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Saiba Tudo que Rolou no Festival Path!

Saiba Tudo que Rolou no Festival Path!

No último fim de semana o bairro de Pinheiros, em São Paulo, foi palco de palestras, shows, filmes, exposições, feirinha gastronômica e e outras coisas mais, durante a quarta edição do Festival Path. O Fala! esteve lá e te conta agora como foi essa experiência.

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Foto: Debora Pizolito.

 

O Festival Path é realizado anualmente e oferece inovação, criatividade e inspiração para o público. As atrações ocorrem ao mesmo tempo em diversos espaços que podem ser percorridos a pé, formando assim a “Cidade Path”. O mais legal – e desafiador – é que você mesmo monta sua agenda!

Dentre tantos painéis, no sábado (14) fomos conferir logo de manhã, no Instituto Tomie Ohtake, uma palestra sobre transição de vida com Andy de Santis, Lella Sá, Paula Scramin e Dan España. Saímos de lá transformados ao ouvir palavras de incentivo e histórias de vida desafiadoras.
Cada vez mais as pessoas parecem estar insatisfeitas onde estão, e nesse bate-papo os palestrantes compartilharam suas experiências com um público de diferentes idades, mostrando que é possível ir atrás daquilo que nos faz feliz e, além disso, aproveitar a jornada.

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Foto: Marília Campos.

 

Após essa palestra, fomos ouvir os fotógrafos César Ovalle (@cesinha), Marcelo Nava (@marcelonava), Rafaela João (@instarefa) e o advogado e escritor Pedro Henrique, dono da conta Um Cartão (@umcartão), com o tema Instagram e o mundo dos negócios. Um bate-papo descontraído que deu um panorama geral de como a plataforma influencia as pessoas nos dias de hoje.

Os palestrantes afirmaram que após as atualizações da rede, o Instagram não condiz com a proposta do início. O aumento de publicidade e de fotos patrocinadas degrada o feed da rede e diminui a interação com os seguidores. Contudo, é uma ferramenta extremamente em alta e que é utilizada como trabalho por eles mesmos.

Segundo o fotógrafo César Ovalle, você tem que ter credibilidade com os seus seguidores, porque eles sabem quem você é. Completou dizendo que busca fazer uma publicidade implícita, somente veicula sua imagem com produtos que realmente acredita. Hoje, @cesinha tem 390 mil seguidores no Instagram e é um influenciador digital.

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Foto: Marília Campos.

 

Na hora do almoço, fomos dar uma volta pela Praças dos Omaguás e conferir o show da banda Kick Bucket. O ambiente estava cheio e em volta haviam vários food trucks para todos os tipos de gostos.

Foto: Marília Campos.

 

Às 14 horas, optamos por assistir o painel “O futuro é feminino ou a inovação é diversa?” com Deb Xavier, fundadora da empresa Jogo de Damas, Diana Assennato, jornalista e mestre em Mídias Sociais e Fernanda Obregon, que atua na área de pesquisa e inovação há 9 anos.

Foi discutido o papel da mulher com o trabalho, a economia e a área tecnológica nos dias de hoje – que, infelizmente, ainda é muito machista.

Segundo Fernanda Obregon, estamos saindo da era da informação para a da transformação. Toda tensão gera uma inovação; e essa inovação vem com as mulheres. Estamos caminhando, mas ainda falta muito para a diversidade, a representatividade e a inclusão serem de fato reais e palpáveis.

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Foto: Debora Pizolito.

 

Logo depois dessa palestra, fomos conferir um bate-papo com Marcelo Rocha, mais conhecido como o Dj Bola, sobre a quebra das barreiras sociais através da cultura Hip Hop. Foi uma conversa bem bacana, onde pudemos conhecer “A Banca”, uma produtora social cultural que tem como objetivo romper barreiras, ao oferecer empoderamento e inclusão para jovens em situação de vulnerabilidade social.

A instituição nasceu devido a necessidade de mudança que precisava ocorrer no Jd. Ângela – o distrito foi considerado o mais violento do mundo nos anos 90. A Banca já produziu mais de 80 eventos de Hip Hop que dialoga com a população e transforma vidas. Eles realizam também um trabalho de ‘intercâmbio cultural’ nas escolas públicas e particulares de São Paulo. O objetivo é desmitificar e quebrar paradigmas que são estabelecidos entre quem mora na periferia e quem mora na cidade.

A cultura Hip Hop é a forma social mais positiva de mudar de vidas. Para conhecer mais sobre a produtora, acesse o site AQUI.

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Foto: Marília Campos.

 

A última palestra do dia foi na FNAC e ficou por conta de Cínthia Rodrigues, do projeto ‘Quero na escola’, Shopia Noronha, militante e que esse ano lançou seu longa-metragem “Porque você quer fechar minha escola?” e Bruno Bissoli, do projeto ‘Pé na Escola’. O painel foi sobre “O que as ocupações das escolas tem para nos ensinar”. Um bate-papo e tanto, fundamental para tentar entender o movimento social-político e a construção de novas narrativas dos jovens nos dias de hoje.

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Foto: Marília Campos.

 

Ao final da tarde, fomos no Happy Hour do Rooftop 5, onde estava acontecendo o show da banda Versos Que Compomos Na Estrada. O clima estava descontraído e agradável.

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Foto: Marília Campos.

 

No domingo (15), segundo dia de Festival, acompanhamos a primeira palestra com os meninos do SP Invisível. O fotógrafo André Soler e o estudante de Jornalismo, Vinícius Lima,  apresentaram o movimento que começou há dois anos e discutiram sobre a São Paulo que nos torna invisíveis. O trabalho deles é de conscientizar o público sobre as invisibilidades do dia a dia, através de retratos e histórias de moradores de rua.

Em seguida, assistimos a discussão sobre desigualdade de gênero, com Guilherme Valadares, do Papo de Homem, Amanda Lemos, da ONU Mulheres, Túlio Custódio, Sociólogo e criador do site Pitacodemia e Stephanie Ribeiro, ativista feminista negra e escritora.
Uma conversa essencial para compreender a estrutura da sociedade machista em que vivemos, além de um panorama geral sobre desigualdade racial e social – que está intimamente ligada à questão de gênero.

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Foto: Debora Pizolito.

 

Aproveitando a temática, mais tarde fomos para o painel sobre a revolução feminista na internet, onde foi discutido a importância dessa recente onda de conscientização das mulheres. Maíra Liguori, diretora da ONG Think Olga, Monique Evelle, do projeto Desabafo Social e Semayat Oliveira, cofundadora do coletivo Nós, Mulheres da Periferia, dissertaram sobre a campanha #primeiroassédio e Chega de Fiu Fiu, que fazem sucesso nas redes sociais ao relatar e tentar combater histórias de assédios sexuais. Este novo estilo de narrativa está mudando a relação das mulheres com o mundo e o olhar sobre o próximo. Segundo as palestrantes, esse movimento é o início de uma revolução online que pode passar para o mundo offline.

O último debate foi sobre as novas plataformas de esporte, por elas e para elas, novamente com participação de Maíra Liguori, da ONG Think Olga, Vanessa Prando, do grupo Longarina, e liderado pela jornalista Priscila Braga.
Foi apresentada a ideia de um novo aplicativo para mulheres que querem praticar esportes. O Move Olga surgiu do Olga Esporte Clube, uma plataforma que tem como objetivo incentivar o exercício individual ou em grupo.
O Longarina também é um grupo feminino, que surgiu da falta de mulheres no surf, e as levam à prática coletiva. Ambos os movimentos visam o empoderamento feminino através do esporte.

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Foto: Marília Campos.

 

Encerramos o dia na praça Professor Resende Puech com o som da Banda Baleia!

Confira abaixo algumas fotos dos dois dias de evento:

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Foto: Marília Campos.

 

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Foto: Marília Campos.

 

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Foto: Debora Pizolito.

 

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Foto: Marília Campos.

 

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Foto: Marília Campos.

 

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Foto: Marília Campos.

 

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Foto: Marília Campos.

 

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Foto: Debora Pizolito.

 

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Foto: Debora Pizolito.

 

Por: Debora Pizolito e Marília Campos – Fala! Anhembi

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