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Resenha: Venom

Por Vinicius Santos – Fala!Cásper

 


Com o sucesso do universo cinematográfico da Marvel e do, no mínimo questionável, universo da DC, a Sony decidiu entrar na jogada para tentar abocanhar um pouco do dinheiro, e para isso eles lançam Venom.

O enredo do filme gira em torno de Eddie Brock (Tom Hardy), um repórter investigativo que mora em São Francisco. Lá ele possui seu próprio programa em uma emissora local, até que quando é escalado para entrevistar Carlton Drake (Riz Ahmed), criador da Fundação Vida, que investia muito em viagens espaciais visando encontrar possíveis usos medicinais para a humanidade. Após acessar os documentos enviados para sua namorada Anne Weying (Michelle Williams), advogada que trabalha para a fundação, ele descobre que experimentos ilegais eram realizados nos laboratórios. Após tentar denunciar isto, Brock é demitido. Seis meses se passam e uma doutora que trabalha para a Fundação procura Brock para que ele divulgue a informação que a Fundação Vida estaria usando Simbiontes alienígenas em humanos.

O ponto mais negativo do filme é não decidir-se qual tom irá seguir. O início do filme traz consigo todo um ar de um ficção científica misturado com terror, mas logo em seguida esse clima é descartado e dá espaço para o clássico tom descontraído de filmes de super-herói, só que não da maneira correta, deixando sempre a sensação de que algo está fora do lugar.

As atuações são mornas e nada memoráveis, o casal protagonista não possui química alguma, fazendo as cenas em que eles interagem parecerem muito mais forçadas do que seria aceitável. Hardy tenta segurar como pode mas não impressiona, entregando um personagem estranho e raso, digno de ser comparado a algumas das pérolas de Nicolas Cage em seus piores filmes. Entretanto, a relação Eddie/Venom é uma das poucas, senão a única coisa do filme que se salva: a relação deles é algo orgânico e, provavelmente, não intencionalmente romântico, mas mesmo assim continua sendo algo no mínimo engraçado. O vilão em momento algum demonstra ser digno de medo (ou até mesmo respeito), e a atuação monocrática de Riz piora ainda mais isso.

As cenas de ação do filme são boas mas, por causa da censura 12 anos, o potencial gore que algumas cenas tinham foi perdido, em nome da manutenção da classificação indicativa do filme. Caso exista uma continuação, apostar em uma classificação para maiores seja a melhor opção.

Venom é um filme caça-níqueis, sem se preocupar com a qualidade do produto e visando somente ganhar uns trocados com o universo do aranha que eles ainda possuem. Em um ano recheado de ótimos filmes de heróis, até agora, Venom é de longe o pior deles.

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