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Resenha: Bohemian Rhapsody

Resenha: Bohemian Rhapsody


Antes de falar do filme Bohemian Rhapsody, é necessário fazer um pequeno flashback. Originalmente, Freddie Mercury era para ser interpretado por Sacha Baron Cohen, já que a semelhança com o cantor e as loucuras cênicas naturais fez dele um candidato ideal para o papel. Apesar da grande performance de Rami Malek (já falaremos dele aqui), devemos admitir que ficamos tristes de não vermos como seria o ex-Borat na pele de Freddie Mercury. Após os conflitos artísticos entre Sacha e os produtores, o intérprete de Freddie mudou várias vezes antes de Malek ser contratado.

Outra grande reviravolta: a demissão de Bryan Singer poucas semanas antes do final das filmagens, por causa de suas repetidas ausências e suas desavenças com o ator principal. Bryan foi substituído por Dexter Fletcher, mas ainda segue creditado como único diretor. 

Somebody to love

Falando do filme, a trama do filme é como uma descrição da Wikipédia: vemos Freddie, seu encontro com Brian May e Roger Taylor, até o famoso concerto de Live Aid em 1985. O restante segue conforme a trajetória histórica do cantor. Nos créditos finais, somos levados a lembrar do artista como um homem com algumas mágoas e uma necessidade compulsiva de ser admirado e amado.

 

 

O desafio de Bohemian Rhapsody é provocar a atenção do espectador entre rápidos retratos de Freddie: vemos seus desvios com álcool, drogas, sua homossexualidade e sua doença de forma superficial mas, ainda que rápido, tudo é apresentado.

Ruim? Sim e não. Há, obviamente, uma sensação de falta de profundidade quando o assunto é a vida do cantor, como se ainda faltasse muitas coisas a dizer sobre ele em particular, ou sobre Queen no geral. Percebe-se um receio por parte do estúdio em retratar mais detalhadamente a essência de Freddie, como se o filme se preocupasse mais em impressionar do que em desenhar um retrato completo, incluindo o lado sombrio, da estrela. 

 


Don’t stop me now

Bryan Singer (ou Fletcher?) nos oferece uma edição artística organizada em pequenas camadas, e colocou a música certa no momento certo com uma contextualização perfeita. 

 

O filme consegue de fato recriar a sensação de estarmos num show ao vivo, e até de tentamos nos livrar de alguns pisões e empurrões durante as apresentações de We Will Rock You. Quanto ao Live Aid, o show histórico realizado em Londres em 1985, foi reproduzido quase que completamente neste longa, para nos dar um vislumbre do que perdemos. Necessário? Não, pelo menos em termos de duração. Eletrizante? Totalmente, e queremos mais.

 


Enfim, é preciso falar sobre o adorável Rami Malek
Um erro assumido da produção, mas meio perdoada: tivemos a sensação de que, por vezes, suas interpretações ficaram repetitivas e foi difícil vê-lo encarnar a excentricidade de um Freddie Mercury. Com isso, ofusca-se um pouco seu prestígio como comediante e também sua capacidade de transformar e transcender em cena. Mas se questionamos sua performance nos primeiros minutos, à medida que o filme progride, torna-se quase impossível diferenciar o ator do cantor. Uma interpretação fascinante que deve lhe render algumas indicações à prêmios.

 

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