UBS do Parque da Lapa, um cuidado do cidadão privilegiado
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UBS do Parque da Lapa, um cuidado do cidadão privilegiado

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Profissionais da unidade se unem para uma imagem realizando a frase: “UBS Parque da Lapa. Nós estamos aqui por você. Fique em casa”

Passando na rua Bergson no número 52, na mesma calçada do Colégio Angélica, encontra-se a UBS do Parque da Lapa. Na frente, encontra-se profissionais equipados com máscara, protetor de cara, avental branco comprido e toca de cabeça. Essas pessoas atendem a população local, oferecendo atendimento, vacinas e, no período da pandemia, testes de coronavírus.

UBS do Parque da Lapa
UBS do Parque da Lapa, um cuidado do cidadão privilegiado. | Foto: Reprodução Facebook.

UBS do Parque da Lapa oferece atendimento, vacinas e testes de coronavírus

A atendente Beatriz Silva informou que os testes do vírus ocorrem na unidade quando o paciente chega com prescrição médica. Os profissionais da unidade cumprem as medidas de precaução. Segundo ela, não houve nenhuma aglomeração na UBS, só entra uma pessoa por vez.

 Além do atendimento a possíveis pessoas com Covid-19, está acontecendo a campanha contra a gripe influenza, visando prevenir os mais velhos, a partir de 60 anos, profissionais de saúde, trabalhadores em situação de risco, como motoristas de transporte público, e se a pessoa possuir alguma morbidade de doença, problema respiratório e diabetes. A vacinação ocorre desde 23 de março até 9 de maio, de 7h30 a 18h13, só necessário levar o documento de identidade.

Ela apontou que não houve nenhuma aglomeração na UBS e entra apenas uma pessoa por vez, seguindo a recomendação da Secretaria da Saúde.

Nesse cenário, a Beatriz Araujo, 24 anos, estudante de medicina da Unifesp, moradora da Vila Leopoldina e voluntária no Hospital São Paulo, na Vila Clementino, conta que escolheu trabalhar na pandemia pelo motivo de ter escolhido ser profissional da saúde – subentendido ser um dever ajudar o próximo.

Eu acho que a UBS é a porta de entrada dos pacientes no sistema de saúde e tem gente que vive em região essa unidade de apoio. Por experiência própria, qualquer problema de saúde que a pessoa a procura.

Afirma a graduanda.

Ela anteriormente fez estágio na UBS da Vila Campestre e aponta uma diferença da região que trabalhou e onde mora. Ela afirma que, conhecendo a Vila Leopoldina (uma região de médio e alto poder aquisitivo, rodeada de escolas particulares, comércios, prédios um ao lado do outro e centros de saúde perto), imagina que a maior parte seja usuária de sistema de saúde suplementar (ou seja, os convênios médicos).

Segundo mapa divulgado dia 16 de abril pela Secretaria Municipal da Saúde, o líder de mortes em São Paulo é o distrito da Brasilândia, na zona norte, com 33 registros e, aproximadamente, 75% dos óbitos ainda são suspeitas. Em segundo lugar, os distritos de Sapopemba e Itaquera, na zona leste, com cerca de 28 e 27 vítimas e a maioria sem confirmação.

“Esses dados são causados por muitos fatores que compõem a vulnerabilidade e a imensa maioria deles está presente no cotidiano dos moradores das periferias”, afirma Paulo Saldiva, patologista e professor da Faculdade de Medicina da USP, em entrevista ao jornal El País.

“Quem mora longe, não só trabalha por mais horas, como também perde mais tempo no deslocamento, dorme menos, come errado, não se exercita”, conta o patologista. Ele complementa que “só isso já cria uma vulnerabilidade intrínseca. É como se a pessoa perdesse o direito de adoecer”.

Além do problema apontado pelo médico, os dados da Secretaria Municipal da Saúde, mostram que os bairros no topo do ranking têm poucos casos confirmados: Brasilândia, a campeã, só 45 infecções. Isso ocorre pela falta de testes nas periferias da cidade.

Entretanto, os lugares mais ricos de São Paulo têm acesso mais fácil e rápida testagem, com muitos casos confirmados e menos óbitos. Em primeiro lugar, o bairro do Morumbi, com 252 registros de contaminados e três mortes. Na região da Vila Leopoldina, o mapa apresenta quatro mortes registradas. 

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Por Carina Gonçalves – Fala! Mack

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