Rosácea: Entenda o que é, o que causa e como pode ser tratada
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Rosácea: Entenda o que é, o que causa e como pode ser tratada

Rosácea: Entenda o que é, o que causa e como pode ser tratada

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Para muitos, o rosto é o fator central de uma autoestima, pois é nosso cartão de visitas. Por isso, compreendemos que qualquer coisa em nossa face pode nos causar um desconforto gigantesco. Alguns problemas são facilmente tratáveis, como cravos e pequenas espinhas, outros são permanentes. A rosácea, por exemplo, é um desses problemas que nunca somem, mas podem ser minimizados. A seguir, saiba tudo a respeito dessa doença, desde suas causas até seu tratamento.

rosácea
Entenda o que é a rosácea e como ela pode ser tratada. | Foto: Reprodução.

O que é rosácea?

A rosácea é uma inflamação crônica na pele do rosto, associada a uma alteração vascular, que se manifesta como uma vermelhidão comum na área central do rosto (bochechas, nariz, queixo), também conhecida como eritema facial.

Predominante em mulheres de pele clara e olhos claros, e acima de 30 anos, a doença possui uma conexão genética, ou seja, pessoas com um histórico de rosáceas em sua família estão predispostas à doença. Porém, a doença não possui uma causa comprovada, o que dificulta a prevenção do problema.

O quadro inflamatório pode se agravar com o tempo, o que leva a ocorrer mudanças na pele permanentes. Outro detalhe é que a doença tem variações, podendo ocorrer até mesmo nos olhos.

Quais os tipos de rosácea?

A doença possui mais de uma forma de se apresentar, mais precisamente, 5 subtipos de rosácea, que são:

  • Eritemato telangectasia – a pele do rosto adquire um tom avermelhado ou rosado, com diminutos vasos evidentes, principalmente no centro da face e próximo às bordas do nariz. Quem possui esse subtipo de rosácea pode ter a sensação de queimação ou formigamento da pele, por isso não é indicado cremes abrasivos ou ácidos, que comprometeriam a integridade da pele.
  • Rosácea pápula pustulosa – neste caso, além da vermelhidão existente na pele, pequenas espinhas podem surgir (as chamadas lesões pápula-pustulosas). Esse subtipo é comum entre homens e durante muito tempo foi chamada de acne rosácea (pela semelhança com outro problema de pele muito conhecido).
  • Rosácea ocular – neste subtipo, a doença se manifesta na região dos olhos. A região em específica fica vermelha e ocorre uma descamação próxima aos cílios. Se o quadro se agravar, a pessoa que sofre com essa inflamação pode perder a visão.
  • Rosácea fimatosa – este subtipo seria a última fase de uma rosácea. A pele se torna mais espessa e avermelhada, além dos poros que, neste estágio, encontram-se extremante dilatados, o que provoca o aumento de infiltrações nas glândulas sebáceas (mais especificamente na área do nariz), caracterizando um aumento nessa área. É comum em homens acima de 50 anos.
  • Granulomatosa – o substituto mais raro é a granulomatosa, que é caracterizada pelo surgimento de módulos na pele, não somente da face, mas em outros lugares do corpo também. Seu diagnóstico é o mais complicado e requer uma maior investigação por parte dos dermatologistas.

O que pode causar a doença?

Como foi dito anteriormente, a rosácea não possui uma causa comprovada, porém, existem gatilhos que podem desencadear ou até mesmo agravar a inflamação, como, por exemplo, banhos quentes, bebidas ou alimentos quentes, álcool, alimentos picantes, altas temperaturas, exposição ao sol, medicamentos vasodilatadores, estresse, exercícios, entre outros.

Além disso, o histórico da doença na família, fototipo baixo, histórico de acne, fator idade (pessoas acima de 30 e 50 anos são mais suscetíveis à doença) e o fator gênero (a inflamação ocorre na grande maioria das vezes em mulheres) são detalhes para se considerar para o surgimento da doença.

Quais os sintomas da inflamação?

Os sintomas podem se manifestar em diversos graus e os mais perceptíveis são a vermelhidão da face, pequenos nódulos semelhantes à acne, pálpebras avermelhadas e, até mesmo, inchaço no nariz. Outro detalhe que podemos notar é o surgimento de pequenos vasos sanguíneos no nariz e nas bochechas, as chamadas telangectasias.

Em todo caso, os sintomas são perceptíveis a olho nu e não são necessários diversos exames para a conclusão da inflamação, basta apenas um exame físico para que o dermatologista dê o veredito.

Qual o tratamento?

O melhor tratamento será aquele indicado por um especialista, mais especificamente um dermatologista, pois só ele saberá quais cuidados e remédios se encaixarão ao seu subtipo de rosácea e ao grau em que a inflamação se encontra em sua pele.

Porém, alguns podem ser adiantados, como as mudanças em seus hábitos, como, por exemplo, o corte de bebidas alcoólicas ou a diminuição da exposição solar. Outra indicação é o uso de um sabonete suave para lavar o rosto, a hidratação com um creme próprio para peles sensíveis, além do uso frequente do protetor solar.

O dermatologista também pode indicar o uso de alguns remédios emproastes tópicos para o tratamento, que focam na diminuição da inflamação cutânea. Em outros casos, cirurgias de correção e lasers também podem ser indicados para a melhora da vermelhidão causada pela doença. Nos casos da rosácea ocular, o oftalmologista pode indicar o uso de alguns colírios antibióticos para combater a inflamação.

A rosácea não possui cura, por isso, o tratamento irá apenas melhorar o aspecto da pele e diminuir o processo inflamatório que ocorre nela. Além disso, vale lembrar que tratamentos caseiros não possuem eficácia alguma e, em alguns casos, podem agravar a doença. Por isso, ao perceber os sintomas da rosácea, procure um dermatologista (ou oftalmologista para o caso da rosácea ocular) para que ele faça o diagnóstico e indique o melhor tratamento para o seu caso.

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Por Luiza Nascimento Lopes – Fala! PUC

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