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Resenha: A Primeira Noite de Crime

Resenha: A Primeira Noite de Crime


Continuação dos demais “Noite de crime” ou “The Purge”, no título original, “A Primeira Noite de Crime” trás a euforia e suspense do segundo e mais famoso filme da franquia.

Neste filme, mostra o início de tudo, onde um novo partido político, o New Founding Fathers of America, anuncia um novo experimento social aos Estados Unidos: um país com 12 horas sem nenhuma lei, onde as pessoas são totalmente incentivadas a irem as ruas e “espulgar” tudo e qualquer coisa que quiserem, com a promessa de que eles podem até ganhar muito dinheiro.

Visando sucesso na experimentação, a Doutora Updale (Marisa Tomei), se aliando ao governo, incentivam pessoas perigosas e que se animaram com a ideia a se direcionarem a bairros negros e pobre, para que as cidades se auto aniquilem de forma que exista uma “seleção natural”. Mas o que era uma linha de experimento Behaviorista, se tornou, também, uma promoção política governamental. Isso por que o longa é mais uma vez balanceado no drama político e nas sequencias de ação daqueles que tentam sobreviver. E agora a crítica social do filme é mais interessante. Os personagens que tentam sobreviver pela noite são negros, de comunidades pobres, mas sem estereotipar ou cair num racismo acidental. O que torna todo o drama mais denso.

Durante a trama, vemos os personagens tentando sobreviver. Dmitri (Y’lan Noel), um traficante que não queria participar da noite de extermínio, acaba indo atrás de sua namorada que estava correndo perigo, a Nya (Lex Scott Davis), que defende a comunidade de seu irmão Isaiah (Joivan Wade) que no começo da noite já persegue um psicopata. Ela, uma mulher honesta no papel de “mocinha” e ele (Dmitri) um criminoso poderoso na região, que acaba se tornando o herói do longa.

O que era para ser um filme de violência gratuita, mas se tornou um terror mais psicológico e com cenas de ações violentas. O roteiro é bom, e expectativas foram superadas. Isso porque o drama desta vez é excelente. Fazendo uma boa crítica social, a única parte que pecaram foi na falta de complexidade dos personagens.

No entanto, no início dos créditos há uma ponta óbvia para uma continuação. Esse é o ponto que começa a preocupar a essa altura. Quando franquias querem ou precisam ganhar dinheiro. Mas aí, resta saber se o público está farto de tanta violência ou se querem expurgar ainda mais.

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