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Super Bowl 2019: o campo de discussão do machismo na indústria

Super Bowl 2019: o campo de discussão do machismo na indústria

Por Bianca Dias – Fala!Anhembi

Neste último domingo, dia 03, rolou o Super Bowl, a final da NFL, o maior campeonato de futebol americano do mundo. A final entre New England Patriots e Los Angeles Rams era muito aguardada pelo público americano, mas o que repercutiu mesmo foram os debates que percorreram a internet durante o evento.

O vocalista do Maroon 5, Adam Levine. Foto: E!

O show do intervalo é um dos momentos mais esperados do Super Bowl, e este ano teve como principal atração a banda Maroon 5. Durante a apresentação do hit “Moves Like Jagger”, o vocalista, Adam Levine, tirou sua camisa e fez com que uma grande discussão emergisse: o tratamento diferenciado entre homens e mulheres, principalmente na indústria musical.

Os internautas logo questionaram nas mídias sociais o porquê de Levine não ter sido criticado pelo “topless”. Esse debate foi em referência ao acontecimento de 2004, quando a cantora Janet Jackson foi alvo de retaliações. Na época, Justin Timberlake performava com a cantora quando ele rasgou um pedaço do figurino de Janet, expondo seu seio para mais de 89 milhões de telespectadores.

A carreira de Janet Jackson foi totalmente afetada devido ao episódio. A cantora foi alvo de críticas e até emitiu um pedido de desculpas após o ocorrido. Em 2018, a NFL decidiu trazer Justin Timberlake como atração principal do halftime show, mas Janet nunca mais pisou no palco do evento.

Foto: El País

Mesmo depois do jogo, internautas americanos continuaram a questionar por que a ação de Levine foi recebida de maneira aceitável e por que Janet havia sido culpada por algo que ela não fez.


Este país deveria ter uma séria conversa sobre os mamilos de Adam Levine, que, aparentemente são “aceitáveis” na TV, mas Janet Jackson Jackson foi humilhada e colocada em uma lista negra por algo que não foi nem ela fez.”

“Por que é ‘ok’ ver os peitos de Adam Levine e não os de Janet Jackson? Perguntando para um amigo.”
“Nós todos sabemos quem é e quem não é demonizado por ter seus seios expostos ao vivo na televisão. Um salve para a rainha @JanetJackson”

O jornal The New York Times fez duras críticas ao show do evento: “em um ano em que o show do intervalo do Super Bowl se tornou um referendo político, e no qual a NFL se tornou o ponto de partida para conversas sobre justiça racial nos EUA, Maroon 5 foi uma escolha cínicamente apta” – o jornal faz referência ao caso do quarterback Colin Kaepernick, que se ajoelhou durante o hino nacional, em 2016, como forma de protesto contra a opressão racial nos EUA.

A apresentação protagonizada por Maroon 5 teve meio milhão de dislikes na plataforma do Youtube e registrou a menor audiência em 10 anos do campeonato.

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