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Resenha: O Predador

Foto/ divulgação
O Predador já começou gerando uma certa polêmica no primeiro trailer que não agradou ninguém. Anunciado como um remake do filme de 1987, e que se tornou um grande filme dos anos 80, o longa não acrescentou em nada ao Já existente – e antigo filme – até aos fanáticos pela franquia não se empolgaram ao ver um monte de imagens genéricas que pareciam recortes dos filmes anteriores. Mesmo com tantas tecnologias disponíveis.

O Predador começa com uma perseguição entre naves alienígenas trazendo à Terra um novo predador, que acaba sendo capturado por humanos. Antes disso, ele tem seu capacete e bracelete roubados por Quinn McKenna (Boyd Holbrook), um atirador de elite que estava em missão no local onde a nave caiu. A bióloga Casey Brackett (Olivia Munn) é então chamada para examinar o ser recém-descoberto, mas ele logo consegue escapar do laboratório em que é mantido cativeiro. Ao tentar recapturá-lo, Casey encontra McKenna, que está em um ônibus repleto de ex-militares com problemas. Juntos, eles buscam um meio de sobreviver e, ao mesmo tempo, proteger o pequeno Rory (Jacob Tremblay), filho de McKenna, que está com os artefatos alienígenas pegos pelo pai.

Foto: Divulgação
Contando com o comando do diretor/ator/roteirista Shane Black, que ficou famoso por escrever o roteiro do primeiro Máquina Mortífera e dirigir os excelentes filmes Beijos e Tiros, de 2005 e Dois Caras Legais, mas que dessa vez se mostrou absolutamente inapto para isso, o elenco têm atuações quase amadoras, e os personagens não possuem uma profundidade. Um maior desenvolvimento. A impressão que fica é que o roteiro interessa menos que a parte, resultando num filme chato e sem impacto algum, mostrando-se inferior ao bom Predadores de 2010 que foi injustamente criticado. E dá-lhe barulho do início ao fim, sem pausa.
A edição de som peca pelo excesso ao tentar arrebatar o espectador atual, enquanto o antigo tem a seu favor um bom suspense. Não mostrando de uma vez a criatura.
Com pretensões de ser o mais original possível e (re)colocar o personagem  em um grande patamar, O Predador não empolga e fica abaixo até das boas franquias Alien vs Predador 1 e 2 e ainda assim, deixa uma brecha para uma inevitável e dispensável continuação. Diversão é algo relativo. Se você está esperando muita coisa, talvez não seja o remake certo e vale mais à pena assistir a versão de 1987.

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