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Síndrome de Burnout: o mal do Século XXI

Síndrome de Burnout: o mal do Século XXI


A Síndrome de Burnout, ou Síndrome do Esgotamento Profissional, acomete 32% dos trabalhadores brasileiros, segundo dados do “International Stress Management Association” no Brasil (ISMA-BR).

Entre as principais vítimas estão jornalistas, profissionais da área da educação, saúde, policiais, bombeiros, agentes penitenciários e mulheres, que enfrentam jornada dupla de trabalho.

 A Síndrome de Burnout é causada pelo stress no ambiente de trabalho  Foto: Drauzio Varella/UOL
A Síndrome de Burnout é causada pelo stress no ambiente de trabalho Foto: Drauzio Varella/UOL

O que é Síndrome de Burnout

É um distúrbio psíquico caracterizado pelo estado de tensão emocional e estresse provocados por condições de trabalho desgastantes. Foi descrito em 1974, por Herbert Freudenberger, psicólogo alemão. Porém um surto da síndrome foi identificado, apenas no início do século XXI.

As principais características da doença são o estado de tensão emocional e o estresse crônico. Os sintomas psicológicos da Síndrome de Burnout são: ausências no trabalho, agressividade, isolamento, mudanças bruscas de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, lapsos de memória, ansiedade, depressão, pessimismo e baixa autoestima.

Dor de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, crises de asma, distúrbios gastrintestinais são manifestações físicas que podem estar associadas à síndrome. Se não tratada, a doença evolui e se torna outro mal muito conhecido no novo século, a depressão.

O grau de intensidade da doença varia de acordo com a carga de trabalho que cada pessoa possui e em suas cobranças internas.

Burnout no Jornalismo

Em 29 de outubro de 2018, a jornalista Izabella Camargo foi demitida da rede Globo após se afastar do seu posto como apresentadora dos programas “Hora 1” e “Bom Dia Brasil”, onde fez o horário da madrugada desde 2014. O motivo, Izabella foi diagnosticada meses antes com a síndrome de Burnout.

Em entrevista para o “Jornal Exame” e para o programa “Mulheres” da Gazeta, a jornalista afirma que seu corpo apresentou os primeiros sintomas do distúrbio em 2016. Além disso, devido ao trabalho de madrugada, seu corpo não estava produzindo serotonina e ela iniciou um tratamento para depressão. Em seguida, veio a insônia e exaustão.

Para manter seu ritmo de trabalho, Izabella tomava remédios para conseguir dormir e depois remédios para ficar acordada. Ela continuou buscando ajuda de médicos e profissionais de saúde, ia ao psicólogo e ao endócrino. Em 2017, começaram as dores de estômago. No ano de 2018, o quadro da doença piorou, nesse período ela teve dores de cabeça e crises de taquicardíaco.

 Izabella Camargo demitida da rede Globo após ser diagnosticada com Síndrome de Burnout Foto: Imagem do H1/ Globo
Izabella Camargo demitida da rede Globo após ser diagnosticada com Síndrome de Burnout Foto: Imagem do H1/ Globo

Izabella atualmente está afastada da televisão e afirmou em sua entrevista que foca em sua recuperação. A jornalista está trabalhando em conjunto com outros jornalistas que sofrem do mesmo distúrbio e com psicólogos em um projeto que visa informar as pessoas a respeito da síndrome e do tratamento, além de dar apoio psicológico a esses profissionais.

Especialistas afirmam que o número de profissões que estão sujeitas à síndrome cresce no país. A tendência é que daqui 10 anos metade da sociedade sofra de Burnout.

Como prevenir e tratar Burnout

De acordo com psicólogos especializados, a Síndrome de Burnout não pode ser evitada, Burnout é uma síndrome decorrente de um meio de trabalho estressante e esses meios não podem ser evitados. Por isso os profissionais da saúde mental não trabalham com prevenção em Burnout mas sim com tratamento.

O diagnóstico da doença deve ser feito por um profissional e exige acompanhamento psicológico durante o tratamento. O diagnóstico baseia-se no histórico profissional do paciente e nas respostas psicométricas a um questionário baseado na Escala Likert.

  Antidepressivos e ansiolíticos são usados no tratamento da Síndrome de Burnout
Antidepressivos e ansiolíticos são usados no tratamento da Síndrome de Burnout

O tratamento é por meio de psicoativos (antidepressivos ou/e ansiolíticos) e acompanhamento psicológico, durante esse processo o profissional deve se afastar do seu âmbito profissional. O período de tratamento dura em torno de três meses, porém o tempo pode variar de acordo com o grau da doença.

De acordo com o Ministério da Saúde, o tratamento psicológico para a Síndrome de Burnout está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Os Centros de Atenção Psicossocial, um dos serviços que compõem o RAPS, são os locais mais indicados.

Portadores de Burnout tem direito a licença médica?

Sim. Pela legislação atual, portadores de Burnout têm direito à licença médica e, em casos considerados graves, até à aposentadoria por invalidez.

Quando desconfiar que uma pessoa está passando por problemas de esgotamento profissional? Quando há um exagero no uso de estimulantes, como café, refrigerante, cigarro, álcool, para permanecer alerta.

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Por Luiza Nascimento – Fala! PUC

1 Comentário

  1. William Mendes de Carvalho
    4 meses ago

    estou lidando com o problema a 3 anos… é muito difícil conviver com ela e com o nosso dia a dia…

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