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Resenha: Perdidos no Espaço

Resenha: Perdidos no Espaço

Por Vinicius Santos – Fala!Cásper

American way of life até no espaço  

A nova produção de ficção científica da Netflix, Perdidos no Espaço, traz uma versão reformulada do seriado original criado por Irwin Allen e exibida entre os anos de 1965 a 1968. A série contava a história da família Robinson que, juntamente do major Don West, são selecionados para viajar pelo espaço até outro planeta chamado Alpha Centauri e ali estabelecer uma colônia para que outras pessoas vivessem la, visto que a terra estava sofrendo com a superpopulação. Porém, devido a uma sabotagem na nave deles feita pelo espião Dr. Smith, eles se perdem no caminho junto com o vilão que estava na nave; já na versão da Netflix, a terra está sofrendo graves problemas, dificultando a vida dos seres humanos e, em decorrência disso, cientistas criam tecnologias capazes de levarem pessoas(só as que passarem em determinadas provas) para um novo planeta.

A versão da Netflix desenvolvida por Zack Estrin, Matt Sazama e Burk Sharpless aposta em uma remodelagem no tom da série. Enquanto o original tinha um tom mais voltado para a comédia(que assemelhava-se muito aos Jetsons), esta nova versão tem um tom mais soturno – perceptível no visual dos trajes espaciais da família, que não são fantasiosos como antigamente, mas possuem um tom mais voltado para as ficções científicas modernas como Interstellar; e o visual mais tecnológico do robô ao invés de algo simples como antigamente-, que caiu como uma luva no remake, atualizando de maneira eficaz o estilo visual da série.

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E por falar no visual da série, uma das coisas que poderiam dar errado na produção eram os efeitos visuais, visto que para fazer todos os cenários de um planeta alienígena sem que ficassem toscos ou gravar longas cenas externas seria necessário um bom investimento e, felizmente, a Netflix possuía dinheiro suficiente para fazê-lo. A série tem várias cenas externas cujo visual do planeta ganha destaque mostrando detalhes daquele mundo. O CGI da série não fica atrás e é muito bem feito (o robô é muito bem detalhado) sendo melhor do que o de alguns filmes recentes (Superman e seu bigode que o digam).

Comparação da versão atual(esquerda), com a antiga(direita) do robô

Uma das atualizações dessa nova versão da série está relacionada aos personagens principais. O patriarca John Robinson (interpretado por Toby Stephens) é um militar e pai ausente ao invés de professor nesta versão, e o vilão Dr. Smith, que na versão original era interpretado por Jonathan Harris, agora é interpretado pela atriz Parker Posey, O antes major Don West, nesta versão é um mecânico e eventual alívio cômico na série.

Outro ponto também é a valorização das personagens femininas na série, que têm um grande destaque na série e são responsáveis por grandes feitos na mesma. A matriarca Maureen é uma engenheira e a líder do grupo junto de John, Judy (interpretada por Taylor Russell), a filha mais velha é uma jovem médica e Penny ( interpretada por Mina Sundwall) a filha do meio, apesar do jeito rebelde, é preocupada com todos e demonstra sua utilidade de diversas formas no decorrer da série.

 Elenco original da série Perdidos no Espaço

Ainda em relação ao núcleo da família, uma coisa interessante é que eles não são perfeitos (pode parecer óbvio, mas é algo bom de ressaltar): John e Maureen estão a beira do divórcio, as irmãs estão sempre em pé de guerra e Will (interpretado por Maxwell Jenkins) sente que é o mais excluído da relação familiar, além do fato de John ser um pai ausente.

Mais uma novidade é que a família não está sozinha, além do clássico robô que acompanha o jovem Will, eles também estão na companhia de outros sobreviventes que  também caíram no planeta devido a um acidente no caminho para Alpha Centauri (a ideia de que apenas uma família pudesse colonizar um planeta, como era na série original, não parece muito ser a melhor das ideias hoje em dia).

Perdidos no Espaço ganhou uma nova cara, bem mais atualizada, conquistando o público que nunca nem tinha ouvido falar na versão original (para aqueles que quiserem ir atrás, lembrem-se de levar em conta as limitações da época em que ela foi produzida). A primeira temporada já está disponível no portal da Netflix que possui 10 episódios e é um ótimo programa de final de semana para quem procura alguma novidade no gênero sci-fi.

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