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Resenha: O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos

O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos é mais um filme na lista de conto de fadas live-action da Disney, que tendem a seguir o modelo que consagrou as criações “mágicas” do estúdio: um par romântico tão ingênuo quanto açucarado, belíssimos cenários e figurinos criados com inspiração rococó, e trilha sonora fundada nos maiores clássicos da música erudita ocidental. Mas diferente de A Bela e Fera, em 2017, e Cinderela, em 2015, não há uma versão animada de O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos para compararmos com o filme live-action. Ainda bem, já que as expectativas devem ser mais baixas por isso.
Clara (Mackenzie Foy), é mais uma daquelas jovens espertas, independentes e um tanto rasas, figurinha repetida nesses filmes infantis das últimas décadas. No início do filme, Clara perde a única chave mágica capaz de abrir um presente de valor incalculável dado por seu padrinho, Drosselmeyer (Morgan Freeman). Safa na solução de problemas, ela decide então iniciar uma jornada de resgate que a leva pelo Reino dos Doces, o Reino das Neves, o Reino das Flores e o sinistro Quarto Reino.

O filme parece se esforçar bastante para emocionar o público, mas é justamente aí que está seu maior problema: tudo em Quebra-Nozes parece calculado demais, mecanizado demais, como que nivelado por baixo para agradar o mundo inteiro. Não que isso seja em si um problema, mas mesmo as conquistas do filme, como o casting encomendado para aderir a bandeira da “diversidade”, parece antes uma estratégia de marketing do que uma intenção sincera no artesanato do universo do filme – e não pense que há algo mais importante em um filme assim que seu universo imaginado. Mas nem tudo está perdido: o fime se justifica nas belíssimas sequências de balé, os únicos momentos de vida num universo tão mágico que se tornou inorgânico.

 

 

 

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