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Resenha: Maniac

Resenha: Maniac

Por Enrico Benevenutti – Fala!Cásper

 

Com Emma Stone e Jonah Hill, nova série da Netflix questiona o que é ser normal e bagunça sua cabeça


Lançada na última sexta feira (21), Maniac é mais uma produção da Netflix que promete virar a série do momento. Com um elenco de chamar atenção (Emma Stone e Jonah Hill) e um diretor vivendo um ótimo momento — Cary Fukunaga (Emmy por True Detective) — parece questão de tempo até a série atingir seu proeminente sucesso.

O enredo gira em torno de Owen e Annie, ambos com problemas psicológicos. Owen é um personagem rico que sofre com problema de esquizofrenia, além de ser rejeitado pela família. Annie perdeu sua irmã e, com dificuldades para enfrentar a realidade, acaba se viciando em uma droga. Ambos os personagens buscam uma instituição farmacêutica, a NPB (Neberdine Pharmaceutical Biotech), para ganharem um bom dinheiro a fim de serem cobaias em testes com remédios psiquiátricos. A partir desses testes, diferentes cenários e situações são colocados à prova, confundindo a realidade dos personagens e também do espectador.

Personagens bem trabalhados e com profundidade. Jonah Hill e Emma Stone atuam de forma fenomenal (principalmente Jonah), exibindo o talento já conhecido pelo público. A qualidade da atuação de Sonoya Mizuno como Dra. Azumi eleva sua importância dentro de seu contexto, o mesmo ocorre com o trabalho de Justin Theroux como Dr. James.

Caso o elenco não chame sua atenção, com certeza a estética da produção cumpri esse papel. Os conceitos de tempo e espaço são peculiares e muito bem trabalhados. É como se a trama ocorresse no passado retratando o futuro. Quê? Imagine uma produção dos anos 80 ou 90 com elementos futuristas para retratar os anos 2000, um futurismo retrô cheio de neons rosas e azuis elétricos. De forma grosseira, misture Black Mirror com Stranger Things e tenha Maniac.

Não espere tudo da série logo de cara, deixe se surpreender aos poucos, episódio por episódio. Uma atmosfera no mínimo diferente, Maniac entrega grandes atuações, um cenário inédito com uma história singular e cativante ao mesmo tempo, e cheia de ganchos inteligentes. Mesmo correndo um risco sentimentalista, o destaque é a emoção. É normal ser normal? Descubra que talvez o universo seja um caos — ou não.

Japan House

Para promover a série, a Netflix recriou a ambientação de Maniac no andar térreo da Japan House (Av. Paulista, 52). O cenário compunha o espaço farmacêutico NPB, onde era possível realizar três testes de imersão referentes à série. Após a realização dos testes, ganhava-se um carimbo de aprovado em laudos distribuídos no início da visitação.

O projeto de promoção passou também pela criação de um site com vídeos do historiador Leandro Karnal e perguntas sobre normalidade — não muito diferente de um dos testes presentes na Japan House.

Com entrada gratuita, o espaço ficou aberto ao público do dia 21 à 23.

Netflix refaz cenário de série Maniac na Japan House. Foto: Enrico Benevenutti

 

Netflix recria ambientação da série Maniac. Foto: Enrico Benevenutti

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