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II Semana de Jornalismo da FIAM FAAM – confira como foi!

II Semana de Jornalismo da FIAM FAAM – confira como foi!

Por Heloise Pires – Fala!FIAM FAAM

Na última semana, o Fala! marcou presença na II Semana de Jornalismo da FIAM FAAM e traz um resumo das melhores discussões e palestras de cada dia. Confira!

Primeiro Dia

Com uma palestra descontraída, porém um tanto polêmica, a Segunda Semana de Jornalismo do FIAM FAAM começou com os temas de cobertura política e as eleições de 2018.

Mediada pelo professor Eduardo Luiz Correia, a mesa contou com a presença do Redator Chefe de Política da Folha de SP Fábio William, a Redatora Chefe de Política da Revista Veja e o Colunista do Estadão José Paulo Kupfer, que trouxeram com uma visão diferenciada os assuntos sobre o Fake News e o seu peso para as eleições deste ano, a importância da ética jornalística para cobrir as eleições e a polaridade das eleições atuais.

O mais legal foi ouvir os palestrantes afirmarem que sentem inveja dos repórteres que vão cobrir as eleições deste ano, pois os mesmos asseguraram que estas vão ser diferente de tudo o que já se viu. Ambos afirmaram também a impossibilidade quanto ao boicote dessas eleições, comentaram achar boa o fato de agora haver porosidade e fluidez entre as fronteiras do pensamento de direita e de esquerda.

A parte da polêmica se deu quando o mediador abriu para a plateia o direito de fazer perguntas e houve um forte questionamento sobre a imparcialidade dos veículos ali presentes, mas os convidados souberam responder com classe tudo o que foi perguntado.

A palestra agradou a todos e a Semana do Jornalismo começou com o pé direito no Campus Liberdade.

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Segundo Dia

A mesa de debate do segundo dia trouxe como tema “Moda e Jornalismo Feminino”. De uma forma muito desinibida, as convidadas Isabella Otto da revista Capricho e Rafaela Polo da revista Cosmopolitan contaram como é retratar tal temas nas plataformas de mídia.

As jornalistas de comportamento não negaram o fato de que o jornalismo feminino tem passado por algumas dificuldades devido a proporção que as digital influencers e blogueiras tomaram, mas também afirmaram que ambos tem o seu espaço – embora os jornalistas ainda gozem de mais credibilidade no ramo.

Isabella Otto, que é jornalista e blogueira, destaca que hoje em dia o jornalismo feminino não é só de moda, mas precisa debater questões de gênero, de identidade, diversidade nas diferentes plataformas, assim como nas redes sociais.

Rafaela conta que o jornalismo feminino hoje precisa falar com mulheres de todos os perfis e que, na Cosmopolitan, não há diferença da leitora da revista e das redes sociais. “Falamos para mulheres plurais, que são decididas e fortes, que fala quem ela é e gosta de quem quiser.”

Mediadora da mesa, a professora Carla Tôzo ressalta que o movimento feminino é bem importante e traz pontos positivos como a liberação e a independência. “No jornalismo feminino e na moda a mulher pode se expressar, pode se encontrar, e pode se divertir também. Nos dois, existe a beleza e o referencial para onde e como podemos conduzir nossas vidas”, diz.

Terceiro Dia

Com uma mesa mediada pelo professor de mestrado Ivan Paganotti, a terceira noite trouxe a ex-aluna da casa Adriana de Barros, atual jornalista de cultura e repórter da Folha de São Paulo, e Amanda Nogueira, ex-aluna da Faculdade Cásper Libero e atual produtora e colunista do portal UOL.

Em duas horas de palestra, as convidadas abordaram temas recorrentes de suas rotinas como a necessidade de fugir da mesmice e passar a produzir matérias de qualidade. “No cotidiano, a gente tenta fugir da agenda e foca mais em reportagem”, disse Amanda Nogueira. “Já em festivais, vamos abertos para o que acontecer lá. Temos que fazer uma organização prévia planejar a escala, pesquisar os preços dos ingressos e observar as falhas de segurança”, completa ela.

Já Adriana de Barros contou que um dos desafios do jornalista é pensar além do que já se sabe.

“O jornalista tem que sair da bolha em que vive e acabar com os preconceitos. Não existe música de pobre ou de rico, música é música! Tudo é uma expressão, e de alguma forma mostra o momento em que estamos”.

Adriana também foi enfática em sua declaração e afirmou que o papel do jornalista não é fazer o leitor gostar de uma música, e sim, fazer uma reportagem sobre ela, dar a notícia. Amanda concordou e pontuou que não se deve fazer publicidade nas matérias. No fim da palestra, as repórteres deram alguns conselhos para os futuros comunicadores. 

Quarto Dia

A gestão dentro do jornalismo

Na palestra promovida na noite de quinta, foi debatido o tema “Estratégias de gestão dentro no jornalismo” com Fabio Sales (O Estado de São Paulo), Rafael Perantunes (Record TV), Adriana Garcia Martinez (Orbital Mídia) e Ricardo Flores (UOL), e teve como mediadora a professora de mestrado em jornalismo, Juliana Doretto.

Trazendo uma visão ampla sobre várias plataformas, Fabio Sales, designer e editor executivo de arte no Estadão, trouxe a ideia de prática dos veículos de comunicação. “O impresso tem uma dinâmica do veículo em movimento; nele você pode trabalhar a linguagem de uma forma mais delicada, enquanto na televisão, você tem que ser mais conciso.” Já no digital, segundo ele, é necessário estar a um passo da informação para definir como o leitor vai ter acesso a ela.

Para Rafael Perantunes, jornalista formado pela FIAM FAAM e diretor geral da TV Record, as estratégias de gestão no jornalismo são muito importantes, principalmente no mercado competitivo atual, com a concorrência existe e como cada veículo faz uso de técnicas específicas.

Rafael explicou que a Record utiliza – em alguns programas – a linguagem mais informal, ou seja, sai da forma padrão de se fazer jornalismo. Isso faz com que o telespectador tenha mais proximidade com o apresentador sem tirar a credibilidade do programa. “As pessoas preferem essa relação de informalidade e até mesmo da opinião do programa sobre alguns assuntos, desde que não imponha uma verdade sobre elas e sim relate a notícia”, conclui o jornalista.

A jornalista Adriana Garcia Martinez é diretora de Operações do Projor (Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo) e co-fundadora da Orbital Mídia, projeto que incentiva a inovação digital, a criatividade e o empreendedorismo em Jornalismo e Comunicação. Subeditora e gestora de equipe desde os 26 anos, ela considera que a chefia é uma oportunidade de aprender e ensinar. Trabalhou em empresas nacionais e multinacionais como na Agência Reuters, onde atuou por 15 anos. “Lá é que eu tive oportunidade de organizar grandes coberturas, ter uma experiência internacional e gerenciar equipes internas e de freelancers ao redor do Brasil”, comenta.

Adriana falou sobre um dos principais problemas nas redações e os desafios da profissão. “A área de jornalismo é muito despreparada em termos de ferramentas de gestão para ter redações com mais diversidade, que incorporem outras visões de mundo, com uma postura de mais respeito e equilíbrio nas relações pessoais e interpessoais”.

Esses problemas também estão ligados à forte competitividade e aos privilégios das relações não profissionais, pautadas por afinidades e gênero, além da falta de planos de carreira.

Rodrigo Flores, Diretor de Conteúdo do UOL, falou sobre os três pontos que ele considera fundamentais quando se trata de gestão: pessoal, financeiro e de conteúdo.

Para ele, a gestão das pessoas é muito importante, pois são elas que produzem. Portanto é necessário trabalhar para obter o melhor de profissionais que vem de redações diferentes, que pensam de maneiras diferentes e que possuem origens culturais, crenças, perspectivas e motivações individuais.

A gestão de conteúdo está diretamente relacionada ao cenário atual da mídia. “Se antes todo mundo precisava de um site, de uma tevê ou de um jornal para se informar, hoje as pessoas conseguem informações das mais diferentes formas e a gente tem que reinventar o nosso papel”, disse Rodrigo.

O último ponto, sobre a gestão financeira, foca na viabilização de uma operação jornalística que muitas vezes é cara e não tem fontes de financiamento.

Quinto Dia

Cobertura esportiva encerra a semana de palestras

A II Semana de Jornalismo do FIAM-FAAM chegou ao fim discutindo uma das maiores paixões do brasileiro: o futebol.

Com Adalberto Leister Filho, editor de esporte do Portal R7, Fernando Camargo, comentarista da BandSports e Marcel Merguizo, produtor e editor do Esporte Espetacular da Rede Globo, a conversa com os alunos sobre os desafios na cobertura da Copa do Mundo 2018 e as expectativas para a Seleção Brasileira foi longa e prazerosa.

“Será uma experiência muito interessante para nós, repórteres brasileiros. Poderemos contar um pouco sobre os aspectos culturais, sociais e políticos daquele país; não ficar apenas focado na cobertura esportiva, mas também apresentar um pouco das características da Rússia”, afirmou o editor do R7.


#DeixaElaTrabalhar

Sobre a representatividade, respeito e espaço da mulher no cenário esportivo, Merguizo, do Esporte Espetacular, acredita que a presença da mulher é muito menor do que deveria.  “Acho que é um espaço que as mulheres estão conquistando aos poucos, e que já deveriam ter conquistado mais”. Para ele, a batalha pela divisão equilibrada do espaço “é uma briga diária”, mas é uma luta que as mulheres irão ganhar.

Por sua vez, Camargo, comentarista da BandSports, destacou a presença das narradoras esportivas, que, segundo ele, são uma novidade na cobertura, além de “dar espaço para um mercado inexistente”.

Leister Filho acrescentou que na Record existe grande presença de mulheres nas diferentes editorias, principalmente na produção e na redação, mas não no esporte, que ainda carrega um viés machista. Ele ainda admitiu que “se policia para não reproduzir esses preconceitos” e ressaltou que, durante sua atuação como professor de jornalismo, contava com turmas 80% femininas e não consegue entender  porque as mulheres ainda não dominaram o jornalismo esportivo: “as mulheres têm conseguido vitórias, mas admito que ainda há um caminho a ser percorrido”.

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