Pesquisa revela aumento de sintomas depressivos na quarentena
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Pesquisa revela aumento de sintomas depressivos na quarentena

Pesquisa revela aumento de sintomas depressivos na quarentena

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Uma pesquisa feita pelo Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict), da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), em parceria com as faculdades UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), mostrou como a quarentena, realizada para conter a disseminação do novo coronavírus, afetou o comportamento da população brasileira.

Sintomas Depressivos na Quarentena
Pesquisa feita por universidades mostra aumento de sintomas depressivos durante a quarentena. | Foto: Reprodução.

Pesquisa mostra aumento de sintomas depressivos e ansiedade na quarentena

A pesquisa foi feita durante as primeiras semanas da quarentena e contou com a participação de 44.062 pessoas de todo o território brasileiro. Os participantes voluntários responderam a um questionário on-line entre os dias 24 de abril a 8 de maio.

O estudo mostrou o aumento de sintomas depressivos durante o isolamento social, além de constatar um crescimento na ansiedade e no consumo de cigarros e de álcool. 8% dos fumantes aumentaram cerca de dez cigarros por dia e 6% mais de 20. O aumento no uso de bebidas alcoólicas durante a pandemia foi de 18%.

Segundos os resultados da pesquisa, 40% dos entrevistados se sentiram tristes ou deprimidos e 54% se sentiram ansiosos ou nervosos frequentemente. Entre adultos e jovens, na faixa de 18 a 29 anos, os sintomas de ansiedade e depressão durante o isolamento social foram ainda maiores, correspondendo a 54% no aumento de sintomas depressivos e 70% nos sintomas de ansiedade.

O formulário continha questões abrangentes, perguntando aos entrevistados sobre diversas áreas de sua vida. As respostas mostraram que a atividade física, importante para uma condição psíquica saudável, diminuiu muito durante o isolamento social.

O formulário também questionou sobre mudanças na alimentação e no quadro socioeconômico dos entrevistados. O estudo mostrou que as mulheres mostraram ter mais problemas com o estado de ânimo do que os homens. 50% das mulheres que responderam a pesquisa disseram se sentir tristes ou deprimidas durante a quarentena e 60% delas disseram se sentir mais ansiosas.

Apenas 30% afirmarem estar se sentindo tristes ou deprimidos durante o isolamento social e 43% dos entrevistados do sexo masculino revelaram se sentir ansiosos e nervosos frequentemente.

A pandemia também modificou a renda de muitas famílias, fato que contribuiu para o aumento da depressão na população brasileira. A pesquisa aposta que cerca de 55% das pessoas relataram diminuição da renda familiar e 7% ficaram sem renda.

A população com renda per capita inferior a meio salário mínimo sofreu mais: 64% perderam renda, e 11% ficaram sem renda alguma. Trabalhadores autônomos também foram em sua grade parte afetados: 58,6% dos autônomos entrevistados revelaram ter ficado sem trabalho.

Como ressignificar o isolamento social?

A crise de saúde afetou a rotina de muitas famílias brasileiras, acarretando em sentimentos de angústia e preocupação. No entanto, não podemos deixar de cuidar de nós mesmos durante o isolamento social.

Beber bastante água, praticar alguma atividade física, como caminhar ou dançar, são ações que podem ajudar a vencer o desânimo provocado pelo isolamento social.

Conversar com amigos por chamada de vídeo ou aproveitar o tempo extra proporcionado pelo isolamento para cuidar de você, como fazer um skin care ou começar a estudar algo que sempre quis, mas nunca teve tempo suficiente pra fazer, podem ajudar a ressignificar a quarentena.

Saia também um pouco do celular. Com o ensino remoto e o home office, acabamos passando mais tempo em frente ao computador e ao celular do que antes. Sempre que puder, use o tempo livre para fazer algo que não englobe essas tecnologias, como ler, costurar, cozinhar, aprender um instrumento, meditar, conversar com seus familiares e outros.

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