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Despertaê: Representatividade Negra no Audiovisual

Por Gabriel Ribas Oliveira – Fala!Anhembi

 

Representatividade Negra no Audiovisual – Despertaê

Lyara Oliveira deu uma verdadeira aula de representação e empoderamento negro na semana de comunicação da Universidade Anhembi Morumbi. O ciclo de palestras acontece anualmente nos campus Vila Olímpia, Paulista, Bresser Mooca e conta com a presença de mais de 7.000 mil alunos dos cursos de comunicação social. Sendo que toda a organização, produção, atendimento, planejamento e criação do evento é feita por alunos da própria universidade com apoio da coordenação e responsáveis.

A palestra da Lyara abordou, principalmente, a Associação dxs Profissionais do Audiovisual Negro (APAN). A organização tem como objetivo divulgar e promover a integração e acesso das pessoas aos meios culturais através do trabalho audiovisual, sendo que o destaque vai para a participação inclusiva racial e de gênero.

O APAN participa ativamente de questões sociais, racial, social e feministas nas pautas econômicas e históricas com o intuito de enaltecer e documentar o trabalho dos atores, atrizes, cineastas, roteiristas e demais profissionais do audiovisual representativo.

Segundo Christian de Castro, diretor-presidente da ANCINE:  “O primeiro passo para se pensar em políticas públicas afirmativas é a produção de conhecimento e levantamento de dados. Esse tipo de pesquisa nos ajuda a entender melhor o mercado que regulamos e fomentamos e a pensar em que direções seguir. Estamos atentos às demandas do mercado. Foi pensando nisso que instauramos também, em novembro, a Comissão de Gênero, Raça e Diversidade, que tem o objetivo de desempenhar atividades relacionadas à promoção da inclusão, da diversidade e da igualdade de oportunidades no âmbito de atuação”.

Lyara (primeira à esquerda) ao lado dos alunos da Anhembi Morumbi. Foto:Agcom

O meio audiovisual é tido como um ambiente extremamente machista, elitista e dominado por homens brancos e héteros que, na maioria das vezes, não abrem espaço e segregam populações desfavorecidas que não possuem oportunidades de galgar seus anseios profissionais pela falta de políticas públicas e projetos socioeconômicos. Para se ter uma noção mais ampla,  em 2016, o meio cinematográfico brasileiro contou apenas com 2,1% de participação na direção de homens negros e nenhuma produção contou com o roteiro ou/e direção de uma mulher negra.

É necessário que apoiemos  causas e trabalhos que levantam essa bandeira, assim, o meio cinematográfico terá cada vez mais liberdade, igualdade e oportunidades justas não só para as pessoas negras, mas para o equilíbrio, emponderamento e representativiade social.

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