Home / Colunas / Cinema / Crítica: Eu não sou um homem fácil

Crítica: Eu não sou um homem fácil

Um filme que precisa ser visto por todos

Por Heloise Pires – Fala!FIAMFAAM

Há pouco tempo, o Netflix nos surpreendeu colocando em sua plataforma um filme francês cujo nome não é tão atrativo, mas que vale muito a pena ser visto por todos.

Eu não sou um homem fácil” (Je ne suis pas un Homme Facile) é uma trama que traz em si muitas novidades, dentre as quais, para quem conhece os longas franceses, este não é tão longo e nem tão parado como de costume. A comédia traz em si temas bem atuais e tratados com humor e descontração, com o total intuito de chocar discretamente e conscientizar a todos em relação à sociedade em que vivemos.

Embora no início o filme pareça ser apenas mais uma comédia romântica clássica, em que você já sabe que o mocinho e a mocinha vão ficar juntos no final, logo nos deparamos com a real intenção da diretora e roteirista Eleonore Pourriat, que é trazer, a base de risadas,  o fato do quanto é difícil para as mulheres viverem em nossa sociedade patriarcal e machista.

No filme, Damien personagem muito bem interpretado pelo ator francês Vincent Elbaz, é um típico homem solteiro e galanteador, perfil historicamente aplaudido pela sociedade, que trata as mulheres como meros pedaços de carne, objetos sexuais e que pensa que pelo fato de ser homem possui exclusividades em vários sentidos. Porém, a vida resolve dar uma lição e mostra que as coisas não são assim. Damien bate a cabeça e acorda em um mundo invertido, em um lugar onde as mulheres não são um sexo frágil, gostam de rugby e cerveja, correm sem camisa e sem a preocupação de serem assediadas, além de traírem seus maridos sem se sentirem culpadas.

Na comédia romântica, podemos ver os homens como sexo frágil, donos de casa e tendo que enfrentar situações cotidianas, como a depilação por exemplo, apresentadas como algo quase obrigatório a eles.

Vemos também Alexandra, personagem interpretada pela maravilhosa e versátil atriz Marie Sophie Ferdaneé, quebrando tabus e dando um show nas atitudes destinadas aos homens como sexo casual, seu gosto por carros e o seu constante uso de ternos elegantes. Tudo isso, feito sem nenhuma preocupação do que será dito a seu respeito.

A obra traz em si um enredo interessantíssimo e por isso chamou a atenção do público. Com toda certeza é mais um acerto da Netflix, pelo fato de trazer de maneira muito sutil a ideia de que homens e mulheres devem se ajudar e não se comportarem como um superior ou outro, haja vista que o enredo do filme é tratado como Masculista e não como machismo (o que mostra que o feminismo não é o oposto do machismo). O longa francês trata também da questão da homossexualidade, um detalhe muito importante do filme e que é apresentado no submundo, pois quando colocado sobre os holofotes é extremamente julgado.

Confira também

Unicórnios: onde começou essa moda?

Os Unicórnios dominaram tudo, deixando para trás os flamingos e os abacaxis. Hoje em dia ...

Um comentário

  1. Essa baboseira de doutrinação feminista é ridícula, já encheu o saco e cada vez mais odiamos isso e quem propaga esse lixo made in ONU.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *