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Resenha: Jogador Nº1

Resenha: Jogador Nº1

Por Daniel Benites – Fala!Cásper

Ao contrário do que possa parecer a uma primeira impressão, a megaprodução Jogador Nº 1, de Steven Spielberg, não visa apenas entreter os amantes de games e da cultura nerd, mas também tem a capacidade de impressionar os espectadores com as diversas referências a filmes, jogos, e músicas que marcaram o público e a cultura do último século, bem como a comover com profundas reflexões sobre a realidade na era virtual e a verdadeira importância da vida.

Baseado na obra homônima de Ernest Cline, o enredo se passa em 2045, em uma realidade distópica na qual todos tem acesso a um mundo paralelo e virtual chamado Oasis. Nesta outra realidade, cada um tem seu avatar próprio e que se adequa à sua própria vontade, e vive como em um videogame, tendo de ganhar pontos e por vezes lutar contra inimigos para sobreviver.

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O criador de Oasis, James Halliday, antes de morrer, no ano de 2040, propõe uma competição na qual vence aquele que conseguir encontrar três chaves, cada uma com desafios e pistas, que levarão o grande vencedor ao chamado Easter egg, troféu em formato de ovo. O vitorioso também ganhará uma soma trilhonária de dinheiro e herdará o controle total do Oasis.

Por vezes se assemelhando a histórias de super-heróis, os desafios propostos para a conquista do grande prêmio permitem aos protagonistas uma jornada para conhecer o verdadeiro James Halliday, os anseios, desejos e mágoas do homem que criara um outro universo.

O filme também propõe reflexões sobre a distinção entre a vida real e virtual e a dificuldade atual de se manter plenamente no mundo sem ter válvulas de escape para uma outra realidade. Analisando com detalhes a obra de Spielberg, trata-se de uma metáfora para o mundo contemporâneo, no qual o factual e palpável se mostra triste e difícil e uma existência cibernética se torna a escapatória para a maioria dos indivíduos, chegando a criarem personagens para preencherem a si próprios. Reflexões dignas de séries como Black Mirror e de clássicos como Blade Runner.

Jogador Nº1 também está repleto de referências à cultura pop do século XX, dentre os quais o clássico Thriller, de Michael Jackson, Cidadão Kane, filme de Orson Welles considerado um dos melhores da história do cinema, A Fantástica Fábrica de Chocolate, filme do qual aparecem diversas referências ao longo de todo Jogador Nº1, e até mesmo épicos de Spielberg, como De Volta para o Futuro e Os Caçadores da Arca Perdida permitindo aos cinéfilos, gamers, e muitos outros se entreterem e por muitas vezes, rirem ao longo do filme.

A direção do filme se apropriou de excelentes recursos visuais, cinematográficos e efeitos especiais para a produção de Jogador Nº1. Somado ao ritmo ativo do filme, os espectadores têm duas horas garantidas de diversão, risadas e toques de autorreflexão, fatores que certamente deixarão a todos com vontade de voltar e assistir a um ocasional Jogador Nº2.

 

https://www.youtube.com/watch?v=ahbq2ZaiHwU

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1 Comentário

  1. Avatar
    lara
    5 meses ago

    Boa resenha crítica! Jogador n1 que é mais um excelente trabalho do Spielberg e se passa num mundo distópico.Adoro os filmes de animação e juro que é meu gênero preferido, mas Jogador n1 passou as minhas expectativas, em sério é uma história genial e os personagens são demais. Eu adorei os efeitos especiais do filme jogador n1 . Eu gosto de todos os filmes dirigidos pelo Steven Spielberg, sempre tão fantásticos e com um universo tão particular e bem estruturado. Recomendo a quem ainda não viu.

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