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6 meninas contam suas experiências durante intercâmbio

Por Giovanna Stival – Fala!Cásper

O mundo do lado de fora: 6 meninas contam suas experiências durante intercâmbio

Conhecer o mundo é o sonho da maioria dos jovens que chegam ao ensino superior motivados a realizar grandes conquistas em suas respectivas áreas. A troca de informações proporcionada pelos avanços tecnológicos não substitui o frio na barriga e o entusiasmo em estar em um país diferente, aprendendo uma outra língua e vivendo as mais variadas experiências. Realizar um programa de intercâmbio é mais que apenas um diferencial no currículo dos futuros profissionais, mas uma oportunidade de exercer o autoconhecimento e desafiar suas próprias fronteiras.

Em 2017, o mercado brasileiro de educação estrangeira cresceu 23% e atingiu a marca inédita de 302 mil estudantes, de acordo com a Pesquisa Selo Belta divulgada em abril pela Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio. Os dados ainda apontaram que a qualidade de vida é um dos principais motivos que levam os estudantes a procurarem opções de cursos em outros países, sejam eles como parte da graduação, de idiomas ou de aperfeiçoamento profissional. Entre os destinos mais procurados, um a cada quatro estudantes viajaram para o Canadá (23%), em seguida estão Estados Unidos (21,6%), Reino Unido (10,2%), Nova Zelândia (6,9%) e Irlanda (6,5%).

Mas, engana-se quem pensa que estudar fora de seu país de origem é como fazer turismo – apesar de ser, também, uma ótima oportunidade para conhecer diferentes regiões de um mesmo continente. Entre os diversos formatos de cursos disponíveis, os processos de admissão nas instituições mais renomadas exige uma extensa preparação que inclui a tradução de uma série de documentos, como certidão de nascimento, comprovante de residências, histórico escolar e uma carta de recomendação assinada por uma referência acadêmica ou profissional, e testes que procuram perfis de liderança que possam impulsionar mudanças significativas na sociedade. Além de toda a burocracia, é necessário ter a capacidade de lidar com novos desafios para enfrentar as barreiras culturais e a saudade da família e dos amigos, se sentir confiante quanto a língua falada em seu destino e saber conciliar, com sabedoria, vida pessoal e os estudos – porque, afinal, ninguém quer perder um passeio incrível ou um ótimo restaurante por dificuldades em acompanhar certas matérias.

Em meio a tanto material informativo, vídeos instrutivos e discursos motivacionais, 6 garotas compartilharam suas experiências durante a estadia em países localizados em 5 continentes diferentes para dividir parte de seus medos e vitórias vivendo fora de sua zona de conforto. Dos Estados Unidos a Coreia do Sul, existem opções para todos aqueles que estiverem dispostos a realizar seus sonhos.

 

Camila Bello:
“Logo que entrei na faculdade eu soube de um convênio com a UCLM, e desde o primeiro período tive muito interesse. Foi simplesmente a melhor experiência da minha vida! Eu amei viver na Espanha, e poder aprender mais sobre o espanhol foi ótimo. Também foi incrível estar na Europa, um continente tão bonito e com mil países e culturas diferentes. Eu conheci uma faculdade maravilhosa e ainda viajei por muitos lugares inesquecíveis, e isso com certeza é insubstituível. Profissionalmente, eu acredito que seja um diferencial na carreira, além de te ajudar a aprender uma outra língua de um jeito muito mais divertido. Foi tranquilo acompanhar as aulas, e eu achei muito interessante conhecer a forma de ensino de outro país diferente do meu. Vou me lembrar para sempre dessa experiência em Toledo.”

Camila Bello, de 23 anos, cursa Direito na Faculdade de Direito de Vitória (ES) e estudou na Universidad de Castilla La Mancha, no campus de Toledo – Espanha, de janeiro a julho de 2016.

 

Fernanda Tavares Teixeira:
“A Austrália tem uma vibe incrível! Eu sonhava muito com as praias, os surfistas, gente sorrindo para mim na rua e motoristas de ônibus sendo simpáticos! E foi realmente uma experiência inesquecível, mas apesar disso tive um pouco de dificuldades em fazer amizade com o pessoal da minha idade. Fazer o intercâmbio fez com que eu me sentisse livre e durante minha passagem por Noosa eu pude ser quem eu sempre quis, aprendi também a ter mais independência e descobri uma pessoa nova dentro de mim. Fiz uma viagem pelo Outback onde conheci os Aborígenes, e foi muito legal ver a diferença da cultura deles para os lugares litorâneos da Austrália, as comidas e as pinturas são sensacionais.”

Fernanda Tavares Teixeira, tem 17 anos e, de julho a dezembro de 2017, estudou na Sunshine Beach State High High School, em Noosa na Sunshine Coast – Austrália.

 

Gabriela Herzog:
“Quando eu tinha 13 anos fiz um curso no Canadá e gostei muito. Depois, decidi que queria fazer faculdade nos Estados Unidos e meus pais me ajudaram a realizar meu sonho. No curso de Jornalismo na Temple University eu não achei tão difícil acompanhar os conteúdos, acho que a única questão que foi mais diferente foi ter várias matérias onde a visão que eu aprendia era a dos Estados Unidos, mas foi uma experiência ótima. Eu tenho muitos amigos americanos e no começo foi bem difícil fazer amizade com eles, mas tudo ficou mais fácil quando entrei para uma sorority, uma organização de meninas que tem como objetivo fazer trabalho voluntário e networking. Eu recomendo muito que, se você estiver em uma situação parecida, entre para grupos de estudos ou times da faculdade, ajuda muito a te enturmar durante o intercâmbio. E, de fato, é incrível poder viver algo do tipo.”

Gabriela Herzog, de 19 anos, está estudando Jornalismo na Temple University, na Philadelphia – Estados Unidos, desde 2017.

 

Carolina Dinamarco:
“O intercâmbio muda sua vida e abre a sua mente porque você passa a ver outras perspectivas, e em Santiago eu tinha muitas aulas em museus, parques, e fora dos limites da sala de aula, nada parecido com o que estou acostumada. Fora do âmbito acadêmico, foi incrível porque morei em uma residência estudantil e a gente se tornou quase uma família! Eram 13 pessoas de diferentes países e agora sinto que tenho muitas casas ao redor do mundo. Eu escolhi Santiago porque tenho muito interesse em estudos sobre a América Latina e para mim seria muito interessante ter essa experiência em outro país latino americano. Além disso, a diferença na paisagem é um bônus surpreendente! Em pouco tempo você consegue ver neve, praia, vulcão, deserto, tem um pouco de tudo. O intercâmbio também me deixou mais independente e confiante, e agora me sinto mais preparada para encarar novos desafios.”

Carolina Dinamarco, 22 anos, cursa Relações Internacionais na PUC-SP e estudou de janeiro a dezembro de 2017 na Universidad Diego Portales, em Santiago – Chile.

 

Vitória Marcello:
“Acho que minha maior dificuldade em Cape Town foi o idioma porque eu não falava muito bem inglês, então tive que aprender do zero, praticamente. Depois, a saudade da família e do meu país. Os três primeiros meses foram os mais difíceis, mas com o passar do tempo eu me adaptei e já tinha conhecido muita gente maravilhosa que eu tenho contato até hoje. Visitei lugares históricos, praias, fiz safari e vi os animais selvagens de perto. Foi uma experiência tão positiva que eu nem sei colocar em palavras. Hoje eu sou formada em Relações Internacionais e o intercâmbio me ajudou a lidar melhor com situações em que estou fora de minha zona de conforto. É uma aventura de muito autoconhecimento.”

Em 2013, Vitória Marcello, hoje com 22 anos, estudou durante 1 ano na Milnerton High School, em Cape Town – África do Sul.

 

Gabriela Bueno:
“Poucos sabem da história asiática e muitos têm estereótipos das pessoas asiáticas. Acho que aprender sobre uma cultura tão diferente faz você entender como o mundo é tão diversificado, e como suas perspectivas de um lugar podem ser completamente erradas. A Ásia, em geral, me mudou muito, e eu sou extremamente grata por ter consigo aprender a história e a cultura deles, mesmo que não seja 100%, porque agora tenho muito mais respeito pela sua história. Por mais que os japoneses sejam muito educados e de bom coração, fazer amizade com eles é muito difícil – mais difícil até que se acostumar com a comida e os costumes de lá! Na Coreia, por outro lado, a coisa mais complicada foram as aulas. Apesar das dificuldades, foi uma experiência incrível que eu jamais vou me esquecer.”

Gabriela Bueno (22 anos) estuda na Flagler College, em Saint Augustine, Flórida – USA, e frequentou a iCLA, no Japão, de agosto a dezembro 2016, e a Korea University, na Coreia do Sul, em fevereiro a julho de 2017.

 

Se, assim como as meninas, seu sonho também é conhecer vários países e culturas diferentes, a dica é: pequenos passos percorrem grandes distâncias. O intercâmbio acadêmico, quando bem elaborado e planejado, pode ser a porta de entrada para um mundo de opções.

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