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Transporte público em São Paulo – uma questão de oportunidades

Transporte público em São Paulo – uma questão de oportunidades

Por Heloise Pires – Fala!FIAM FAAM

Na mandato do ex-Prefeito do Estado de São Paulo, Fernando Haddad (2013-2016), com a luta de todos os estudantes e seus representantes, foi conquistado o passe livre estudantil. Esse progresso consiste na oportunidade de todo estudante ser isento no pagamento do seu meio de locomoção, por meio de cotas disponibilizadas pelo Governo de São Paulo para serem usadas em seu trajeto Casa/Escola. Nesta mesma época também era concedido ao estudante uma cota a mais por fim de semana com o intuito de incentivar o jovem a frequentar eventos e/ou lugares culturais.

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Toda essa oportunidade conquistada e cedida na época pode ter sido uma chance àqueles que, por motivo de exaustão devido a sua rotina ou por falta de incentivo, não se permitiam conhecer os eventos culturais e as novidades oferecidas pela cidade de São Paulo. Sem contar que tal medida trouxe em si a capacidade de diminuir o número de evasão escolar, que também ocorre devido essa relação de condição de pagamento do transporte público e a real condição financeira do estudante.

Vale ressaltar que por mais que muitas escolas públicas sejam em bairros residenciais, muitos alunos ainda vivem em locais afastados e por muitas vezes precisam do transporte público para se deslocar até a sua área de estudo.

Com um histórico de avanço para um futuro mais igualitário, São Paulo retorna dois passos para trás, pois desde o ano passado o “cerco” formado pelo governo do ex-prefeito João Dória, além de diminuir o número de cotas, restringiu o passe livre somente aos estudantes com uma renda menor do que 1,5 salários mínimos – ou seja, para o ex-gestor de São Paulo, caso você seja um estudante trabalhador que se esforça para ajudar a sua família, ou que além de querer ter o mínimo exigido pelo mercado de trabalho, o ensino médio, você pretende querer fazer algum curso ou algo do tipo, você já está fora dos padrões ou acima deles para se beneficiar de algo do governo.


Lucas Amaral, jovem de 17 anos, desempregado, afirma: “Estudo Jornalismo e não utilizo o passe livre por não estar incluído no grupo de pessoas que podem adquirir o mesmo. Eu acho que por ser um sistema que ajuda muito para quem precisa se locomover para a escola, emprego, lazer, eu acredito que privar quem não tem condições de ficar carregando direto, essa pessoa acaba não tendo acesso à cultura por exemplo, pois não pode gastar o dinheiro que é destinado ao valor da passagem.”  

Assim como Lucas, afirmou a estudante Marcella Azevedo, 23 anos: “Trabalho no telemarketing, no bairro do Ipiranga, utilizo sim o passe livre, pois quando comecei a faculdade estava desempregada e me ajudou demais e continuo usando, pois, o salário de telemarketing não é dos melhores e já pago uma fortuna de mensalidade.” Completa ela: “Acho que o passe livre deveria sim, ser algo para todos os estudantes, pois como citei, alguns trabalham para poder bancar a faculdade e nem sempre é barato. O dinheiro que economiza de condução, já serviria para comer algo.”

Cabe evidenciar que seguindo a linha histórica da conquista e se baseando nos depoimentos coletados, todos os estudantes são carentes e por assim ser, precisam de um maior apoio do governo, pois estes estudantes são o futuro do nosso país.


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1 Comentário

  1. Giovanna Carvalho
    2 anos ago

    Adorei o texto Heloise! ??. Mas acho difícil que na prática os governantes deem passe livre para TODOS os estudantes?(não querem perder a “boquinha”), mas poderiam, pelo menos, aumentar o teto de salário mínimos, para aumentar o número de beneficiados.

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