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Saiba mais sobre o que aconteceu na 20ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo

Saiba mais sobre o que aconteceu na 20ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo

No último domingo (29) ocorreu na Avenida Paulista a 20ª Parada LGBT de São Paulo, considerada em 2006 como a maior do mundo e atraindo pessoas de todos os lugares, com todas as sexualidades, gêneros, identidades  e fantasias possíveis.

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Foto: Francisco Cepeda/AgNews.

 

Organizada pela Associação da Parada do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros de São Paulo (APOGLBT), a edição deste ano defendia o tema “Lei de Identidade de Gênero Já! Todas as pessoas contra a transfobia,” e contava com 17 trios elétricos desfilando pela avenida, todos possuindo um grande T – em defesa das travestis, transexuais e transgêneros, que ainda hoje são invisibilizados fora e dentro da própria comunidade LGBT. Surpreendentemente, o prefeito Fernando Haddad assinou um decreto que colocou o acontecimento anual no calendário oficial do município.

O evento começou às 10 da manhã em frente ao MASP, e já ao meio-dia possuía uma movimentação grande com a festa apenas começando, digna de qualquer versão do famoso carnaval da cidade, porém, com um diferencial: este buscava também a igualdade de direitos e luta contra a discriminação. Os festeiros seguiam os trios elétricos, que tocavam desde pop até música eletrônica, e os que protestavam carregavam principalmente placas de “Fora Temer” e “Amar sem Temer,” que iam contra a posse do presidente interino Michel Temer.

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Foto: Raul Alves/HaruPhotoClub.

 

Muitos outros também falavam e protestavam sobre a menina de 16 anos, que foi estuprada por 30 homens no Rio de Janeiro. O evento agradava tanto quem procurava uma boa música, quanto os militantes buscando justiça pelo que acham correto, ou os dois. Todos seguiram o movimento descendo a Rua da Consolação até a Praça Roosevelt, que era o fim da parada, mas que continuou com seus shows até as 22h, com a participação da MC Tati Zaqui e dos DJ’s e das drag queens no vale do Anhangabaú. A organização estima que mais de 2 milhões de pessoas passaram pela parada durante todo o dia.

Além da festança e dos movimentos sociais, algumas atrações chamaram o público em peso para o evento deste ano. Houveram gravações da segunda temporada da série Sense8, exibida pelo Netflix, onde os atores gravaram diversas cenas em cima de um dos trios elétricos. Também houve a polêmica participação da modelo transexual Viviany Beleboni, que na última edição desfilou crucificada e causou a revolta de muitos religiosos, e que desta vez foi com uma armadura e uma balança douradas, representando a justiça, além de estar segurando também um grande livro preto escrito “Bancada Evangélica – Retrocesso” em letras garrafais, com uma cruz ensanguentada no meio. O figurino desse ano, segundo ela em entrevista à TV UOL, representa “a lei de identidade de gênero já, que é justiça já, pra ontem”. Além destas, várias pessoas de influência na comunidade LGBT, como youtubers e modelos, marcaram presença.

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Foto: Caio Kenji/G1.

 

MAS AFINAL, O QUE É A LEI DE IDENTIDADE DE GÊNERO?

A Lei de Identidade de Gênero, também chamada de Lei João W Nery – em homenagem ao primeiro homem trans operado do Brasil – é ainda um Projeto de Lei de número 5002/13 dos deputadors Jean Wyllys e Erika Kokay, que concede uma série de direitos às pessoas trans, como o de utilizar seu nome social sem precisar de autorização judicial.

A proposta obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) e os planos de saúde a custear tratamentos hormonais integrais e cirurgias de mudança de sexo a todos os interessados maiores de 18 anos, aos quais não será exigido nenhum tipo de diagnóstico, tratamento ou autorização judicial.

Há quem diga que poderia ser algo perigoso, pois poderia causar problemas com pessoas que não tem certeza sobre o que querem. Por outro lado, é um passo para facilitar a vida de pessoas trans que sofrem diariamente para serem reconhecidos como quem realmente são. É justamente por isso que muitas delas comparecem na parada LGBT – para defender seus direitos e pontos de vista. É algo que ainda precisa ser muito discutido para entrar em vigor, e você pode ler o projeto de lei Clicando Aqui para tirar suas próprias conclusões.

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Foto: Andre Penner/AP.

 

Carolina Campos – Fala!MACK

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