Seletiva Olímpica da Natação: a definição do Time Brasil para Tóquio
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Seletiva Olímpica da Natação: a definição do Time Brasil para Tóquio

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Disputada entre os dias 19 e 25 de abril, a seletiva brasileira de natação definiu 18 atletas classificados para as Olimpíadas deste ano

natação
Piscina do Parque Aquático Maria Lenk, localizado no Rio de Janeiro. | Foto: Satiro Sodré/SSPRESS/CBDA.

Restando apenas 86 dias para o início dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que tem a sua cerimônia de abertura marcada para o dia 23 de julho, o Brasil já está definindo os seus últimos atletas classificados para o torneio. Realizado no Parque Aquático Maria Lenk, no Rio de Janeiro, a Seletiva Olímpica brasileira da Natação, após 7 dias de competição, classificou mais 18 nadadores para as Olimpíadas, além da baiana Ana Marcela Cunha que já estava garantida na prova da Maratona Aquática de 10 km. Agora, são 208 brasileiros com o lugar assegurado no Japão, em busca de bater o recorde de 19 medalhas conquistadas no Rio em 2016.

Destaques positivos e negativos da Seletiva de Natação

Guilherme Costa
O nadador carioca Guilherme Costa, atleta do Minas Tênis Clube e classificado para 3 provas em Tóquio. | Foto: Satiro Sodré/SSPRESS/CBDA/Direitos Reservados.

Como o Brasil adota o Índice A para os seus atletas, uma marca mais forte porém que dá direito a duas vagas por prova na natação, a Seletiva Olímpica foi muito equilibrada, com diversos nadadores fazendo os seus melhores números da carreira. O grande destaque positivo foi o jovem Guilherme Costa, o “Cachorrão”, que alcançou o índice em três provas diferentes. Nos 400m livre, Guilherme bateu 3:45.85, resultado que lhe rendeu o recorde sul-americano. Nos 800 e 1500m livre, ele também fez o melhor tempo (7:50.41 e 14:59.21, respectivamente), mas dessa vez sem alcançar os seus próprios recordes. O carioca ainda desistiu de disputar o Pré-Olímpico da Maratona Aquática, que será realizado em Portugal no mês de junho, para focar na preparação das suas provas na piscina.

Outros nadadores também tiveram destaque nesses 7 dias de disputa. Nos 100m peito, Felipe Lima garantiu sua vaga no seu 2º Jogos Olímpicos, aos 36 anos de idade. No nado costas, Guilherme Basseto e Guilherme Guido alcançaram o índice nos 100m, enquanto o surpreendente Matheus Gonche fincou o seu lugar nos 100m borboleta. Fernando Scheffer e Breno Correia foram os mais rápidos nos 200m livre e também vão a Tóquio. Caio Pumputis e Vinícius Lanza bateram o índice nos 200m medley, Leonardo de Deus nos 200m borboleta e Pedro Spajari e Gabriel Santos nos 100m livre. Entre as mulheres, apenas a paulista Beatriz Dizotti e a gaúcha Betina Lorscheitter conseguiram se classificar às Olimpíadas na prova de 1500m livre (além de Ana Marcela Cunha que já estava garantida na Maratona Aquática de 10 km).

Porém, o torneio não foi marcado apenas por sucessos. No 1º dia, Brandonn Almeida não conseguiu alcançar a marca de 04:15.84 nos 400m medley, tempo esse que ele já havia nadado abaixo em várias outras oportunidades na carreira. Etiene Medeiros foi a grande decepção entre as mulheres, ficando de fora nas provas de 100m costas, 50 e 100m livre, modalidades essas onde ela esteve classificada nas Olimpíadas do Rio em 2016. A mineira Larissa Oliveira ficou apenas um centésimo atrás do índice olímpico nos 100m livre, enquanto o capixaba João Gomes Júnior não alcançou a marca de 59.93 nos 100m peito, prova essa que foi 5º colocado no último Jogos Olímpicos. Por fim, Bruno Fratus foi o único classificado nos 50m livre (com o tempo de 21.80 feito nos Estados Unidos), já que nem Pedro Spajari nem Victor Alcará conseguiram alcançar a marca desejada de 22.01.

Polêmico doping de André Calvelo

André Calvelo
O nadador André Calvelo, de apenas 20 anos (Foto: Satiro Sodré/SSPRESS/CBDA

Uma notícia lamentável também marcou a Seletiva Olímpica do Brasil. Na última sexta-feira, foi comunicado que a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) identificou o uso de anabolizante injetável em um exame antidoping surpresa do nadador André Calvelo, de apenas 20 anos. O atleta poderá pegar até quatro anos de suspensão caso seja comprovado o uso intencional da substância drostanolona, altamente proibida pela Agência Mundial Antidopagem (Wada). O ex-lutador multicampeão Anderson Silva também foi pego usando a mesma substância em 2015.

Quando foi noticiado o resultado do exame, André já havia nadado a prova dos 100m livre da seletiva, tendo conquistado inclusive uma das vagas (ao lado de Pedro Spajari) em Tóquio e seu lugar no revezamento 4x100m livre masculino. Após o ocorrido, Calvelo foi suspenso temporariamente e o paulista Gabriel Santos (9º colocado nas eliminatórias) teve mais uma chance de alcançar o índice olímpico. E obteve sucesso, alcançando a marca de 48.49. Porém, o Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) contestou a nova tomada de tempo dada a Gabriel, alegando que o nadador Felipe Ribeiro, 5º colocado na final dos 100m livre, deveria ficar com a última vaga no revezamento 4x100m. André Calvelo terá que correr para provar sua inocência, já que processos desse tipo costumam durar de 6 a 8 meses, o que faria com que o atleta perdesse os Jogos Olímpicos em julho.

Revezamentos femininos e revezamento 4x100m medley misto

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Equipe feminina de natação do revezamento 4x100m livre. | Foto: Satiro Sodré/SSPRESS/CBDA.

Além dos 19 atletas já classificados aos Jogos Olímpicos de Tóquio, outras nadadoras estão aguardando a definição mundial das últimas vagas nos revezamentos femininos. No 4x100m livre, Ana Vieira, Etiene Medeiros, Larissa Oliveira e Stephanie Balduccini, de apenas 16 anos, formaram o time do Brasil e fizeram uma tomada de tempo na marca de 3.38.59 minutos, 2º lugar na disputa pela vaga, no momento. Nos 4x200m livre, as brasileiras também estão na segunda colocação, com o tempo de 8:00.92. Lembrando que 4 equipes são chamadas pela Fina (Federação Internacional de Natação) para se juntar aos outros 12 países já classificados.

Porém, nos 4x100m medley a situação é bem mais difícil, já que o Brasil se encontra na 7ª colocação e depende da desistência de outros países. Por fim, no 4x100m medley misto, Felipe Lima, Giovanna Diamante, Guilherme Basseto e Larissa Oliveira bateram o recorde sul-americano com 3.45.51 minutos, asseguram o 3º lugar na disputa pela vaga. O limite para os países obterem as marcas é no dia 31 de maio.


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Por Victor Fardin – Fala! PUC-SP

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