Menu & Busca
Resenha da HQ: Repeteco (Seconds)

Resenha da HQ: Repeteco (Seconds)


Paulo Raposo – Fala!FIAM FAAM

Sejamos francos, quem nunca desejou voltar no tempo e corrigir qualquer ação ou coisinha mínima que seja? Independente da gravidade do ato ou de quem o atingiu, isso é algo que certamente todos já quiseram fazer – e talvez muitos ainda queiram conseguir algo assim. Repeteco (ou Seconds, no Original), tem justamente essa vontade de como foco, mas de uma maneira mais lúdica e até bem-humorada.

A sinopse: “A vida de Katie vai muito bem. Ela é uma chef talentosa, dona de um restaurante de sucesso e com grandes planos para a vida. De repente, em um único dia ela perde uma grande chance de negócios, sua paquera com um jovem chef azeda, sua melhor garçonete se machuca e um ex-namorado charmoso aparece para complicar ainda mais a situação. Quando tudo parece perdido e Katie já não enxerga mais uma solução, uma misteriosa garota aparece no meio da noite com a receita perfeita para uma segunda chance. E assim, Katie ganha um repeteco na vida e precisará lidar com as consequências de suas melhores intenções. ”

Vamos lá, do começo. Posso dizer que, desde quando essa HQ foi anunciada lá fora, eu fiquei eufórico, para dizer o mínimo. Mais do que ansioso, eu estava empolgado, queria ver o que o autor de Scott Pilgrim teria para mostrar aos leitores com essa nova obra, até pela sinopse que haviam divulgado na época.

Depois que a HQ saiu lá fora, tive que esperar dois anos até que saísse aqui (pela Cia das Letras, pelo selo Cia dos Quadrinhos) e eu a tivesse em mãos e, só agora, consigo realmente sentar e escrever o que penso; porque, sinceramente, essa foi uma obra que conseguiu atingir o que eu esperava. Ponto (sim, irei explicar melhor, mas para quem deseja objetivismo, está aqui). Não que ela seja O NOVO Scott Pilgrim – isso é, ao meu ver, impossível: Scott Pilgrim é uma daquelas obras que não dá para copiar e nem para comparar, porque tudo ali é surreal e único demais. É uma das obras que surgem de tempos em tempos -, mas mesmo na impossibilidade tivemos algo cativante e que, de certo modo, passa uma lição legal.

Posso dizer que a Katie é uma das personagens mais divertidas que já tive o prazer de acompanhar. Ela é, na falta de palavra melhor, espontânea e uma típica mulher forte; com ela não tem tempo ruim, ou será que tem?

Ela é uma personagem que o roteiro consegue trabalhar bem e nos fazer ver que, em vários momentos, não havia necessidade de ela apelar para o método oferecido, afinal as consequências precisam ser encaradas, mas ainda assim ela usa e abusa disso, gerando situações bem divertidas para quem lê.

Juntamente com ela temos todo um elenco de personagens bem interessantes, contudo muitos são aproveitados de modo bem simplista. Isso torna complicado a compreensão de certos pontos, como o rolo entre ela e o Max que é explicado de uma forma meio jogada; todavia, há alguns personagens que geram uma química bem legal e, de quebra, geram uma explicação para a dádiva que a Katie ganha. Temos a Lizi, que é o espírito do lar e a Hazel, que é a personagem com forte crença nas lendas antigas que envolvem essas criaturas que cuidam da moradia. Ambas são bem trabalhadas dentro do que a história possibilita.

Quer se tornar um colaborar e escrever para o fala?
Saiba como

0 Comentários

Tags mais acessadas