de tirar o fôlego (caso tenha sobrado algum após as outras partes do suspense). Um Lugar Silencioso não é um filme perfeito, mas entrega o prometeu, e não deixa de ser um bom suspense para os amantes da sétima arte.

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