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Um dia Incomum Para os Mackenzistas: Confira Como Foi a Manifestação Contra o Impeachment na Rua Maria Antônia

Um dia Incomum Para os Mackenzistas: Confira Como Foi a Manifestação Contra o Impeachment na Rua Maria Antônia


Ontem, às 18:00h, aconteceu o ato contra o impeachment organizado por alunos de esquerda da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Confira o vídeo e veja a opinião de alguns alunos que são contra o impeachment:

O local escolhido foi a rua Maria Antônia, mas a organização do ato afirmou que tentaram negociar com a instituição para que o evento acontecesse dentro do campus – contudo, tiveram um não como resposta.

Procuramos também a opinião de quem era a favor do impeachment, e que estava ali perto do ato, nos bares da região. Duas meninas toparam conversar com a gente, mas sem aparecer no vídeo e sem divulgar seus nomes completos. Confira:

Fala!: Vocês são a favor da manifestação que está tendo hoje?

Caroline: Não.

Giulia: Não somos!

Fala!: Por que vocês não são a favor?

Caroline: Eu não sou a favor por tudo que aconteceu, tudo que apareceu do PT, toda a roubalheira, todas essas operações que aconteceram e também porque eu não sou petista e não gosto do PT.

Giulia: Eu não sou porque não apoio os ideais do PT. Acho que no começo do partido, era realmente um partido dos trabalhadores, e acredito que agora não, tem muita manipulação. Eu sou totalmente contra por conta de todos os esquemas de corrupção que surgiram, por todas as gravações, por tudo que aconteceu.

Fala!: Vocês são a favor do impeachment da Dilma?

Caroline: Sim.

Giulia: Sim.

Fala!: Vocês já foram em alguma manifestação pró impeachment?

Giulia: Sim, eu vou com minha família, sempre vão minha minha avó e minha tia, elas são idosas, nós sempre vamos porque minha família inteira é contra também, e eu apoio.

Caroline: Geralmente minha família não vai em manifestação, mas todos são contra, não apoiam o PT, mas a gente não costuma ir por causa da bagunça que tem, entendeu? Só por isso.

Fala!: Vocês foram no ato do dia 13 de março?

Caroline: Não, eu só fui no de 2011 contra a tarifa [de ônibus]. Foi a única manifestação que eu fui aqui no Brasil.

Giulia: Eu fui em todas [contra o governo Dilma], só não fui na do dia 13 de março porque eu estava no festival do Lollapalooza.

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Rua Maria Antônia. Foto: Marcelo Gasperin.

 

Mesmo com a chuva que começou a cair exatamente no horário do ato, os manifestantes se reuniram com um carro de som, uma bateria, faixas, cartazes e também algumas bandeiras.

O ato tinha como foco principal o protesto contra o impeachment, mas também contou com a presença de algumas entidades vinculadas ao PT, como o MST (Movimento Sem Terra) e a CUT (Central Única dos Trabalhadores). Por parte do movimento estudantil, estavam presentes o AfroMack, a Frente Perspectiva, o Levante Popular e a UNE (União Nacional dos Estudantes).

Com certeza foi uma noite incomum para os alunos do Mackenzie, que estão se deparando com diferentes formas de expressão dentro e fora do campus. Desde 1968, quando aconteceu a batalha da Maria Antônia, os alunos do Mack não haviam visto uma mobilização tão parecida.

Durante todo o protesto o clima foi pacífico, mas no fim, quando os manifestantes já estavam de retirada, houve um bate boca em frente ao Mac Fil, um bar onde estavam alguns estudantes contra o impeachment. Durante o bate boca, alguém que não foi identificado arremessou uma bomba. Ninguém se machucou.

Confira mais fotos:

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Foto: Marcelo Gasperin.

 

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Foto: Marcelo Gasperin.

 

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Foto: Marcelo Gasperin.

 

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Foto: Marcelo Gasperin.

 

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Foto: Marcelo Gasperin.

 

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Foto: Marcelo Gasperin.

 

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Foto: Marcelo Gasperin.

 

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Foto: Marcelo Gasperin.

 

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Foto: Marcelo Gasperin.

 

 

 

Por: Marcelo Gasperin, Sérgio Henrique e Carol Campos – Fala!M.A.C.K

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1 Comentário

  1. João Barbosa Da Silva
    4 anos ago

    Como esta criatura pode falar que uma das Universidades mais conceituadas do país está fora da realidade social, nós mackenzistas estamos ali para aprender sobre: Economia, Ciências Sociais, Direito, Matemática, Mercado Financeiro, Mundo Corporativo, etc, ou seja bases fundamentais para um país capitalista onde o mérito e competitividade são primordiais, mas esta criatura quer aprender capoeira, teatro, transversalidade, música, cultura afro etc…como negro digo, e vou sempre dizer uma coisa: as empresas estão pouco se fudendo com a cor de sua pele e o quanto você sabe sobre realidades sociais, as empresas querem pessoas competitivas, que saibam: Calcular, Inovar, Criar, Solucionar, Conceituar, querem pessoas que agreguem valor, que saibam falar dois ou três idiomas, quem tenha concluído pelo menos um MBA etc, resumindo pessoas partidárias com idéias de jerico, que estão na idade da pedra com papo furado de racismo, próprio de filmes americanos vão ficar para trás mergulhados na sua própria vitimização.

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