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Resenha: O Mistério do Relógio na Parede

Resenha: O Mistério do Relógio na Parede


É sempre complicado fazer um filme de terror que uma família inteira possa assistir e gostar. Acertar o tom entre assustar adolescentes e adultos sem chegar ao ponto de aterrorizar os pequeninos não é tarefa para principiantes. Felizmente, o diretor Eli Roth tomou a melhor inspiração spielbergiana para si e encarou o desafio em O Mistério do Relógio na Parede, uma adaptação para o cinema da série de literatura infanto-juvenil.

No filme, acompanhamos Lewis (Owen Vaccaro) um órfão de 10 anos (em histórias assim, sempre é um órfão) que vai morar com o tio. Com um senso de humor negro e aquela ambientação de casa assombrada mezzo clássica mezzo clichê, com direito a abóboras, portões de ferro e folhas mortas forrando o gramado, a graça da primeira metade do filme está na peculiaridade da casa, composta por um mobiliário encantado e dois moradores curiosos: tio Jonathan (Jack Black), um feiticeiro meio atrapalhado, e a sra. Zimmerman (Cate Blanchett), feiticeira reclusa e poderosa. Juntos, eles ensinam Lewis a trilhar o caminho da magia.

A trama do filme contém algumas reviravoltas suficientes para deixar até adultos interessados, mas o vilão e quase toda a parte final deixam a desejar. Curiosamente, os momentos que em teoria seriam o de clímax da história são os mais desinteressantes. O legal mesmo de O Mistério do Relógio na Parede é a imaginação da casa, o carisma dos feiticeiros e o descobrimento da magia pelo menino. No fim, queremos mesmo é uma varinha mágica e uma abóbora de Halloween.

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